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Valia FIV JMMA Recordista Mundial



A nova recordista mundial Fêmea Jovem de produção de leite em Torneio Leiteiro, da raça Gir Leiteiro, continua em Goiás, Valia FIV JMMA de propriedade do criador José Mario Miranda Abdo de Alexânia – GO participou da XXVIII EXPOABRA 2010 (Brasília – DF) sendo a recordista de produção com média final de 39,047 quilos de leite, superando até a melhor vaca jovem, Galga FIV F. Mutum, que produziu média final de 38,447 quilos de leite.

Valia FIV JMMA é filha do C.A. Sansão (KCA – 472), na Edra FIV F. Mutum (MUT – 501), nascida em 11/08/2006 foi mais uma excelente FIV realizada pela Embriotec, que é especialista na raça Gir Leiteiro, mais não para por ai esta grande Doadora, além do recorde mundial também fez muito bonito em pista, sendo a Reservada Grande Campeã, ficando atrás apenas da Fase TE F.

Mutum, que sem trocadilhos ainda permanece numa excelente fase, foi campeã Fêmea Jovem e para fechar com chave de ouro fez o melhor Úbere Fêmea Jovem, este grande exemplar da raça Gir leiteiro só esta começando sua brilhante carreira aos apaixonadas pela raça ainda podem esperar muito mais, pois a cada exposição além de aumentar o número de animais a qualidade destes animais também vem crescendo muito, assim cabe a nos apaixonados a esperar os próximos capítulos.

Parabéns ao Zé Mario, que nos honra e nos deixa orgulhosos de ser nosso parceiro e nos dar o privilégio de poder contribui com esses feitos.


Fonte: Equipe Embriotec

Melhoramento de cabras

Rebanho baiano é o maior do país.

Projeto da Embrapa pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividadades

A integração lavoura pecuária promete resolver um problemão que muitos criadores enfrentam nessa época do ano: a falta de comida pro gado.

Preço pago ao produtor de leite de Goiás cai mais de 20%

O preço pago ao produtor de leite em Goiás caiu mais de 20% em quatro meses. Assim como os produtores de outras regiões do país, os goianos têm encontrado dificuldades para se manter na atividade. Um novo programa da Federação de Agricultura do Estado pretende atuar na gestão de riscos e custos da pecuária de leite

Começa no Paraná a Agroleite

Esta é a 10ª edição da feira, que é uma das maiores do país no setor. Este ano, as novidades tecnológicas são destaque. O evento tem ainda palestras técnicas e leilão.

Artigo - Classificação de embriões bovinos produzidos in vivo

Os procedimentos de indução de ovulações múltiplas (superovulação), coleta e transferência de embriões tem sido largamente utilizadas como biotécnicas reprodutivas em bovinos.



Durante o processo, os embriões são recuperados do útero das doadoras, identificados e classificados.



Esta classificação é realizada em função do estádio de desenvolvimento e da qualidade morfológica dos embriões.



Autor: João Henrique Moreira Viana



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Estudo mostra que investimento tecnológico em produção leiteira é mais rentável do que aumento de rebanho

Investir em tecnologia para elevar a produção de leite é mais lucrativo do que aumentar o rebanho. Essa é a conclusão de um estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Os custos da modernização são altos, mas podem dobrar os lucros no longo prazo


MG: 3ª ExpoGenética traz genética de ponta e inovações tecnológicas

O Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG, prepara-se novamente para receber uma das principais mostras de programas de melhoramento genético bovino do País: a 3ª ExpoGenética, que ocorre de 14 a 22 de agosto.

O evento é realizado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e traz, este ano, zebuínos provados por dez programas de melhoramento genético do Brasil: PMGZ, PMGRN/ Nelore Brasil, Programas de Melhoramento da ANCP, Geneplus/Embrapa, Conexão Delta G, Paint/CRV Lagoa, Altaplus, Programa Nacional de Melhoramento do Guzerá para Leite, Programa Nacional de Melhoramento Genético de Gir Leiteiro e Qualitas.

Tecnologia

Uma das atrações que prometem chamar a atenção dos participantes da ExpoGenética será a apresentação do programa denominado G-Tag, de marcadores moleculares desenvolvidos no Brasil pela Divisão de Genômica Bovina da Genoa, em colaboração com o Centro de Genoma Bovino da Universidade de Alberta, do Canadá.

No dia 18, será apresentado o programa de marcadores moleculares no rebanho Nelore, que após cinco anos de pesquisas, gerou uma patente internacional que engloba 46 sequências do genoma bovino para a característica docilidade. A apresentação será feita pelo pesquisador Graham Plastow, da Universidade de Alberta, e pelo biólogo molecular da Genoa sobre G-Tag, Flávio Canavez.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Torneio registra aumento na produção de leite no Acre

Terminou na última sexta-feira (30 de julho) a terceira edição do torneio leiteiro acriano. O evento realizado durante a Expoacre 2010 registrou um aumento de quatro quilos de leite em relação à produção do primeiro torneio, em 2008. O primeiro lugar foi conquistado por Princesa, uma vaca Girolanda meio sangue, de seis anos de idade, com produção diária de 22 quilos de leite por dia.

O concurso, que tem o objetivo de estimular as boas práticas na ordenha e os cuidados sanitários com o rebanho, é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Produção (Seap), Embrapa Acre e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O médico veterinário da Seap, Alexandre Fernandes, diz que o concurso serve para revelar animais de alto valor genético e elevada produção leiteira na região, além de aproximar técnicos e produtores. O histórico do evento tem mostrado que a média de produção dos animais vem crescendo a cada ano. "Estes resultados são reflexo da adoção de raças com padrão genético adaptado às condições ambientais do Acre e, embora essa média de produção não seja uma realidade em todas as propriedades leiteiras da região, indica que o Estado tem potencial produtivo", afirma Fernandes.

O primeiro colocado recebeu um prêmio de 2,5 mil reais, concedido pela coordenação do torneio e um Kit Ordenha Manual da Embrapa. Segundo o produtor José Afonso Medeiros, proprietário da campeã, a premiação vem como um incentivo para continuar investindo no rebanho e para despertar o interesse de outros produtores da região. "É uma forma de mostrar que a produção leiteira no Estado é possível e que estamos no caminho certo".

As informações são da Embrapa Acre, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

MG: Megaleite reunirá 2 mil animais em Uberaba

De 27 de junho a 5 de julho, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), mais de 2 mil animais das principais raças leiteiras (Girolando, Gir leiteiro, Sindi, Guzerá, Holandês e Jersey) participarão da 7ª edição da Megaleite. Este ano, a feira terá como novidade a presença de búfalos e de animais da raça Indubrasil.

A Megaleite receberá importantes exposições do setor: a 21.ª Exposição Nacional de Girolando, a 12.ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro, a 2.ª Exposição Interestadual de Gado Holandês, a 5.ª Exposição Ranqueada da Raça Jersey, a 4.ª Mega Regional da Raça Sindi e Mostra de Cruzamentos, a Mostra Especial de Guzerá Leiteiro e a 1.ª Mostra Especial Indubrasil Leiteiro e Mostra Especial de Bubalinos.

Segundo o presidente da Girolando, José Donato Dias Filho, o objetivo é reunir a cadeia produtiva do leite para mostrar e discutir o potencial do setor. A abertura oficial do evento será no dia 28 e, logo em seguida, ocorre o Fórum de Debates, em que criadores e autoridades irão discutir o tema agronegócio do leite.

A Megaleite também terá 13 leilões (2 virtuais). Em 2009, a feira teve faturamento de quase R$ 10 milhões nos 14 leilões presenciais e em 13 virtuais. A expectativa é de que a mostra tenha desempenho semelhante em 2010. Além de leilões, julgamentos e torneiro leiteiro, a exposição terá espaço para a capacitação. De 24 a 27 de junho, haverá o Curso de Capacitação em Girolando.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Origem materna do zebu brasileiro

As raças bovinas podem ser separadas em dois principais grupos, taurinos (Bos taurus) e zebuínos (Bos indicus), sendo que os últimos se caracterizam pela presença do cupim. Embora oficialmente sejam considerados como pertencentes a espécies diferentes, muitos autores consideram indivíduos taurinos e zebuínos como subespécies (Bos taurus taurus e Bos taurus indicus). Além disso, embora taurinos e zebuínos tenham originado de um ancestral comum, eles evoluíram em ambientes bastante distintos e, portanto, na atualidade divergem em muitos aspectos. Via de regra, os taurinos são animais europeus que evoluíram em regiões de clima temperado, enquanto os zebuínos são animais indianos que evoluíram em regiões de clima tropical. É por isso, que as raças zebuínas (por exemplo, Nelore, Gir, Brahman e Guzerá) se adaptam muito melhor ao clima brasileiro que as raças taurinas (por exemplo, Angus, Simental, Limousin e Holandês).



Devido à sua melhor adaptação ao clima tropical, as raças zebuínas se difundiram bastante no Brasil, embora algumas raças taurinas, como a Holandesa, também tenham grande participação na pecuária nacional devido às suas aptidões para certos nichos. Dentre as raças bovinas atualmente existentes no país, o Nelore, Gir e Guzerá representam a maioria das raças de origem zebuína e o Brahman, Tabapuã e Indubrasil a maioria das raças compostas por cruzamento de raças zebuínas. Estes animais são, em sua grande maioria, descendentes de animais importados da Índia no início do século XIX. Sabe-se que cerca de 7.000 animais foram trazidos deste país ao longo de uma série de importações que se estenderam até 1960, e que, naquele período, já era criada no Brasil grande quantidade de animais oriundos da Península Ibérica (taurinos). Assim, a importação de machos indianos permitiu a sua rápida disseminação genética, uma vez que estes foram cruzados com as fêmeas européias já existentes no país.



Portanto, o zebu brasileiro pode ser separado em duas grandes populações: animais puros de origem importada (POI) oriundos do acasalamento de machos e fêmeas zebuínas importadas da Índia, e animais puros de origem (PO), descentes dos mesmos machos zebuínos importados, mas cruzados com fêmeas taurinas. Como as fêmeas descendentes do cruzamento de machos zebuínos com fêmeas taurinas foram por diversas gerações retro-cruzadas com machos zebuínos POI, os animais PO, que hoje representam a maioria dos zebuínos existentes no Brasil, são geneticamente idênticos aos POI.



No entanto, quando dizemos que os animais PO e POI são geneticamente idênticos entre si, nos referimos exclusivamente ao material genético presente no núcleo da célula (DNA nuclear). O DNA nuclear é responsável por guardar a informação necessária para o funcionamento da grande maioria dos eventos celulares, e, portanto, tem grande influência no fenótipo do indivíduo (por exemplo, aptidão para a produção de carne ou leite e características físicas). Esta informação é armazenada na forma de um código, o que permite a sua transmissão de uma geração para a outra, preservando as características de uma raça.



Embora o núcleo guarde a grande maioria da informação genética de uma célula, uma pequena parte desta informação é preservada fora do núcleo, no citoplasma. Esta informação é guardada, em parte, pelo DNA presente no interior de uma organela conhecida como mitocôndria e, por isso, este DNA é conhecido por DNA mitocondrial. As mitocôndrias são organelas responsáveis pela síntese de energia e, portanto, podem afetar diretamente o fenótipo do indivíduo. Em um acasalamento, 50% do DNA nuclear do macho e 50% da fêmea contribuem para o genótipo do descendente. Diferente do que acontece com o DNA nuclear, o DNA mitocondrial é herdado exclusivamente da fêmea (herança materna), não tendo o macho nenhuma contribuição para com o genótipo mitocondrial do descendente. Assim, o DNA mitocondrial de um indivíduo, seja ele fêmea ou macho, é idêntico ao DNA mitocondrial de sua mãe. Isso explica porque grande parte dos zebuínos PO existentes no Brasil possui DNA mitocondrial taurino.



Como no Brasil as fêmeas taurinas foram utilizadas para o cruzamento com machos zebuínos e nas gerações seguintes, os cruzamentos foram sempre realizados entre as fêmeas descendentes e os machos zebuínos POI, o DNA mitocondrial taurino foi passado de geração para geração. Portanto, embora os animais PO gerados por estes cruzamentos possuam DNA nuclear de origem zebuína, o DNA mitocondrial é de origem taurina. A Figura abaixo ilustra o esquema de cruzamentos descrito acima para as primeiras cinco gerações descendentes.







Figura 1. Esquema de acasalamentos para apurar a raça zebu a partir de fêmeas taurinas considerando a herança genética nuclear e mitocondrial. Todos os machos referem-se a zebuínos POI (100% zebuíno para o DNA nuclear e mitocondrial), enquanto que somente a fêmea fundadora era 100% taurina ou POI. As demais fêmeas cruzadas com os machos POI referem-se ao produto do acasalamento da geração anterior



Estima-se que mais de dois terços dos zebuínos PO que compõem na atualidade o rebanho nacional possuam DNA mitocondrial de origem taurina. No entanto, existem poucos indícios que atestem um efeito de variações na sequência do DNA mitocondrial sobre as características fenotípicas de um animal.



Na verdade estes indícios são oriundos de trabalhos que utilizaram raças taurinas como Hereford e Holandês. Nestes casos, constatou-se que determinadas alterações na sequência do DNA mitocondrial podem afetar características fenotípicas como a produção de leite ou carne. No entanto, até o momento não há evidência clara de um efeito similar no caso dos zebuínos PO e POI de diferentes linhagens maternas. Portanto, por mais que muitos dos zebuínos PO existentes no Brasil possuam DNA mitocondrial taurino, isto não parece afetar significativamente as características fenotípicas dos mesmos, não sendo, portanto, motivo de preocupação para os criadores. De qualquer forma, as linhagens maternas do zebu brasileiro continuam a ser investigadas, tanto para esclarecer a origem desses animais, como para confirmar a inexistência de efeito materno taurino.



Nos casos de animais clonados, os indivíduos gerados também não herdam o DNA mitocondrial do animal de interesse. Isso ocorre porque neste procedimento o conteúdo de uma célula da pele do animal de interesse é introduzido num oócito doado por outro animal. Como as células da pele possuem uma quantidade muito pequena de mitocôndrias se comparado com a presente no oócito, os clones produzidos herdam quase que exclusivamente o DNA mitocondrial doado pelo oócito.



Para que os animais clonados herdem o mesmo DNA mitocondrial que o animal de interesse seria necessário utilizar oócitos e células doadas por animais de mesma origem materna. Por esse motivo, algumas associações de criadores de zebuínos do país têm feito este tipo de exigência para poder registrar o animal clonado. No entanto, mais uma vez é importante lembrar que, considerando as diferenças entre animais taurinos e zebuínos em termo de DNA mitocondrial, não se espera que zebuínos POI clonados utilizando oócitos taurinos apresentem uma diferença fenotípica significativa em relação ao animal doador de interesse.



Leitura recomendada:
Meirelles FV, Rosa AJM, Lôbo RB, Garcia JM, Smith LC e Duarte FAM. 1999. Is the american zebu really Bos indicus? Genetics and Molecular Biology, v. 22, p. 543-546.
Méo SC, Ferreira CR, Chiaratti MR, Meirelles FV, Regitano LCA, Alencar MM e Barbosa PF. 2009. Characterization of mitochondrial genotypes in the foundation herd of the Canchim beef cattle breed. Genetics and Molecular Research, v. 8, p. 261-267.
Paneto JC, Ferraz JB, Balieiro JC, Bittar JF, Ferreira MB, Leite MB, Merighe GK e Meirelles FV. 2008. Bos indicus and Bos taurus mitochondrial DNA - comparison of productive and reproductive breeding values in a Guzera dairy breed. Genetics and Molecular Research, v. 7, p. 592-602.

Autores:
Henderson Ayres

Departamento de Reprodução Animal, FMVZ-USP, São Paulo, Brasil
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Marcos Roberto Chiaratti
Departamento de Ciências Básica, FZEA-USP, Pirassununga, SP, Brasil
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Roberta Machado Ferreira
Departamento de Reprodução Animal, FMVZ-USP, São Paulo, Brasil

Vacas Gir têm contagem distinta de células somáticas

O teste que indica se uma vaca leiteira está com mastite - inflamação na glândula mamária causada por bactérias - estabelece o limite máximo de 200 mil células somáticas por mililitro (ml) de leite, independentemente da raça do animal. Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP constatou que para as vacas da raça Gir o limite máximo de contagem a ser considerado pelo produtor deve ser de 100 mil células somáticas por ml de leite.

"A pesquisa serve de alerta para os produtores de leite de vacas Gir tomarem medidas preventivas para evitar que a infecção atinja outros animais", aponta o professor Marcos Veiga dos Santos, do Departamento de Nutrição e Produção Animal (VNP) da FMVZ, em Pirassununga. O estudo foi realizado pela médica veterinária Carolina Barbosa Malek dos Reis para a sua dissertação de mestrado, defendida no último dia 31 de março, sob orientação de Marcos Veiga dos Santos.

Durante um ano, Carolina coletou amostras mensais do leite produzido por três rebanhos de vacas Gir, provenientes de duas fazendas da região de Pirassununga e uma em Uberaba (MG), somando 300 animais. A partir da análise desse material, os pesquisadores perceberam que a resposta do organismo à infecção por mastite acontece de forma diferenciada no gado Gir.

De acordo com o professor, entre as medidas de controle que o produtor deverá tomar estão: ordenhar primeiro as fêmeas saudáveis e, posteriormente, as infectadas, e submeter as vacas com contagem superior a 100 mil células somáticas por ml de leite a um teste para identificar qual é a bactéria causadora da mastite. "Existem mais de 100 tipos de bactérias que podem causar a doença. Identificando o micro-organismo causador pode-se tratar o animal com a medicação adequada ou implantar outras medidas de controle, como a segregação, a secagem antecipada ou o descarte do animal" aponta. Segundo Marcos Veiga, atualmente, a mastite é a doença que mais causa prejuízo ao setor leiteiro.

O estudo também auxilia o produtor em termos de aprimoramento do monitoramento da mastite para controle do número de animais doentes do rebanho. "Um rebanho é considerado sob controle quando apresenta até um limite de, no máximo, 10% de animais infectados", aponta.

O professor ressalta que contagem de células somáticas está ligada com a qualidade e composição do produto e não com a sua segurança. "Tomar um leite com mais ou menos células somáticas não interfere na segurança do produto desde que ele tenha sido pasteurizado, e não traz riscos para o consumidor", destaca, lembrando que a legislação brasileira é semelhante a dos Estados Unidos.

"Quando se trata do leite proveniente de rebanhos, o limite de células somáticas é de 750 mil células por ml, de acordo com os parâmetros aceitáveis da legislação", destaca. Veiga conta que são produzidos anualmente no País cerca de 28 bilhões de litros de leite. Segundo o professor, a raça Gir responde por uma parcela significativa na produção de leite no Brasil, seja como raça pura ou por meio dos cruzamentos, como a Girolanda (cruzamento entre Gir e holandesa).

As informações são da Agência USP, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Novas Ferramentas no Melhoramento Genético da Qualidade do Leite

Nos últimos anos houve um aumento do interesse na qualidade nutricional diferenciada do leite e de seus derivados, principalmente devido às indústrias de laticínios estarem cada vez mais competindo no mercado internacional. Além de oferecer vantagens diretas para o produtor, essa valorização da qualidade vem com o pagamento diferenciado por leite de melhor qualidade, tanto para seus constituintes, tais como a proteína e a gordura, quanto para a redução na contagem de células somáticas.

Sabe-se também que com a exceção de gordura do leite, proteína, contagem de células somáticas e a concentração de lactose do leite, poucos criadores leiteiros selecionam para a melhoria da qualidade de leite apesar de seus benefícios para o laticínio, como uma ferramenta de marketing para produtos lácteos e como benefícios potenciais à saúde humana.

A combinação lipídica do leite mais favorável a saúde humana é de 30% de ácidos graxos saturados (C4:0 a C18:0), 60% de monoinsaturados (C18:1) e apenas 10% de poliinsaturados (C18:2), mas o leite bovino apresenta proporções muito diferentes das desejáveis. Ele caracteriza-se pela predominância de ácidos graxos saturados (70%) que são associados a altos níveis de LDL colesterol, prejudicial à saúde humana e pequenas frações de ácidos graxos insaturados, dentre eles o C18:1 cis-9, e o ácido linoléico conjugado (CLA).

Esses resultados remetem à necessidade de alterar a composição lipídica do leite tornando-o mais saudável para o consumidor, e a genética clássica e molecular tem se tornado uma importante ferramenta para este fim.

Para aumentar a produção e a qualidade do leite produzido, é necessário buscar animais com valores genéticos superiores para características de produção de leite através da avaliação genética, que pode permitir a identificação de animais com maiores potenciais genéticos para a produção de leite de melhor qualidade, sendo possível a identificação de animais com uma composição de leite especialmente peculiar.

Vale lembrar, que as razões para a falta de interesse em seleção para melhoria da qualidade de leite estão ligadas à ausência de incentivos financeiros dos processadores (sobre e acima dos macro-componentes), assim como a incapacidade em quantificar a qualidade de leite na fazenda e estimar diferenças genéticas entre touros.

Novas técnicas, relativamente acessíveis, estão disponíveis para medir os teores de gordura do leite, proteína e a concentração de lactose no leite bovino devido ao seu potencial alto e facilidade de uso, mas a concentração de ácidos graxos voláteis no leite, assim como concentração de lactoferrina, ainda precisam ser adequadamente desenvolvidas e estudadas.

Para aumentar os ganhos genéticos em um programa de melhoramento podemos utilizar as informações de marcadores moleculares como uma ferramenta auxiliar no processo de seleção. Logo, a identificação de marcadores ligados a regiões no genoma que são responsáveis pela variação das características quantitativas (QTL) como produção de leite e produção de gordura, podem permitir que testes de DNA auxiliem na identificação de indivíduos com alto valor genético, reduzindo assim, o custo e o tempo requerido para a seleção e por consequência, aumentando a velocidade de resposta em programas de melhoramento.

Nas ultimas décadas os avanços na genética molecular levaram a identificação de marcadores genéticos associados com genes que influenciam características de interesse, o que levou a oportunidade de aumentar a resposta à seleção em particular para características onde a seleção tradicional é menos efetiva (para características de difícil mensuração, baixa herdabilidade e limitadas pelo sexo, como é o caso da produção de leite).

A seleção praticada com a inclusão de informações de marcadores genéticos é denominada de seleção assistida por marcadores (SAM) e em gado de leite, a SAM tem sido usada para uma pré-seleção de jovens candidatos a touros antes do teste de progênie, aumentando assim o diferencial de seleção, diminuindo o intervalo de gerações e aumentando o ganho genético, pois em primeira análise este animal passaria por uma avaliação molecular ampla para depois ter sua progênie testada em condições de campo.

Além dos lipídeos, outra característica candidata a SAM é a mastite, uma das enfermidades mais frequentes em bovinos de leite e uma das principais causadoras de queda na qualidade do leite e aumento das perdas na produção total, causando significativas perdas monetárias para as indústrias de leite no mundo inteiro. A resistência do animal a uma enfermidade é influenciada pela sua genética e a identificação dos genes envolvidos nessa resistência pode levar a uma estratégia de SAM que pode contribuir para o controle do crescimento da infecção do patógeno através do aumento da frequência de genes desejáveis.

Vários estudos têm encontrado relação entre determinados genes e algumas características importantes de qualidade do leite, alguns deles podem ser observados na Tabela 1.

Tabela 1. Marcadores moleculares para qualidade do leite.



Baseados em resultados de experimentos de mapeamento de QTL em vacas leiteiras, os pesquisadores Hayes & Goddard (2001) concluíram que os efeitos dos QTLs são resultados da combinação de poucos genes de grande importância e vários de menor importância. Estes autores afirmam haver de 50 a 100 genes afetando a característica quantitativa em vacas leiteiras e do total desses genes, apenas 17% podem explicar até 90% da variância genética.

Sob abordagem quantitativa, a herdabilidade estimada em vacas leiteiras para a gordura, proteína e concentrações de lactose no leite variam de 0,25 a 0,35, enquanto estimativas de herdabilidade para contagem de células somáticas são de aproximadamente 0,10.

A herdabilidade estimada para os vários ácidos graxos no leite de bovinos variam de 0,05 a 0,40, enquanto as estimativas para concentração de uréia são de 0,10 a 0,25. A estimativa de herdabilidade para a concentração de lactoferrina é da ordem de 0,20.

Pode-se assim, considerar que a identificação desses QTLs, com vistas à identificação de genes funcionais, na população é de grande interesse para o entendimento e ao progresso dos programas brasileiros de melhoramento genético em gado de leite.

Referências

BALIEIRO, E.S.; PEREIRA, J.C.C.; VALENTE, J. et al. Estimativas de parâmetros genéticos e de tendências fenotípica, genética e de ambiente de algumas características produtivas da raça Gir Leiteiro. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.52, n.3, p.266-275, 2000.

DEKKERS, J.C.M. Commercial application of marker- and gene-assisted selection in livestock: Strategies and lessons. Journal of Animal Science, v.82:E313-328, 2004.

HAYES, B.; GODDARD, M.E. The distribution of the effects of genes affecting quantitative traits in livestock. Genetic Selection Evolution, v.33, p.209-229, 2001.

HAYES, K.C.; KHOSLA, D.R. Dietary fatty acid thresholds and cholesterolemia. FASEB Journal, v.6, p.2600-2607, 1992.

PASCAL, G. Les apports quotidiens recommande's en lipides et en acides gras. OCL, v.3, p.205-210, 1996.

Grande Campeão - EXPOZEBU 2010

Parabéns Sr.Leo Machado pelas inúmeras conquistas realizadas ao longo de tantos anos de seleção em seu rebanho.

GALIO TE F. MUTUM - RG: MUT 922



Grande Campeão - EXPOZEBU 2010
GALIO TE F. MUTUM - RG: MUT 922
Expositor: LEO MACHADO FERREIRA
Nascimento: 17/08/2007
Fazenda: MUTUM
Município: ALEXANIA/GO
Idade: 32 meses (989 dias)
Peso: 716 kg
Comprimento: 160 cm
Altura Anterior: 149 cm
Altura Posterior: 149 cm
Mãe: 286 MUT - CONDESSA TE F.MUTUM
Pai: B5213 - MODELO TE DE BRAS.

CALENDÁRIO EXTRA-OFICIAL DA 65ª EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA DE GOIÁS

07/05 - Sexta-feira
- Término das inscrições para exposição de animais

10/05 - Segunda-feira
- Entrevista Coletiva com a Imprensa (Sala do Produtor) 8h

11/05 - Terça-feira
- Entrada de Equinos – Mangalarga Marchador – 300 baias
- Entrada de Bovinos - Nelore

12/05 - Quarta-feira
- Entrada de Bovinos - Nelore
- Entrada de Bovinos - Tabapuã
- Entrada de Equinos - Mangalarga Marchador

13/05 - Quinta-feira
- Inicio julgamento de Equinos Mangalarga Marchador

14/05 - Sexta-feira
- Inicio da 65ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás
- Julgamento de Equinos Mangalarga Machador
- 29ª Leilão de Elite do Núcleo do Mangalarga Marchador - 20h (Tattersal III)

15/05 - Sábado
- Julgamento de Equinos Mangalarga Marchador
- 1º Leilão CRI Genética e Convidados (Tattersal III) 14h
- Show com Zé Henrique e Gabriel

16/05 - Domingo
- Leilão de Touros - AGCZ (que participaram da prova de Ganho de Peso) 14h (Tattersal III)
- Missa em ação de graças - 11h (De frente para o Museu Agropecuário)
- Final da entrada de animais da raça nelore
- Julgamento de Equinos - Mangalarga Marchador

17/05 - Segunda-feira
- Abertura Oficial 65ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás 10h
- Data base da raça Nelore
- Saída de Equinos Mangalarga Marchador
- 1° Leilão de Produção Elite Maxi / Bacaray (Tattersal III) 20h

18/05 - Terça-feira
- 1º Leilão de Elite Maxi / Bacaray (Goiás Eventos) 20h
- Palestra 'Funrural' - Prof. Eder Einloft, da Câmara Americana de Comércio (Auditório Iron Gomes) 8:30h
- Inicio Julgamento Nelore
- Data Base da Raça Tabapuã
- Inicio do julgamento Tabapuã
- Entrada de Ovinos

19/05 - Quarta-feira
- Leilão Amigos do Nelore (Tattersal III) 20h
- Leilão do Parque Tabapuã Elite 2010 (Goiás Eventos) 20h
- Julgamento Nelore
- Julgamento Tabapuã
- Entrada de Ovinos

20/05 - Quinta-feira
- Julgamento Nelore padrão
- Julgamento Tabapuã
- Debate da Faeg 'Estatuto da Juventude no Campo' - Pedro Ivo Guerra (Auditório Iron Gomes) 9 às 12h
- 11º Leilão Tabapuã - AGT (Goiás Eventos) 20h
- Entrada de Equino Mangalarga Paulista - 150 baias
- Entrada de Ovinos
- Show com Luan Santana

21/05 - Sexta-feira
- 22º Leilão Nelore Extra FYCO - 20h (Goiás Eventos)
- Julgamento Nelore Padrão
- Final Julgamento da Raça Tabapuã
- Entrada de Ovinos
- Entrada de Equino Mangalarga Paulista
- Show com Bruno e Marrone

22/05 - Sábado
- 20º Leilão Nelore Limoeiro - 12h (Fazenda Limoeiro)
- Cavalgada pela cidade de Goiânia - 8h
- Julgamento Nelore
- Saída de animais da raça Nelore
- Saída de animais da raça Tabapuã
- Prova Funcional Mangalarga Paulista
- Data base - Ovinos
- Show com Pedra Letícia

23/05 - Domingo
- Saída de animais
- Culto Ecumênico - 9h (Auditório)
- 11º Leilão Ouro do Nelore - 12h (Goiás Eventos)
- Prova Funcional Mangalarga Paulista
- Final Julgamento Nelore
- Show com João Bosco e Vinícius

24/05 - Segunda-feira
- Entrada de Bovinos - 2ª etapa (Gir, Girolando, Guzerá, Brahman) - Entrada de Equinos - 2ª etapa (Quarto de Milha - 40 baias, Apallosa - 20 baias)
- Julgamento Mangalarga Paulista
- Leilão Virtual Elite Nelore HP (Chopp Time) 21h-
- Show com Marcos e Fernando

25/05 - Terça-feira
- Culto Ecumênico - 20h
- Data Base Ovinos
- Entrada Raça Guzerá
- Entrada Raça Holandesa
- Julgamento Mangalarga Paulista

26/05 - Quarta-feira
- 32º Leilão de Cavalo Quarto de Milha - AGQM (Tattersal III) 21h
- Palestra Sebrae - Agrotóxicos e o Câncer (Auditório Iron Gomes) 10 às 12h
- Julgamento Ovinos
- Data base para pesagem e diagnóstico de gestação - Bovinos 2ª etapa
- Data Base Raça Guzerá
- Julgamento Raça Gir - Dupla aptidão
- Show com Regis Danesi

27/05 - Quinta-feira
- Abertura - Rodeio
- Palestra 'A pesquisa em aquicultura no Estado' - Prof. Delma Machado Cantisani (PUC-GO) (Auditório Irons Gomes) 14 às 15h
- Palestra 'Boas práticas de produção em aquicultura - Ilce Santos Oliveira (Seagro) (Auditório Iron Gomes) 15 às 16h
- Palestra Tanques-Rede ou viveiros alternativos para produzir - Fabrício Romão Galdino (AGN) (Auditório Iron Gomes) 16 às 17h
- Debate: Produzir e comercializar em Goiás - Moderadores: Adilon de Souza, Ilce Santos de Oliveira, Domingos Vieira da Silva (Auditório Iron Gomes) 16 às 17h
- IV Leilão Cerrado’s show capriovino - 20h (Tattersal III)
- Data base bovinos - raça Brahman
- Julgamento Ovinos
- Julgamento raça Girolando - 8 às 20h
- Julgamento raça Gir - Aptidão Leiteira
- Julgamento raça Guzerá
- Show com Fernando e Sorocaba

28/05 - Sexta-feira
- Rodeio
- Palestra Sebrae - Oportunidade e inovação na produção orgânica (Auditório Iron Gomes) 10 às 12h
- Almoço Orgânico
- Julgamento raça Guzerá - 8 às 12h
- Julgamento raça Girolando - 8 às 12h
- Julgamento Grande Campeonato de Ovinos
- Julgamento raça Gir - Aptidão Leiteira
- Julgamento Raça Holandesa - 13 às 20h
- Show com João Carreiro e Capataz

29/05 - Sábado
- Rodeio
- Julgamento indoor de conformação da raça Appaloosa - 14h
- Julagamento indoor de conformação Paint Horse - 16h
- Julgamento raça Holandesa - 8 às 12h
- Julgamento raça Brahman
- Show com Di Paulo e Paulino

30/05 - Domingo
- 22º Leilão do Novilho Precoce - 11h (Raça Leilões - Saída pra Nerópolis, de frente a polícia Rodoviária)
- Missa em ação de graças - 10h (Auditório Augusto Gontijo)
- Encerramento - Rodeio

Serviço:
65ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás
De 14 a 30 de maio
Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia-GO
Ingresso: o valor do ingresso varia entre R$ 20,00 (meia-entrada: R$ 10,00) e R$ 10,00 (meia-entrada: R$ 5,00), dependendo do dia e da programação.

Informações: http://www.sgpa.com.br/
www.twitter.com/sgpa_sgpa

Assessoria de Imprensa SGPA - Pecuária 2010

Agronegócios / Economia / Cidades
Wandell Seixas - wandell@terra.com.br
(62) 3269-6800 / 9973-3139
Thalita Rodrigues - thalitakubby15@gmail.com
(62) 8418-0489 / 9210-7740

Shows / Pautas Sociais e Culturais
Cejane Pupulin - cejane@pupulin.com.br
(62) 9186-4446 / 8126-0666
Daniela Ribeiro - ribeiro.daniela17@gmail.com
(62) 9989-8560

Mercado de venda de sêmen tem crescido a cada ano

O médico veterinário Glauco Freire diz que os produtores mudaram de perfil e cada vez mais têm participado das feiras para conhecer os animais reprodutores. Ele falou também sobre o crescimento do segmento de genética para leite

Pecuarista fala sobre as vantagens da exportação do boi vivo

O pecuarista e presidente do Sindicato Rural de Paragominas (PA), Mauro Lucio de Castro Costa, afirma que a exportação do boi vivo é uma grande ajuda para os rendimentos do produtor. A exportação se transforma em um regulador de preço, além de diminuir a oferta e agregar valor a produção do pecuarista

Crônica: o homem e o cavalo

Foi por admiração que o homem domou o primeiro cavalo. Queria ser igual: ter a mesma força e velocidade. Fez do animal um companheiro inseparável. Uma união que cavalgou pelo tempo e virou paixão

Lesões nos tetos causam aumento da CCS e na incidência de mastite

Em outra oportunidade destacamos a influência da anatomia do úbere e dos tetos na contagem de células somáticas (CCS) e resistência a mastites (Radar - 30/11/2009). Além desses fatores, podemos enumerar vários outros que podem prejudicar a saúde da glândula mamária, sendo um deles a integridade dos tetos, principalmente em relação a sua extremidade próxima ao orifício.

Manter a extremidade dos tetos em boas condições é extremamente importante, pois nessa região, a musculatura do esfíncter desempenha um papel fundamental na contração do canal do teto mantendo-o fechado entre as ordenhas, o que impede a entrada de patógenos no interior da glândula mamária. Essa ação é auxiliada por células maduras de queratina, presentes no canal do teto e juntos representam a barreira primária na resistência às mastites.

Alguns fatores podem prejudicar a integridade dos tetos, tais como: equipamentos de ordenha mal regulados (alto nível de vácuo); sobreordenha depois de encerrado o fluxo de saída do leite; bezerros muito vigorosos na mamada; ordenhadores que exercem força excessiva na manipulação dos tetos; remoção abrupta das teteiras, sem desligar o vácuo; soluções desinfetantes de pós-dipping (principalmente receitas caseiras) que agridem a pele dos tetos e pastagens com capins de crescimento ereto que podem machucar os tetos.

Esses e outros fatores podem lesionar a extremidade dos tetos e estimular uma resposta fisiológica local no orifício, com formação de hiperqueratose (calosidade) que significa "crescimento exagerado de queratina", deixando a pele espessa e prejudicando o fechamento do canal.

Após a ordenha, o esfíncter normalmente permanece aberto por cerca de 40 minutos ou até mais de 1 hora e meia, dependendo da idade do animal e intensidade do estímulo. No caso de tetos lesionados esse tempo aumenta consideravelmente, permitindo maior oportunidade para entrada das bactérias no canal do teto. Exemplos de formações de hiperqueratose em vacas leiteiras podem ser observados na Figura 1.

Figura 1. Hiperqueratoses encontradas em tetos de vacas leiteiras.



Recentemente, um estudo evidenciou maior incidência de mastite em tetos lesionados. Em um experimento que relacionou a incidência de patógenos em relação às condições da extremidade dos tetos (Tabela 1), observou-se que a presença de lesões severas com hiperqueratose pode aumentar o risco de infecções tanto por patógenos ambientais quanto por contagiosos.

Tabela 1. Porcentagem de isolamentos de patógenos em relação à condição dos tetos.



Alguns autores sugerem que uma pequena quantidade de calosidade na ponta do teto parece não aumentar o risco de infecções intramamárias em vacas leiteiras lactantes, e pode ser considerada como uma resposta fisiológica benéfica do teto à ordenha. Porém, avaliando o efeito das lesões de tetos na contagem de células somáticas, observaram que a prevalência de mastites e aumentos de CCS, depende do grau de gravidade das lesões, isto é, quanto mais grave o grau de hiperqueratose encontrado, maior os valores de CCS e também a incidência de mastites clínicas e subclínicas (Tabela 2).

Tabela 2. Efeitos da severidade das hiperqueratoses na CCS em vacas leiteiras.



Apesar dos prejuízos causados à saúde da glândula mamária pelas lesões de tetos, devemos lembrar que alguns manejos podem auxiliar na manutenção da integridade dos tetos, na redução da CCS e na prevenção de mastites, tais como: regulagem periódica do equipamento de ordenha; manejo correto de ordena (pré e pós-dipping), com uso de soluções glicerinadas de pós-dipping; fornecimento de alimentação após a ordenha para que os animais permaneçam de pé até o fechamento do esfíncter; maior atenção na retirada das teteiras fechando o vácuo logo após cessado o fluxo de leite; manter equipamentos, instalações e pastagem limpas.

Fontes:

Bhutto, et al. The Veterinary Journal, 2010.
Neijenhuis, et al. Journal of Dairy Science, 2001.

Autores:
Marcos Veiga dos Santos
D.Sc., professor da FMVZ/USP

Marco Aurélio de Felicio Porcionato
Pós-doutorando do Depto. de Nutrição e Produção Animal da FMVZ-USP, Campus de Pirassununga-SP


Resultado da prova do 18º Grupo de Touros Gir será divulgado na ExpoZebu

No próximo dia 5, durante a Expozebu, em Uberaba (MG), será lançada a publicação do resultado da prova do 18º Grupo de Touros Gir. O lançamento marca os 25 anos do teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, descreve no artigo abaixo a importância do Programa para a pecuária de leite do Brasil e das regiões de clima tropical:

"25 anos do PNMGL: Uma conquista para a pecuária nacional

A publicação do resultado da prova do 18º Grupo de Touros Gir, do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, é a afirmação do que o trabalho conjunto de instituições sólidas e comprometidas com o agronegócio pode alcançar.

A conjugação de esforços da ABCGIL (Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro); ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu); Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e demais empresas estaduais de pesquisa; produtores; Embrapa e universidades permitiram que fosse realizado um dos mais bem estruturados trabalhos de melhoramento genético bovino no mundo tropical.

O Programa completa 25 anos colhendo resultados sequer imaginados há duas décadas e meia atrás. A evolução da raça Gir é parte significativa da revolução alcançada pela pecuária de leite no Brasil, que pode ser estendida aos demais países de clima tropical.

O melhoramento genético do Gir Leiteiro coincide com o sensível aumento da produção e da produtividade de leite pelos quais o país passou nos últimos anos. Em 1985, produzíamos 12,5 bilhões de quilos de leite. Este ano, estima-se que a produção fique em torno de 30 bilhões de quilos.

Esta revolução pode ser verificada no mercado de sêmen, na expansão do número de criadores de Gir leiteiro e no aumento da produtividade do rebanho Brasileiro. Com a genética de touros provados, foram vendidos cerca de três milhões de doses de sêmen cujo potencial médio é de 200 quilos de leite. Com isto, estima-se um aumento potencial na produção de mais de 120 milhões de quilos de leite, o suficiente para alimentar um número próximo de um milhão de crianças por ano.

Quando foram publicados os resultados do primeiro grupo de touros Gir Leiteiro em 1993, a venda de sêmen de touros da raça cresceu 35% em relação ao ano anterior. O Programa já possui cerca de 200 touros testados e outros 150 em teste, gerando uma importante repercussão econômica para a raça e seus criadores. Hoje, o aumento na comercialização de sêmen do gado Gir Leiteiro é de mais de 700% se comparado ao final dos anos 80 do século passado.

Graças ao programa de melhoramento da Raça Gir Leiteiro, o Brasil se transformou em exportador de genética bovina para países com condições climáticas semelhantes às brasileiras. Somos para as raças zebuínas produtoras de leite o que os Estados Unidos e o Canadá são para a raça Holandesa.

Com novos métodos científicos, já empregados no programa, o melhoramento das raças zebuínas e seus cruzamentos vão se acelerar. A consequência disso é a solidificação do papel de líder em melhoramento genético que o país ocupa para as regiões de clima tropical. Uma liderança para a qual as instituições parceiras não mediram esforços para tornar realidade.

A Embrapa Gado de Leite e sua equipe sentem-se honradas em participar desta empreitada de sucesso!

Duarte Vilela
Chefe-geral da Embrapa Gado de Leite"

Mais informações pelos telefones (32) 3311 7510 ou (32) 9199 4757, ou pelo e-mail: neiva@cnpgl.embrapa.br.

Fonte: Embrapa Gado de Leite.

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