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Bom Dia Campo - Panda gigante dá à luz filhotes gêmeos

Esta semana, uma fêmea de urso panda gigante de nove anos de idade deu à luz no Japão. Os filhotes são gêmeos

Números de queimadas no país impressiona

Esta terça, dia 12, foi mais um dia com números impressionantes de queimadas. Em todo o pais, os satélites do Inpe registraram quase 14 mil focos de calor. Mais de 4,2 mil apenas em Mato Grosso. O Brasil é o pais com maior registro de calor da América do Sul

Preço pago ao produtor de leite de Goiás cai mais de 20%

O preço pago ao produtor de leite em Goiás caiu mais de 20% em quatro meses. Assim como os produtores de outras regiões do país, os goianos têm encontrado dificuldades para se manter na atividade. Um novo programa da Federação de Agricultura do Estado pretende atuar na gestão de riscos e custos da pecuária de leite

Pergunte ao Rural Técnico - Fitoterápicos

No Pergunte ao Rural técnico desta quarta, dia 11, a repórter Priscilla Ferreira visitou uma horta medicinal e traz mais informações sobre este tipo de cultivo

Reino Unido: indústria lança plano de bem-estar animal

Uma estratégia inovadora liderada pela indústria visando o bem-estar das vacas leiteiras no Reino Unido foi lançada na última semana. A estratégia chamada Dairy Cow Welfare, que inclui um plano de ação da indústria, destaca a performance de bem-estar nas fazendas britânicas e identifica o potencial para mais melhorias dentro da indústria.

Desenvolvida pela União Nacional dos Produtores Rurais (NFU, sigla em inglês), em conjunto com a Associação Veterinária Britânica, DairyCo, Holstein UK e Associação Real de Produtores Britânicos de Leite e Grupo de Saúde e Bem-Estar de Bovinos (CHAWG, sigla em inglês), a estratégia segue as recomendações feitas no ano passado pelo Grupo de Bem-Estar Animal Rural para melhorar o bem-estar de vacas leiteiras.

A estratégia tem cinco metas principais: melhorar o bem-estar das vacas leiteiras; estabelecer um grupo de prioridades fixadas pela indústria; determinar metas e áreas de responsabilidade; reconhecer que o bem-estar é dependente dos funcionários rurais; e gerar mais entendimento entre os consumidores e uma percepção mais positiva sobre bem-estar de vacas leiteiras na Inglaterra. O progresso será revisto anualmente pelo CHAWG.

O presidente do braço do setor leiteiro da NFU, Mansel Raymond, disse que as fazendas leiteiras britânicas já operam com altos padrões mundiais de bem-estar animal, mas que existe espaço para melhora. "Essa estratégia é única em determinar uma visão e um plano de ação para melhorar o bem-estar onde todos deverão participar", disse Raymond.

"É justo dizer que a indústria nem sempre tem uma base de evidências que precisa para se armar contra alegações negativas, e essa estratégia é o primeiro passo na identificação de qualquer lacuna em nosso conhecimento e na tomada de ações coordenadas para cuidar disso", completou.

O presidente do CHAWG, Tim Brigstocke, disse que o bem-estar das vacas leiteiras é uma das prioridades do grupo pelos próximos 12 meses e que a estratégia fornece um foco e um plano para a indústria sobre como as melhorias podem ser obtidas.

O veterinário do Governo britânico, Nigel Gibbons, descreveu a iniciativa da indústria no desenvolvimento de uma estratégia ambiciosa e encorajadora, reconhecendo o duro trabalho já feito pelos produtores de leite britânicos, mas também identificou onde mais melhorias podem ser feitas.

As informação são do Farmersguardian.com, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Pergunte ao Rural Jurídico - Conservação ambiental

Nesta segunda, dia 9, Ricardo Alfonsin explica se as mudanças no Código Florestal e no Plano de Manejo podem reverter multas por cultivo em unidades de conservação ambiental. Ainda nesse assunto, o advogado diz se pequenos produtores também são obrigados a ter reserva legal e áreas de preservação permanente. Alfonsin fala também sobre restituição do Funrural e sobre prorrogação de dívidas de financiamento após perdas de safra por fenômenos climáticos

Pergunte ao Rural Técnico - Colostro para silagem

Nesta quarta, dia 4, saiba como armazenar o colostro para fazer silagem. A repórter Priscilla Ferreira mostra quais são as vantagens de utilizar a sobra do colostro para a alimentação dos animais

Técnica Rural - Suínos e Aves - Gestão ambiental no consórcio com pecuária de leite

A alta demanda por água e a geração de dejetos são apontadas como os principais obstáculos para a expansão da suinocultura. O Técnica Rural visitou uma granja que conseguiu transformar esses problemas em solução. A limpeza das instalações é feita com água da chuva, e os resíduos dos suínos são aproveitados por produtores de leite na forma de adubo orgânico. O consórcio entre a suinocultura e a pecuária leiteira favorece as duas atividades

Amazônia já perdeu 17% de sua floresta

O Brasil é citado positivamente no relatório do Pnuma por dois motivos: ter sido o país que mais criou áreas protegidas no mundo desde 2003 (foi responsável por quase 3/4 do total) e ter conseguido reduzir a taxa anual de desmatamento da Amazônia. O estudo lembra que o pico da taxa de desmate foi de 27 mil km2 em 2003-2004 e, no período 2008-2009, foi de 7 mil km2. O desmate da Amazônia já atingiu 17% do total.

"Alguns países demonstram que, com determinadas ações, tendências históricas podem ser revertidas", diz o documento, porém, o país ainda é alvo de muitas preocupações, principalmente no que se refere à floresta amazônica. "Imagens de satélite sugerem que uma área crescente da Amazônia está sendo degradada", diz o relatório.

No Brasil, o desmate da Amazônia já atingiu 17% do total. Estudos indicam que é importante manter o desflorestamento abaixo dos 20% para evitar um colapso. Segundo o documento, com a interação entre desmatamento, queimadas e mudanças climáticas, a Amazônia pode sofrer um colapso generalizado - haveria a ocorrência de fogos frequentemente e secas prolongadas.

Esse colapso pode provocar a savanização da floresta em algumas áreas, levar a reduções de chuvas regionais, comprometer a agricultura e a produtividade no País. O Pnuma avalia ser uma medida "para garantir a segurança", tendo em vista esse cenário negativo, iniciar programas de restauração da floresta amazônica.

A reportagem é do jornal O Estado de São Paulo, adaptada pela Equipe AgriPoint.

Expozebu discute sustentabilidade

A sustentabilidade é o tema da Expozebu pelo terceiro ano consecutivo, mas esta edição é a que mais teve ações práticas que podem ajudar na preservação. Essas ações foram apresentadas nesta quinta, dia 6, ao grupo de trabalho para pecuária sustentável que pela primeira vez se reuniu em Uberaba

ONU: regras para compra de terras por estrangeiros

Países detentores de terras e países que sabem que precisarão importar alimentos no futuro se enfrentam na ONU em relação à compra de terras. O escritório das Nações Unidas propôs uma espécie de acordo internacional para regular como a compra de terras por estrangeiros deveria ocorrer, mas o projeto é atacado por todos os lados. O Brasil argumenta que o acordo é insuficiente para lidar com o fenômeno. Já para americanos e chineses, um acordo pode até ser debatido, mas não pode tornar-se um obstáculo aos investimentos.

A ONU está elaborando um acordo baseado em sete princípios que guiariam a atuação dos países. A ideia é que o fenômeno não acabe e, portanto, a melhor estratégia é regulamentá-lo. Entre os princípios está a garantia de direito à alimentação, proteção do meio ambiente e transparência nos acordos.

O governo americano aceita debater o assunto, mas deixa claro que não concorda com o que há "sobre a mesa". Wesley Scholz, diretor de Investimentos do Departamento de Estado americano, acha que novas negociações são necessárias para um acordo.

O envolvimento do Departamento de Estado mostra que a Casa Branca sabe que o tema é politicamente sensível. "Até 2050, vamos ter de dobrar a produção de alimentos no mundo, o que exigirá investimentos de US$ 83 bilhões por ano. Só os governos não darão conta dessa tarefa", afirmou Scholz.

A China, um dos principais investidores no mundo, segue o mesmo raciocínio. "Precisamos de investimentos na agricultura. Isso é um fato", afirma o presidente da China National Agricultural Development Group Corporation, Zheng Qingzhi. Ele chega a propor até mesmo a criação na ONU de um fundo para facilitar esses investimentos. Pequim admite que será necessário um acordo internacional de investimentos agrícolas, com padrões que governos devem seguir. Mas insiste que isso não deve parar os investimentos.

Do outro lado do debate está o Brasil. Alessandro Teixeira, presidente da Apex e da Associação Mundial de Agência de Promoções de Investimentos, alerta que a questão é de "segurança nacional". "Estamos de acordo com os princípios (da ONU). Mas eles não são suficientes. Precisamos ir além e ter um mecanismo para garantir que eles sejam aplicados."

A reportagem é do Jornal Estado de São Paulo, adaptada pela Equipe AgriPoint.

Pergunte ao Rural Técnico - Cultivo de Bonsai

O Rural Meio-Dia responde as duvidas de telespectadores no Pergunte ao Rural Técnico. A pergunta desta edição é sobre o cultivo de bonsai e quem responde é o cultivador Márcio Augusto Azevedo



Como preparar uma muda de Pau-Brasil?

O Globo Rural dá dicas de reprodução do Pau-Brasil, a árvore que dá nome ao nosso país.

MST: invasões põem em risco VBP da agropecuária

O Brasil pode perder R$ 187 milhões do faturamento bruto da atividade agropecuária por conta das invasões promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante o "abril vermelho". Esse valor representa quase 10% do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira.

As perdas potenciais atingem principalmente os Estados da Bahia, Pernambuco e São Paulo, mas envolvem, ao todo 15 unidades da federação. O cálculo considera as invasões realizadas até o dia 23 de abril, conforme informações reunidas pelo "Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo" da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Os prejuízos gerados apenas no "Abril Vermelho" não se limitam a perdas no faturamento da atividade agropecuária. Há prejuízos ao longo de toda a economia. A perda potencial na arrecadação de impostos estaduais e federais é estimada em R$ 27 milhões, caso o Direito de Propriedade não seja respeitado e as invasões, mantidas. Também colocam em risco a geração de emprego no campo. Nada menos que 980 postos de trabalho poderão ser eliminados, caso as terras permaneçam invadidas.

Até agora, a CNA apurou 83 invasões de terras promovidas pelo MST durante o "abril vermelho". Foram ajuizados 12 pedidos de reintegração de posse, sendo que seis deles foram deferidos e, até a última sexta-feira (23), nenhuma liminar foi cumprida. Os números fazem parte do novo boletim informativo da campanha "Vamos tirar o Brasil do vermelho - invasão é crime", lançado pela CNA. O boletim vai consolidar dados de todo o Brasil relativos às invasões de propriedades rurais promovidas pelo MST.

O "Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo" foi instalado em fevereiro, para monitorar ameaças ao Direito de Propriedade e de violência aos produtores rurais. Os dados coletados serão disponibilizados para toda a sociedade, para auxiliar no cumprimento das leis e na promoção da paz no campo.

As informações são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Michaels contesta números das emissões da pecuária

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou esta semana em São Paulo o Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima (FEED 2010). Foram três dias de debates sobre a relação entre mudanças climáticas e a atividade agropecuária, reunindo especialistas nacionais e internacionais. Patrick Michaels, membro sênior do Instituto Cato e Ph.D. em Climatologia Ecológica pela Universidade de Wisconsin foi um dos palestrantes convidados para falar sobre "A relação entre aquecimento global e as atividades humanas".

"As metas de redução de emissões são praticamente impossíveis de serem cumpridas e a previsão que o IPCC fez para a emissão de metano na década de 90 estavam erradas", afirmou Michaels. "Na verdade as emissões estão caindo, ao contrário do que foi previsto. Poe que? Ninguém sabe, mas talvez a queda observada em 2009 está ligada à crise".

"Se todos os países cumprirem o tratado de Kyoto em 2100 o aumento de temperatura será de aproximadamente 3 graus", diz Michaels voltando ao tema da eficiência das medidas propostas atualmente. "Quanto isso custará? Muito, mas quanto eu não sei. Sabe-se que o gasto será alto e o benefício será pequeno." Ele concordou com Lomborg e afirma que "o aquecimento global é verdadeiro e é causado pelo homem, mas também sabemos que o problema está sendo maximizado pelos cientistas".

Michaels apresentou gráficos com diversas medidas de temperatura. "Existem muitos modelos para prever o aumento da temperatura, mas a variação entre os resultados é muito grande. Assim fica difícil avaliar".

Ele contesta também informações sobre as emissão de gases originárias da pecuária. "A ONU diz que as vacas emitem mais gases que os carros", isso é bobagem diz Michaels. "Muitos especialistas concordam que comer carne e tomar leite não aumenta o aquecimento. Se não fizermos nada a temperatura deve aumentar 1,6 graus, se eliminarmos todos os bovinos do BR esse aumento deve ser de 1,52 graus. Assim concluímos que o ganho seria muito baixo e não podemos esquecer que a carne brasileira alimenta milhões de pessoas em todo o mundo".

Quanto questionado sobre o que os EUA está fazendo para resolver o problema, Patrcik Michaels pensou um pouco e respondeu que está sendo discutido muito pouco sobre a mitigação das emissões de GEE pela agricultura e pecuária. "Não esperem que os EUA limitem as emissões causadas pelo gado, dificilmente faremos isso", completa.

FEED: energia limpa é a solução para aquecimento global

O aquecimento global é inegável, mas não tão forte ou danoso que justifique aplicar cortes radicais nas emissões de carbono, pois essa política prejudicaria principalmente países e populações mais pobres. Esse foi o foco principal das análises apresentadas ontem (29), em São Paulo, por duas autoridades mundiais na área de mudanças climáticas: Bjorn Lomborg, cientista político dinamarquês, professor adjunto da Copenhagen Business School e autor do livro "O Ambientalista Cético"; e o climatologista norte-americano Patrick Michaels, membro sênior de estudos ambientais do Cato Institute.

Lomborg e Michaels foram palestrantes no Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima (FEED 2010), evento realizado em São Paulo em uma iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

"Antes de cortar emissões de carbono, vamos planejar melhor as cidades, utilizar soluções racionais, e não impor políticas com custo imenso e sem compromisso com o futuro", afirmou Lomborg. Ele argumentou que o preço para implantar o Protocolo de Kyoto seria de US$ 180 bilhões por ano, e isso garantiria uma redução de temperatura de apenas 0,004°C até o ano de 2100.

Lomborg argumenta que reduzir emissões de carbono é uma atividade muito dispendiosa e com baixo índice de efetividade. A proposta do professor dinamarquês é apostar em alternativas com maior probabilidade de sucesso, como o reforço nos investimentos em pesquisa. Sugeriu que 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial seja investido no desenvolvimento de tecnologias de geração de energia sem emissão de carbono. "Isso representaria um investimento de US$ 100 bilhões por ano. Seria duas vezes mais barato que Kyoto e garantiria 50 vezes mais do que é investido hoje nesse segmento", disse.

Para Patrick Michaels, "em situação de pobreza, a população não tem dinheiro para investir em tecnologia mais limpa. Quando um país fica rico, pode produzir energia de forma mais eficiente", afirmou. "Se os painéis solares fossem mais baratos, as pessoas comprariam", explicou o climatologista. Segundo Michaels, cada US$ 1 investido no desenvolvimento de painéis solares mais eficientes e mais baratos geraria um retorno de US$ 11 na eliminação de danos ambientais. "Em vez de agir na redução das emissões de carbono, algo caro e politicamente ineficaz, deveríamos investir em energia verde", enfatizou o norte-americano.

O professor Luiz Pinguelli Rosa, Secretário-Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) também foi palestrante no FEED 2010 nesta segunda-feira. Entre outros temas, destacou a vantagem brasileira na geração de energia limpa. "Os biocombustíveis são uma vantagem do Brasil. No caso do etanol, principalmente por ser feito de cana-de-açúcar", afirmou o professor.

Pinguelli lembrou que são utilizados quatro milhões de hectares de lavouras no cultivo de cana para a produção de etanol, o que não compromete a produção de alimentos e, além disso, é uma alternativa ecologicamente correta de geração de energia. O professor da UFRJ rebateu críticas de que a criação de gado seria uma das mais fortes agressões ao meio ambiente, devido à geração de metano pelo rebanho. "Por que penalizar a criação de gado, que alimenta a população urbana? O gado é mais importante que o automóvel. Temos, primeiro, que priorizar o transporte público", criticou Pinguelli.

As informações são da CNA, adaptadas e resumidas pela Equipe AgriPoint.

Uso restrito de silagem pré-secada no Brasil

A composição química da espécie forrageira a ser ensilada, principalmente no que se refere ao teor de umidade associado à concentração de açúcares solúveis (substrato da fermentação), pode influenciar decisivamente na qualidade da forragem. A alta umidade e a baixa concentração de açúcares solúveis colocam em risco a conservação da forragem, com probabilidade de surgir fermentações indesejáveis, refletindo acentuadamente nas perdas.

Mesmo que o conteúdo de açúcares seja adequado para assegurar fermentação desejável, silagens excessivamente úmidas podem ser nutricionalmente indesejáveis devido ao baixo consumo voluntário de matéria seca. Além destes aspectos, a ensilagem de forragem úmida resulta na produção de grandes volumes de efluente, levando a perda de nutrientes digestíveis (conteúdo celular) e a poluição ambiental.

Com a finalidade de aliviar todos esses problemas, há muitos anos, em diversas partes do mundo, tem sido adotada a técnica da pré-secagem (emurchecimento). O emurchecimento possibilita a ensilagem de plantas com baixo conteúdo de matéria seca (MS), como é o caso das forrageiras tropicais, num processo relativamente simples em que as fermentações indesejáveis e a produção de efluente são facilmente controladas.

Como estratégia do manejo do campo de feno, essa técnica tem funcionado muito bem por aqui, pois a época propícia para a produção de feno é aquela que vai de outubro a março (época de chuvas), coincidindo, portanto, com o máximo crescimento vegetativo da forrageira, bem como com o seu melhor valor nutritivo.

Entretanto, o processo tradicional de obtenção de feno consiste no corte e exposição da forrageira ao sol por um período de dois ou mais dias consecutivos, submetendo a forragem à viragens sucessivas para uniformizar e acelerar a desidratação. Considerando que existe a necessidade de se contar com dias abertos e ensolarados para a secagem, o processo de fenação apresenta um sério entrave, uma vez que o momento ideal para o corte das forrageiras é coincidente com a época de chuvas.

Neste contexto, sugere-se que na iminência de ocorrência de chuvas intercaladas e estiada, mas com dias nublados, a forragem seja armazenada na forma de silagem pré-secada. Com a adoção dessa estratégia de manejo do campo de feno, evita-se a presença de forragem envelhecida e aumenta a quantidade de alimento volumoso de qualidade satisfatória. Caso contrário, a forragem passada do ponto presente no campo de feno tem que ser cortada e retirada da área, na maioria das vezes sendo descartada.

Fora do âmbito "campo de feno" o uso de silagem de gramíneas tropicais emurchecidas tem sido muito tímido. A ausência de equipamentos capazes de ceifar plantas altamente produtivas e promover o recolhimento da forragem após o processo de perda de água é apontado como um dos principais entraves.

As empresas brasileiras desenvolveram modelos baseado em protótipos de outros países, onde as plantas são menos "rústicas", desse modo, os equipamentos comercializados atualmente aqui, são capazes de cortar e recolher espécies como aveia, azevém e alfafa (utilizados principalmente na Região Sul) e gramíneas do gênero Cynodom (Coastcross; Tifton 85).

Contudo, quando essas máquinas são desafiadas a trabalhar em glebas onde estão presentes os gêneros Brachiaria e Panicum, por exemplo, o processo é pouco eficiente.

Apoiados nessa dificuldade, nós partimos para a estratégia do uso de aditivos absorventes (farelos e subprodutos) como controladores da elevada umidade nestas plantas, para que a fermentação não seja traduzida em elevadas perdas. Porém, o uso dessa classe de aditivos esbarra na logística das propriedades rurais, principalmente naquelas de médio e grande porte. Aplicar aditivos secos não é tarefa fácil, devido principalmente à falta de homogeneidade na distribuição do material.

A literatura nacional se esgotou no sentido de mostrar que a aditivação melhora a fermentação e reduz perdas. Bibliotecas estão abarrotadas desse tipo de estudo. Contudo, o grande entrave continua sendo a operacionalidade do sistema.

No final da década de 90 nós assistimos a um cenário de crescimento exorbitante no uso de capins tropicais como silagem, pois até aquele momento somente o capim-Elefante era usado para tal fim, pois as colhedoras de uma linha utilizadas na colheita do milho e do sorgo eram aproveitadas na ensilagem dessa espécie. No final daquela década, colhedoras surgiram no mercado com o propósito de ensilar capim-Tanzânia, capim-Mombaça e Braquiarião. Contudo, o uso de silagem de gramíneas entrou em declínio, pois os pecuaristas perceberam que o problema da colheita havia sido sanado, entretanto o fator umidade da forragem impactava negativamente.

Atualmente, a silagem de capins tropicais tem sido substituída por alternativas (principalmente cana-de-açúcar), as quais o manejo da ensilagem é mais simplificado e de menor risco. Colhedoras de cana-de-açúcar foram trabalhadas dentro das indústrias com o objetivo de diminuir o desgaste das peças e aumentar a vida útil do equipamento. Os pesquisadores se debruçaram sobre o assunto aditivos para cana-de-açúcar e, nos dias atuais, nós temos opções que são capazes de controlar a fermentação alcoólica, típica para essa cultura.

Portanto, permanecem as perguntas: nós ficaremos de braços cruzados observando este cenário? Será que a silagem emurchecida de gramíneas tropicais não poderia ser estrategicamente viável para determinados grupos de fazendas? Ou não vale apena investir em equipamentos que possam trazer benefícios ao processo de ensilagem dessas plantas?

Nós devemos compreender que os recursos forrageiros não competem entre si (milho vs cana; cana vs capim; milho vs sorgo). Basta surgir uma "moda" que nós abandonamos as outras opções. A ensilagem de plantas com alto teor de umidade necessita ser mais bem trabalhada em nosso país.

Nós poderíamos usar o modelo americano e europeu (como é de praxe): Naqueles países, com a crescente evolução da pesquisa científica, espécies forrageiras que tinham como limitação principal o reduzido teor de matéria seca no momento do corte, como no caso das gramíneas, e elevado poder tamponante, no caso das leguminosas, se mostraram aptas ao processo através da técnica da pré-secagem. Desse modo, os sistemas de produção, seja para produção de leite ou para carne lá fora, sobrevivem da associação entre volumosos suplementares garantindo menor risco, receita e desempenho animal satisfatório.

Autores:

Rafael Camargo do Amaral
M.Sc. Rafael Camargo do Amaral, zootecnista e doutorando em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ/USP.

Thiago Fernandes Bernardes
Engenheiro agrônomo, PhD, Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém - PA.

Produzir menos carne e leite não resolve aquecimento

Reduzir o consumo de carne não traz efeitos positivos na luta contra o aquecimento global, afirmou ontem o especialista em clima da Frank Mitloehner, da Universidade da Califórnia em Davis. "Quem sustenta essa teoria desvia a atenção da sociedade das verdadeiras causas das mudanças climáticas", disse, referindo-se à campanha liderada pelo ex-Beatle Paul McCartney, que sugere a adoção de hábitos vegetarianos.

Mitloehner contestou dados das Nações Unidas que mostram que os rebanhos bovinos são responsáveis por 18% das emissões de CO2 na atmosfera. "Produzir menos carne e leite só levará mais fome aos países pobres", disse.

No momento em que a ONU tenta reparar a credibilidade do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), após a detecção de erros em seus estudos e o vazamento de polêmicos e-mails. A diplomata Christiana Figueres, da Costa Rica, apresentou ontem sua candidatura à secretaria executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas. Ela pleiteia o posto do atual negociador, Yvo de Boer, que deixa o cargo em 1.º de julho.

Christiana afirmou que o objetivo de sua candidatura é "devolver a confiança" à luta contra o aquecimento global.

A diplomata tem sido um dos nomes cotados para suceder Boer na chefia do clima. Ela possui mais de 15 anos de experiência na área e ocupou o posto de vice-presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

"Teremos de ser inovadores para conseguir um acordo vinculante em Cancún, em dezembro", disse ela, referindo-se à COP-16, que será realizada no México. Ela também prometeu atacar a atual crise de credibilidade que recaiu sobre os dados científicos do IPCC.

O Brasil manifestou apoio a outro nome, o sul-africano Marthinus van Schalkwyk. A Índia também propôs candidato.

A matéria é de Andrea Vialli, publicada no jornal O Estadao de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

Mapa: boas práticas buscam uso sustentável da água

Racionar o uso da água e tornar sua aplicação mais eficiente nos métodos ou sistemas de irrigação empregados no Brasil são alguns dos objetivos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na última segunda - feira (22), Dia Mundial da Água, o Mapa orientou quanto à gestão dos recursos hídricos, em bases sustentáveis, como ferramenta para aumentar a eficiência da irrigação na agricultura.

O Brasil é detentor de, aproximadamente, 12% da disponibilidade hídrica do planeta e a agricultura é uma das atividades econômicas que mais dependem da água e do seu uso racional. "É importante enfatizar o papel da agricultura irrigada na geração de emprego e renda e a contribuição da água nesse processo produtivo", aponta o chefe da Divisão de Agricultura Irrigada do Mapa, José Silvério.

Com recursos do Programa de Crédito Rural de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra), que chegam a R$ 500 milhões para a safra 2009/2010, além de projetos direcionados ao uso, manejo e conservação de solos, o Mapa vem apoiando iniciativas que buscam o uso mais eficiente da água, por meio de modernas tecnologias, garantindo a máxima produtividade agrícola e a sustentabilidade do sistema do ponto de vista econômico, social e ambiental. "Nesse sentido, o desperdício, os custos elevados e a falta de água exigem o permanente desenvolvimento de pesquisas para determinar os graus de eficiência de cada método utilizado na irrigação, bem como a definição do balanço hídrico com os níveis de necessidade por cultura em cada estágio de seu ciclo evolutivo", explica o chefe da Divisão de Agricultura Irrigada.

O Dia Mundial da Água, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2003, tem como objetivo promover uma reflexão sobre a importância da água nos contextos social, econômico, ambiental, ecológico e político, visando sua conservação e preservação para atender as necessidades da atual e futura gerações.

Silvério destaca, ainda, seis alternativas que podem contribuir no processo de otimização do uso da água para viabilizar a agropecuária no Brasil, com prosperidade econômica e estabilidade social, além de garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade ambiental.

Alternativas para otimizar o uso da água na agropecuária

1 - Manejo da água oriunda da chuva e do próprio solo na área cultivada, de modo a evitar o seu rápido escoamento.

2 - Adoção do Sistema de Plantio Direto na Palha (SPDP) nas regiões onde seja recomendável, já que o método contribui para a redução das perdas de água e de solo, evita a erosão e preserva a umidade do solo.

3 - Preservação das reservas permanentes e recuperação das áreas impróprias para o
desenvolvimento da agricultura.

4 - Seleção e monitoramento dos tipos, dosagens e manejo de agroquímicos, que podem ser empregados nas culturas sem danificar a água que será utilizada posteriormente.

5 - Desenvolvimento de métodos de irrigação sem desperdícios e aperfeiçoamento de novas técnicas.

6 - Promoção de pesquisas em biotecnologia para obtenção de cultivares resistentes à seca.

As informações são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Soro do leite pode se transformar em etanol

O soro de leite pode se transformar em etanol. É o que diz um estudo que está adiantado na Universidade Norte do Paraná, em Londrina. Os pesquisadores trabalham na avaliação do teor de álcool que o soro produz e esperam ativar um projeto piloto com o produto no ano que vem

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