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JBS se aproxima de 'junk bond' americano

O rendimento dos títulos em dólar da JBS SA está caindo e se aproximando dos chamados "junk bonds" americanos. A convergência se deve ao anúncio da empresa de que vai transferir US$ 2 bilhões de passivo para uma subsidiária no Colorado.

O diretor financeiro da JBS USA Holdings Inc., André Nogueira, disse em 6 de abril a investidores que a JBS brasileira poderá vender papéis por meio da subsidiária de Greeley, Colorado, e usar os recursos para antecipar o pagamento de dívidas bancárias. "É um passo importante para a JBS sair de um espaço de mercados emergentes para o mercado high yield americano porque o dinheiro disponível para investimentos é maior", disse Padilla.

A taxa dos papéis da JBS com vencimento em 2018 caiu 16 pontos-base para 7,6 por cento desde 24 de março, quando o diretor-presidente, Wesley Batista, anunciou a reestruturação de passivos. No mercado de junk bonds americano, o rendimento médio dos títulos é de 6,9 por cento, de acordo com um índice do Barclays Capital. Os títulos de 2017 da Smithfield Foods Inc., cuja nota B+ está dois graus abaixo do BB da JBS pela Standard & Poor's, rendem 6,2 por cento.

A convergência deve continuar porque há expectativa de que papéis da JBS serão incluídos em índices de títulos de alto rendimento, disse Ivan Fernandes, analista do Barclays Plc. Para Luz Padilla, que ajuda a administrar cerca de $9 bilhões na DoubleLine Capital LP, o rendimento dos títulos de 2018 vai cair até 50 pontos-base mais.

"Comparado ao universo dos títulos americanos de alto rendimento, esta companhia está bem barata", disse Fernandes, analista de crédito do Barclays Latin America, de Nova York.

Fernandes prevê que o rendimento dos títulos da JBS recue para entre 7,25 e 6,75 por cento, se a dívida for garantida pela unidade nos Estados Unidos e pela controladora.

A matéria é de Camila Russo e Lucia Kassai, para o Portal Exame, resumida e adaptda pela Equipe BeefPoint.

TRIGO/CEPEA: Queda externa pressiona cotação no Brasil

Publicado em: 06/10/2010 12h00

Cepea, 6 – As recentes quedas nos preços internacionais do trigo pressionaram as cotações do cereal em grão no mercado brasileiro, conforme indicam pesquisadores do Cepea. Vale ressaltar, no entanto, que os valores externos ainda estão em patamares acima da média histórica. A valorização do Real frente ao dólar também tem favorecido as importações do trigo, o que tem reduzido os negócios no mercado doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea, essa baixa liquidez é observada mesmo com a colheita e o beneficiamento do trigo no País. Quanto aos preços, no segmento de lotes (negociações entre empresas), houve queda expressiva em todas as regiões pesquisadas pelo Cepea. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

Arrendamento e subarrendamento rural

Um dos contratos mais usuais no meio rural é, sem sombra de dúvidas, o arrendamento rural. Este contrato enquadra-se no conceito de contrato típico, pelo fato de a legislação agrária assim o definir. Posto isto, compete-nos conhecê-lo profundamente, aprendendo como deve ser elaborado e o mais importante, quais regras podem nele se fazer constar.

Conceito

O Código Civil de 1916 (hoje revogado pelo Código Civil de 2002) criou regras acerca da exploração do imóvel rural como não poderia deixar de ser, visto que no início do século passado, o meio rural empregava e produzia mais que os centros urbanos.

O Direito tem por finalidade precípua criar normas de conduta visando permitir um bom convívio social, penalizando aqueles que não se adaptam. Somente a punição, imposta pelo Estado, é capaz de obrigar alguém a fazer algo contra sua própria vontade. Conhecendo o poder quase ilimitado que gozavam os "coronéis" do início do século passado, aquele Código Civil definiu normas visando proteger a parte débil da relação jurídica, qual seja, o terceiro-possuidor.

Naquela época, a cessão do imóvel rural, no todo ou em parte, era chamada de ALUGUEL DA TERRA, pois a área é locada para terceiro utilizá-la dentro dos limites contratuais. Ainda hoje há pessoas que denominam o contrato de arrendamento de contrato de aluguel de terras, que é INCORRETO, visto que, a partir de 1964, com a entrada em vigor do Estatuto da Terra, a nomenclatura passou a ser ARRENDAMENTO RURAL.

Cediço que arrendamento, aluguel e locação são sinônimos, no entanto, o linguajar jurídico exige adequação. Ora, se desde 1964 o nome do contrato deixou de ser ALUGUEL DE TERRA para ser ARRENDAMENTO RURAL, não há razões para se utilizar aquela nomenclatura. Esta observação é pertinente à medida que ainda há muitos profissionais (advogados, contadores e administradores) que insistem em denominar o contrato de arrendamento como aluguel de terra. Todo e qualquer profissional atualizado, ao se deparar com contrato com esta nomenclatura sabe, com toda a certeza, que encontrará incorreções no conteúdo do contrato, pois, se quem o elaborou sequer sabe qual o nome do contrato, imagine então o conteúdo!

Desta forma, o único nome existente atualmente para se utilizar em contrato que tenha por objeto a exploração de imóvel rural é ARRENDAMENTO RURAL. Esqueça as nomenclaturas ALUGUEL DE TERRA ou LOCAÇÃO DE TERRA. Estes nomes existiram até 1964!

E foi exatamente neste ano que o Estatuto da Terra criou o nome Arrendamento Rural, sendo que o Decreto n. 59.566∕66 assim o definiu:

"Art. 3º. Arrendamento rural é o contrato agrário pelo qual uma pessoa se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de imóvel rural, parte ou partes do mesmo, incluindo, ou não, outros bens, benfeitorias e ou facilidades, com o objetivo de nele ser exercida atividade de exploração agrícola, pecuária, agroindustrial, extrativa ou mista, mediante certa retribuição ou aluguel, observados os limites percentuais da Lei".

Deste conceito legal devemos extrair a essência do que seja arrendamento rural e o que o qualifica é a cessão para USO E GOZO de imóvel rural.

Ao dizer que o proprietário CEDE o USO e GOZO de imóvel rural entenda-se que o posseiro (terceiro - arrendatário) poderá se utilizar da gleba especificada em contrato (USO) e destinar livremente dos bens produzidos (GOZAR da produção), ou seja, quem decide o que irá fazer com a colheita ou produção é o posseiro, isto significa usar (produzir da forma que lhe é conveniente) e gozar (dispor do resultado). Assim sendo, o Arrendamento Rural é contrato através do qual o proprietário permite a exploração de certa área sem interferir na atividade exercida pelo contratado (arrendatário).

Ciente que no arrendamento rural há cessão do uso e gozo de imóvel rural, como consequência lógica, os lucros ou prejuízos obtidos pelo posseiro não poderão ser transferidos ao proprietário do imóvel, que receberá como contraprestação da gleba negociada, "certa retribuição ou aluguel" previamente estabelecido entre as partes. Desta forma, não importa se o arrendatário teve prejuízo, deverá honrar o compromisso assumido no sentido de pagar o valor definido.

Melhoramento de cabras

Rebanho baiano é o maior do país.

Silagem: Uma Breve História

As primeiras fontes seguras sobre a ensilagem das forragens provêm de papiros egípcios, os quais relatam o processo entre os anos de 1500 - 1000 anos a.C., usando a planta inteira de cereais (Foto 1). Silos tipo torre, parcialmente enterrados, da época de 1200 a.C. foram encontrados em escavamentos arqueológicos próximo da cidade de Cartago (Tunísia - norte da África).



Na época dos romanos (234 - 149 a.C.) houve a utilização de fossas para a conservação de forragens verdes, as quais eram cobertas com terra onde se encontrava tribos germânicas originadas da Dinamarca e da península Escandinava.
Fontes medievais indicam que a ensilagem de forragens pré-secadas era algo corriqueiro na península itálica e que o uso de silagem na alimentação dos animais durante o inverno em barris (vinho) foi uma prática usada até 1700.

A primeira origem de uma gestão racional no processo de ensilagem ocorreu na Alemanha e na Áustria por volta de 1830, onde eram usadas fossas na conservação das forragens. Após a fermentação, a massa ensilada alcançava determinada acidez, a qual estimulava o apetite dos animais, relatavam os produtores da época.

As primeiras notícias sobre o uso de silagem de milho ocorreram por volta de 1860 na Hungria e, em poucos anos a técnica se difundiu pela Alemanha e pela França. Um grande impulso ocorreu em 1875 com a publicação da obra de Auguste Goffart, um produtor francês, que após alguns anos de experimentação da silagem de milho na sua fazenda escreveu "Sur la culture du mais-fourrage", com 61 páginas.

Esse livro foi traduzido para a língua inglesa em 1879, o que alavancou a prática da ensilagem na América do Norte. Em 1888, em Nova Iorque, já ocorria o 5º Congresso de Silagem devido ao sucesso do processo nos Estados Unidos, ligado à praticidade e economicidade do sistema. O Dr. Smith de St. Albans declarou que: "...mediante a ensilagem as nossas fazendas são capazes de quadruplicar a produção delas..., ...a manteiga de qualidade superior pode ser preparada quando for conveniente..., os nossos bois podem ser mantidos pelo ano inteiro, em maior número por unidade de superfície, gastando-se menos..."

No Brasil, a prática da ensilagem teve seu início no final do século 19. Esta notícia está em um artigo da primeira edição da Revista Agrícola, de junho de 1875, escrita por Luiz de Queiroz, que seria o fundador da Escola Superior de Agricultura (ESALQ/USP), o qual relatou que os melhores fazendeiros do Brasil já usavam silagem de milho na alimentação do rebanho leiteiro, como Carlos Botelho, em sua estância situada no Jardim da Aclimação, hoje um dos bairros centrais da cidade de São Paulo.

Eduardo Cotrim, em 1913, lançou A Fazenda Moderna: Guia do Criador de Gado Bovino no Brasil, obra com apenas 12 exemplares, as quais foram numeradas e assinadas pelo autor. Em seu livro, ele relata a experiência Norte Americana no processo de ensilagem e descreve brevemente como ocorre a fermentação da massa, quais as culturas que podem ser ensiladas e como deve ser construído um silo torre (principal modelo da época).

Em 1915, os missionários do Instituto Gammon, fundadores da Escola Agrícola de Lavras (hoje Universidade Federal de Lavras) decidiram introduzir a técnica na Escola e construíram o primeiro silo torre de alvenaria do Estado de Minas Gerais, quiçá do Brasil, uma estrutura com 7,5 metros de altura (Foto 2). Abastecia-se o silo usando máquina movida por trator e esvaziava-se por meio de grandes janelas ao longo perfil.



Foto 2. Silo tipo torre, construído em 1915 nas imediações da Escola Agrícola de Lavras

A partir de 1920, quando a importação de máquinas e tratores criou força no nosso país a técnica se difundiu ao longo dos anos, inicialmente com milho, como foi relatado, e, posteriormente, com o sorgo e o capim-Elefante (década de 60).

Nos últimos anos, outras forragens foram ganhando destaque, como outros capins de clima tropical (Tanzânia, Mombaça, Braquiarão, Tifton e Coastcross), as gramíneas de clima temperado (aveia, azevém e triticale), a cana-de-açúcar e os grãos de cereais. Infelizmente, não há estatísticas que mostram quantas toneladas de silagem são produzidas e utilizadas anualmente no nosso país, mas, seguramente, essa técnica permite aos nossos produtores que o custo da dieta seja reduzido e que a arte de se produzir animais possa ser competitiva com outras alternativas de uso do solo.

Autores:

Thiago Fernandes Bernardes
Engenheiro agrônomo, PhD, Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA)

 
Rafael Camargo do Amaral
M.Sc. Rafael Camargo do Amaral, zootecnista e doutorando em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ/USP.





A criação de mulas e burros para venda

As últimas etapas do manejo de jumentos e éguas em uma fazenda que cria mulas e burros para vender.

Conheça o manejo de jumentos e éguas

O manejo de jumentos e éguas em uma fazenda produtora de mulas e burros não é um trabalho simples. Há detalhes que as pessoas de fora do ramo dificilmente imaginam.

A valorização do jumento de raça

Já faz algum tempo que a mula vem sendo valorizada como animal de sela. Prova disso é sua presença cada vez maior nas cavalgadas.

GO: fazendeiro é amarrado em árvore por 4 dias em sequestro

A polícia de Avelinópolis, a cerca de 90 km de Goiânia, resgatou, na manhã deste sábado, um fazendo que havia sido sequestrado há quatro dias. A vítima foi mantida amarrada em uma árvore, em um cativeiro improvisado, e durante a ação da polícia os dois sequestradores foram mortos.

Um dos sequestradores seria funcionário da fazenda. De acordo com a polícia, Eduardo Pereira Valadão e Uiris Romão da Silva foram rastreados durante uma das ligações telefônicas de pedido de resgate. Eles exigiam R$ 100 mil, ameaçavam matar a vítima, e enviar partes do corpo à família. O fazendeiro teria sido agredido por várias vezes, e era ameaçado com tiros disparados pelos sequestradores.

Os sequestradores reagiram com a chegada dos policiais e houve troca de tiros que culminou na morte dos dois, no matagal que era usado como cativeiro.

Segundo os policiais, Silva havia sido abordado dias antes, durante uma briga, e se apresentava como Pedro Henrique. Segundo própria família do rapaz, ele seria foragido do Estado do Pará.

Fonte: Site Terra

Polícia de Mato Grosso investiga quadrilha especializada no roubo de gado

Mais de 200 cabeças, levadas de uma fazenda, foram recuperadas. Assaltantes renderam e amarraram funcionários da propriedade. Policiais fecharam o cerco e conseguiram interceptar o caminhão.

Veterinários têm dificuldades em comprar e transportar medicamentos

Os veterinários brasileiros enfrentam dificuldades para comprar e até transportar medicamentos importantes no tratamento de animais. São substâncias controladas pela Anvisa, porque podem causar dependência em seres humanos

Pergunte ao Rural Técnico - Fitoterápicos

No Pergunte ao Rural técnico desta quarta, dia 11, a repórter Priscilla Ferreira visitou uma horta medicinal e traz mais informações sobre este tipo de cultivo

Reino Unido: indústria lança plano de bem-estar animal

Uma estratégia inovadora liderada pela indústria visando o bem-estar das vacas leiteiras no Reino Unido foi lançada na última semana. A estratégia chamada Dairy Cow Welfare, que inclui um plano de ação da indústria, destaca a performance de bem-estar nas fazendas britânicas e identifica o potencial para mais melhorias dentro da indústria.

Desenvolvida pela União Nacional dos Produtores Rurais (NFU, sigla em inglês), em conjunto com a Associação Veterinária Britânica, DairyCo, Holstein UK e Associação Real de Produtores Britânicos de Leite e Grupo de Saúde e Bem-Estar de Bovinos (CHAWG, sigla em inglês), a estratégia segue as recomendações feitas no ano passado pelo Grupo de Bem-Estar Animal Rural para melhorar o bem-estar de vacas leiteiras.

A estratégia tem cinco metas principais: melhorar o bem-estar das vacas leiteiras; estabelecer um grupo de prioridades fixadas pela indústria; determinar metas e áreas de responsabilidade; reconhecer que o bem-estar é dependente dos funcionários rurais; e gerar mais entendimento entre os consumidores e uma percepção mais positiva sobre bem-estar de vacas leiteiras na Inglaterra. O progresso será revisto anualmente pelo CHAWG.

O presidente do braço do setor leiteiro da NFU, Mansel Raymond, disse que as fazendas leiteiras britânicas já operam com altos padrões mundiais de bem-estar animal, mas que existe espaço para melhora. "Essa estratégia é única em determinar uma visão e um plano de ação para melhorar o bem-estar onde todos deverão participar", disse Raymond.

"É justo dizer que a indústria nem sempre tem uma base de evidências que precisa para se armar contra alegações negativas, e essa estratégia é o primeiro passo na identificação de qualquer lacuna em nosso conhecimento e na tomada de ações coordenadas para cuidar disso", completou.

O presidente do CHAWG, Tim Brigstocke, disse que o bem-estar das vacas leiteiras é uma das prioridades do grupo pelos próximos 12 meses e que a estratégia fornece um foco e um plano para a indústria sobre como as melhorias podem ser obtidas.

O veterinário do Governo britânico, Nigel Gibbons, descreveu a iniciativa da indústria no desenvolvimento de uma estratégia ambiciosa e encorajadora, reconhecendo o duro trabalho já feito pelos produtores de leite britânicos, mas também identificou onde mais melhorias podem ser feitas.

As informação são do Farmersguardian.com, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

SOJA/CEPEA: Demanda e preço externo animam vendedores

Publicado em: 09/08/2010 12h00

Cepea, 9 – A soja continua valorizada nos mercados interno e externo, conforme pesquisas do Cepea. As cotações mais elevadas podem estimular produtores a aumentar a área na nova safra. Além disso, os baixos preços e liquidez do mercado doméstico de milho podem levar a um novo recorde de produção. De acordo com pesquisadores do Cepea, além da demanda por soja, os preços internacionais da oleaginosa também animaram vendedores na semana passada. Entre 30 de julho e 6 de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ (média de cinco regiões do Paraná) da soja em grão aumentou 2,25%, fechando a R$ 40,95/saca de 60 kg na sexta-feira, 6. Quanto à exportação da soja em grão, dados da Secex apontam que, em julho, os embarques somaram 4 milhões de toneladas, contra 4,04 em jun/10 e 3,4 em jul/09. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

Como iniciar a criação de frangos de corte?

Telespectador do Globo Rural está construindo os barracões do aviário e quer saber quantas aves devem ser colocadas por metro quadrado.

Aprenda a diferenciar o sexo das Tilápias

Em uma criação de Tilápias é possível descobrir qual é o macho e qual é a fêmea? Foi com essa dúvida que o Paulo Eduardo Molina, de São José do Rio Pardo, São Paulo, escreveu para o Globo Rural.

JBS pede intervenção em disputa contra sócio italiano

O frigorífico brasileiro JBS arquivou pedido na Câmara de Comércio Internacional, em Paris, solicitando a intervenção do órgão para arbitrar uma disputa com os sócios italianos na Inalca JBS, empresa na qual possui participação de 50%.

O pedido foi feito na segunda-feira (02), segundo comunicado divulgado ontem (04) pela empresa.

A disputa entre a JBS e os italianos veio a público no mês passado. No início de julho, a JBS entrou com uma medida cautelar na Itália relacionada a "assuntos pendentes de governança com o grupo Cremonini", do qual comprou os 50% da Inalca, formando a Inalca JBS . A empresa responde por 2,8% da receita consolidada da JBS.

O Cremonini obteve uma liminar na Justiça da Itália questionando a medida cautelar que a sócia apresentou. O grupo italiano informou ter sido pego de surpresa pela atitude da JBS, depois de mais dois anos e meio de sociedade e "num momento em que a subsidiária Inalca JBS está obtendo resultados satisfatórios, justamente quando as tendências econômicas globais não são favoráveis".

A JBS alega que o sócio descumpriu cláusulas contratuais e pede, na cautelar, acesso completo a informações relevantes e às instalações da Inalca JBS por parte dos membros do conselho indicados pela brasileira. Também pede cumprimento da cláusula que permite à JBS nomear o diretor financeiro da Inalca e suas subsidiárias.

"Por meio dessa ação, a JBS acredita que alcançará o equilíbrio administrativo adequado na Inalca JBS e que preservará os interesses de seus acionistas", afirmou a companhia em nota na ocasião.

O Cremonini, por sua vez, afirma que as atitudes da JBS podem estar relacionadas ao fato de que "os resultados da Inalca, se confirmados para todo o período de 2010, exigirão que a JBS reconheça um ajuste de preço", acertado na época da criação da empresa . O contrato entre as duas previa o ajuste de € 65 milhões em favor do Cremonini se o lucro operacional (lajida) da Inalca JBS exceder € 90 milhões em 2010. As estimativas para este ano são de margem operacional de € 100 milhões, informou o jornal italiano "Il Sole 24 Ore", em reportagem de julho sobre a disputa.

No fim de 2007 a JBS adquiriu metade do capital da italiana Inalca por € 225 milhões. O negócio permitiu à empresa colocar um pé na Europa e atingir novos mercados e clientes no setor de fast food, industrializados, varejo e food service.

A empresa também passou a ter acesso à tecnologia avançada utilizada pela Inalca em suas operações de produção. No lado do Cremonini, a transação garantiu acesso às principais fontes de carne bovina representadas pelas operações globais da JBS.

A reportagem é do jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Técnica aumenta a produção de pólen em Munhoz, no sul de Minas

Um criador de abelhas em Munhoz, no sul de Minas, desenvolveu uma técnica que aumenta em até cinco vezes a produção de pólen. A ideia está sendo aproveitada por apiários de São Paulo.

Pergunte ao Rural Técnico - Colostro para silagem

Nesta quarta, dia 4, saiba como armazenar o colostro para fazer silagem. A repórter Priscilla Ferreira mostra quais são as vantagens de utilizar a sobra do colostro para a alimentação dos animais

MILHO/CEPEA: Fim da colheita e leilões sustentam cotação

Publicado em: 03/08/2010 12h00

Cepea, 3 – Os preços do milho seguiram em alta no mercado brasileiro nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações ainda são sustentadas pela finalização da colheita da safrinha no Centro-Oeste e pelos leilões governamentais. A questão agora é o escoamento desse produto. Parte foi negociada em leilões e deverá incrementar as exportações a partir de agosto. Alguns colaboradores do Cepea, no entanto, temem que os embarques sejam prejudicados pela concorrência por navios, principalmente no porto de Santos. Isso porque, neste porto, muitos navios já estão comprometidos com o embarque de soja e açúcar e, assim, muitos já especulam sobre um possível atraso das entregas de milho. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )
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