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O EFEITO DA ANGIOTENSINA II NA MATURAÇÃO

Em mamíferos, é bem estabelecido que o reinício da meiose ocorre após o pico préovulatório e LH e resulta no rompimento da vesícula germinativa (RVG), iniciando a maturação do oócito. Entretanto, a via pela qual essa gonadotrofina atua não está completamente elucidada. Nosso grupo demonstrou que a angiotensina II (AngII) apresenta uma importante função no início da ovulação em bovinos, potencialmente atuando como um mediador intrafolicular do LH. Nós também observamos que a AngII previne o efeito inibitório das células foliculares durante a maturação nuclear in vitro de oócitos bovinos.

Estes resultados sugerem que a AngII apresenta uma função importante durante o reinício da meiose induzido pelo LH em oócitos bovinos. Portanto, os objetivos deste estudo foram verificar a participação da AngII no reinício da meiose induzido pelo pico ovulatório de LH, e investigar o envolvimento das prostaglandinas E2 e F2α como mediadores da AngII para desencadear o reinício da meiose em oócitos bovinos. No primeiro experimento, sete vacas foram superovuladas com FSH e os folículos maiores que 12mm de diâmetro foram submetidos a uma injeção intrafolicular de saralasina ou NaCl 0,9%. Os folículos do ovário direito (n=17) receberam uma injeção intrafolicular de saralasina (10μM) e os do ovário esquerdo (n=17) foram injetados com NaCl 0,9% (grupo controle). Um pico de LH foi induzido pela administração IM de um agonista do GnRH (gonadorelina 100μg) imediatamente após as injeções intrafoliculares. Quinze horas após, os animais foram ovariectomizados e os oócitos foram recuperados para avaliar o estádio da maturação nuclear. Todos os oócitos do grupo saralasina (n=12) estavam no estádio de vesícula germinativa (VG) 15 horas após a administração IM de um agonista do GnRH enquanto que no grupo controle (n=13) os oócitos estavam no estádio de RVG (30,8%) ou Metáfase I (MI; 69,2%; P<0,001). Em outro experimento, oócitos foram co-cultivados com metades foliculares durante 15 horas para avaliar a participação das prostaglandinas como mediadores do efeito da AngII sobre o reinício da meiose. O efeito inibitório causado pelas células foliculares sobre a maturação nuclear do oócito foi prevenido pela adição de 100pM de AngII ao meio de cultivo (26,6% de MI sem AngII vs. 77,5% de MI com AngII; P<0,001).

Entretanto, quando um inibidor não seletivo da COX (10μM de indometacina) foi adicionado ao sistema de cultivo contendo AngII e metades foliculares, os oócitos atingiram MI em uma percentagem (13,4%) significativamente mais baixa que sem indometacina (P<0,001). Além disso, quando 1μM de PGE2 ou PGF2α foram adicionados ao sistema de co-cultivo in vitro com metades foliculares, a taxa de maturação nuclear dos oócitos seguiu o mesmo padrão observado na presença de AngII (PGE2 77,4%, PGF2α 70,0% e AngII 75,0% de MI). Portanto, este estudo demonstra que o reinício da meiose em oócitos bovinos, induzido pelo pico ovulatório de LH, requer AngII, e que as prostaglandinas E2 e F2α participam dessa ação.

Palavras chave: angiotensina II, saralasina, maturação nuclear, injeção intrafolicular, PGE2, PGF2α.

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Artigo - LASERTERAPIA DE BAIXA POTÊNCIA NA REVERSÃO DO ANESTRO PUERPERAL EM VACA EM AMAMENTAÇÃO

Resumo

Diversos estudos têm avaliado a influência da terapia a laser de baixa potência em tecidos biológicos. O laser, operando com baixa potência, tem sido empregado em Medicina Veterinária visando a ação terapêutica sobre os diferentes tecidos orgânicos, com ênfase no tratamento da dor, inflamação, regeneração e circulação, com possíveis reabilitações sensoriais, locomotoras e reprodutivas. Objetivando ampliar os conhecimentos na área, buscou-se avaliar a inter-relação da luz laser infravermelha em células do tecido ovariano.

Ovários inativos de uma vaca da raça holandesa preta e branca amamentando (peso de 300 kg e escore da condição corporal 1,5) foram submetidos ao tratamento de laserterapia com diferentes potências de irradiação, variando entre 10 e 50 mW, até a retomada da atividade ovariana com ovulação. O restabelecimento da função ovariana foi acompanhado por exames ultra-sonográficos diários e palpação retal dos ovários, executados durante quatorze dias, obedecendo a uma seqüência de cinco dias seguidos de laserterapia, por dois dias de descanso.

Ocorreu a reversão do anestro puerperal no 18º dia de tratamento, ao ser observado um novo corpo lúteo no ovário direito. Os resultados demonstraram a influência da laserterapia de baixa potência sobre o estroma ovariano, constituindo-se em uma nova abordagem terapêutica na área reprodutiva.Todo conteúdo na integra - download

Artigo - INDUÇÃO AO ESTRO EM BOVINOS DE CORTE

RESUMO – O anestro puerperal em novilhas de 1º cria, é um dos principais fatores para diminuição dos índices de fertilidade no rebanho bovino de corte do Brasil. Atualmente são apresentadas diversas metodologias que buscam a reversão desse anestro, algumas relacionadas às ações de manejo. O presente trabalho objetivou testar um protocolo empregando, manejo de mamada interrompida e suplementação com mistura múltipla, comparando-se ao sistema tradicional da vaca com o bezerro-ao-pé. Os animais foram divididos em dois grupos.

O Grupo 1 (N=160 - tratado), formado por animais que foram trabalhados com alteração de manejo ou seja mamada interrompida (aparte de 48 horas dos bezerros, quinzenalmente) e suplementados com um sal energético, disponibilizado para consumo de 300 g/dia, e o Grupo 2 de animais (testemunha - N= 160), sem o regime de mamada interrompida e sem o sal mineral energético. Os animais iniciaram o período de monta de 41 a 90 dias pós-parto, permanecendo com touros por período de 60 dias.

Sessenta dias após a retirada dos touros foi feito o diagnóstico de gestação por palpação retal, atingido-se o seguinte resultado: O Grupo 1 de animais (tratado), demostrou eficiencia ao reverter o anestro, resultando em 60,6% de prenhez, ao passo que o grupo testemunha atingiu somente 36,9% dentro do mesmo período de serviço. Todo conteúdo na integra - download

Artigo - IMPACTO DA IATF NA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA EM BOVINOS DE CORTE

INTRODUÇÃO

O rebanho bovino brasileiro é composto por 192 milhões de animais (FAO, 2005), com predominância de Bos indicus (80%), pela maior adaptabilidade às condições climáticas de altas temperaturas e umidade. No entanto, para que a bovinocultura brasileira atinja elevados níveis de produtividade com qualidade a eficiência reprodutiva e o melhoramento genético são áreas que merecem destaque.

O melhoramento genético, baseado na seleção de indivíduos com maior
desenvolvimento ponderal, rendimento de carcaça, produção leiteira, capacidade de conversão alimentar, precocidade, entre outros, possibilita o aumento da produtividade de carne e de leite. Assim, a eficiente multiplicação de animais superiores por biotécnicas da reprodução proporciona maior retorno econômico à atividade. Entretanto, a multiplicação e distribuição desse material genético só é possível com adequado manejo e sem comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho. Desta forma, elevados índices de produção, associados à alta eficiência reprodutiva, devem ser metas que norteiam os técnicos e criadores a alcançarem maior produtividade.

O objetivo dessa revisão é apresentar de forma resumida informações sobre astécnicas de sincronização para inseminação artificial em tempo fixo, analisando seu impacto na eficiência reprodutiva em bovinos de corte. Todo conteúdo na integra - download

Artigo - Eficácia do tratamento Ovsynch associado à inseminação artificial prefixada em rebanhos Bos taurus e Bos indicus

RESUMO



O presente trabalho objetivou avaliar a eficácia do tratamento Ovsynch associado à inseminação artificial em tempo prefixado em vacas Bos taurus e Bos indicus. Foram utilizados rebanhos das raças Holandesa, Caracu, Nelore e Mantiqueira. Também foi incluído um rebanho de vacas Gir, com problemas de fertilidade. Cada rebanho foi dividido em três grupos. O grupo 1 recebeu o tratamento Ovsynch e foi inseminado em tempo prefixado. O grupo 2 foi inseminado no cio induzido com cloprostenol. O grupo 3 foi inseminado no cio natural. As taxas de concepção e de prenhez foram determinadas por ultra-sonografia. Não existiu interação significativa das variáveis reprodutivas analisadas para rebanho, idade, período pós-parto, número de parição e presença do bezerro.

A taxa de concepção não diferiu (P>0,05) entre os grupos, ao passo que a taxa de prenhez foi superior (P<0,05) nos grupos 1 e 2 em comparação ao grupo 3. No rebanho Gir, o tratamento Ovsynch não alterou a taxa de concepção nem a de prenhez. Independentemente da raça, os tratamentos Ovsynch e cloprostenol não afetam a taxa de concepção, mas melhoram a taxa de prenhez. O tratamento Ovsynch não aumenta a fertilidade de vacas com problemas reprodutivos inespecíficos.

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Termos para indexação: gado bovino, reprodutividade, ovulação, sincronização, fertilidade.
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