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Frio reduz a produção de leite do Rio Grande do Sul

O frio excessivo e as fortes geadas no início deste inverno, em pleno período de safra de leite no Rio Grande do Sul, devem provocar uma queda de 18,5 milhões de litros na produção gaúcha deste mês em relação a julho de 2010. O desempenho corresponde a uma retração entre 7% e 8% na mesma base de comparação, conforme projeção preliminar do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat-RS), e já deve ter impacto sobre os preços do produto para o consumidor nesta semana.

Segundo o diretor-executivo da entidade, Darlan Palharini, a estimativa foi feita a partir do levantamento sobre a captação das indústrias na primeira semana de julho, que indica uma queda na produção local para a média diária de 7,5 milhões de litros, 500 mil litros a menos do que em junho e 600 mil a menos do que em julho de 2010.

O problema é que o inverno começou com duas semanas de frio muito intenso e temperaturas negativas em várias regiões do Estado. Conforme o assistente técnico da Emater-RS, Fábio Schilick, o clima prejudicou o desenvolvimento das pastagens e reduziu a produtividade das vacas leiteiras nas propriedades com poucas reservas de silagem ou ração para complementar a alimentação dos animais.

De acordo com Palharini, o normal é que a produção gaúcha de leite siga uma trajetória ascendente de junho até setembro, antes de iniciar o período de declínio até chegar ao período mais forte de entressafra, de janeiro a abril. Desta vez, porém, o padrão foi quebrado. Até agora o Sindilat-RS não tinha registro de queda no volume produzido em julho na comparação com junho.

A Santa Clara, com sede em Carlos Barbosa, costuma receber nesta época 550 mil litros de leite por dia de 4,3 mil associados. O diretor Alexandre Guerra ainda não tem um levantamento sobre a quebra do início de julho, mas já ouviu relatos de criadores sobre reduções de 5% a 10% na produção.

A quebra na safra de leite também vai mexer nos preços do produto. No varejo, a previsão é de 10% de alta nesta semana, diz o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, Antônio Cesa Longo.

Os criadores de gado leiteiro esperam elevação ou ao menos estabilidade dos preços recebidos da indústria neste mês em comparação com junho, segundo o assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), Airton Hochscheid. Para junho, o valor previsto (o fechamento só será conhecido dia 18) é de R$ 0,6724 por litro com padrão de qualidade normal.

A matéria é de Sérgio Ruck Bueno, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

Fonte:Site do MilkPoint

A indústria de laticínios no Brasil: passado, presente e futuro

A indústria de laticínios no Brasil: passado, presente e futuro (Glauco Rodrigues Carvalho
2010)

O presente estudo tem como objetivo analisar a evolução da indústria de laticínios no Brasil, destacando os principais eventos que ocorreram no passado recente. Além disso, pretende-se delinear algumas tendências que devem nortear este importante elo da cadeia produtiva para os próximos anos.

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Cade aprova arrendamento da Nestlé

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta (6), por unanimidade e sem restrições, a operação de arrendamento, pela Nestlé, da maior unidade da Parmalat Brasil, localizada em Carazinho-RS. O negócio, que não teve seu valor divulgado, foi anunciado no meio do ano passado e consiste na locação por 35 anos da planta gaúcha com a possibilidade de compra ao final do período.

A unidade de Carazinho produz leite longa vida, leites especiais, leite em pó, leite condensado e creme de leite. A capacidade de processamento da planta é de 1,6 milhão de litros de leite por dia. Além disso, também faz parte do negócio a aquisição de seis postos de recepção de leite da Parmalat em cidades localizadas na região sul do país.

Com a compra, a Nestlé será capaz de produzir leite de forma direta e independente pela primeira vez no Brasil. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendou a aprovação da operação sem restrições. No Cade, o processo esteve sob a relatoria do conselheiro Fernando Furlan.

De acordo com dados fornecidos pelas companhias à Seae, a concentração de mercado da Nestlé após a operação seria de 8,1%. Em volume processado, a concentração decorrente da operação em milhões de litros por dia seria de 8,7%. A participação da Nestlé seria de 4,2% no mercado de leite UHT, 26,2% no mercado de leite em pó, 15,2% no mercado de creme de leite e 30,6% no mercado de leite condensado. Pelo relatório de Furlan, fica em evidência que o único mercado em que a Nestlé teria participação expressiva seria no de leite condensado.

"Considerando a elevada capacidade ociosa das concorrentes no mercado de leite condensado, a Seae concluiu que o exercício de poder de mercado por parte da requerente é improvável", relatou Furlan.

As informações são da Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Você já viu a programação do Interleite Sul 2010, que trará um grande debate sobre competitividade em vários estados brasileiros e Argentina? Clique aqui para mais informações. Não deixe de participar desse evento!

Bem-estar de bezerros. Parte 2: Nutrição e Sanidade

O bem-estar e a saúde dos bezerros estão se tornando cada vez mais importantes, visto que bezerros saudáveis têm maiores chances de expressar seu potencial produtivo, quer seja para a produção de carne ou de leite. Para garantir o bem estar destes animais, é necessário considerar não somente aspectos relativos ao ambiente, instalações e transporte, mas também relacionados à nutrição e sanidade.

Um programa satisfatório de nutrição deve assegurar que o bezerro tenha crescimento positivo, em reposta ao fornecimento de dieta líquida e dieta sólida, e acesso diário à água. Além disso, bezerros recém nascidos devem receber uma dieta líquida que forneça energia e proteína suficientes para garantir sua manutenção e seu crescimento satisfatório. Existem muitas dietas que são adequadas para o crescimento do bezerro, mas para assegurar seu bem-estar é necessário avaliar os resultados do programa de alimentação adotado ao invés de analisar rações específicas. O crescimento é considerado satisfatório de acordo com o sistema de produção com taxas de ganho de peso variadas. Fêmeas de reposição devem apresentar uma condição de escore corporal entre 2,0 (ao nascer) e 3,75 (no pré-parto) durante todo seu período de crescimento.

O fornecimento do colostro tem papel crucial na prevenção de doenças e na nutrição do bezerro na sua fase inicial de vida. O colostro é uma fonte de proteína e energia altamente digestíveis, possui anticorpos que garante imunidade ao animal até que seu próprio sistema imune passe a ser funcional, além de enzimas que auxiliam no desenvolvimento do trato gastrointestinal. Existem três maneiras de fornecer o colostro aos bezerros recém nascidos: aleitamento natural, aleitamento através de mamadeira ou por sonda oroesofágica. Estudos recentes demonstram que bezerros deixados para mamar o colostro diretamente da mãe apresentam maiores falhas na transferência de imunidade passiva (em torno de 60%), 20% de falha quando foram alimentados por mamadeira e menor falha (10%) quando alimentados por sonda oroesofágica. No entanto, vale ressaltar que o procedimento de alimentação pelo método oroesofágico cria certo desconforto ao animal, havendo necessidade de treinamento para sua realização de forma que a minimizar os danos à laringe e esôfago do animal. O principal problema com a mamada natural é que não se tem garantia de consumo em quantidade adequada, além da qualidade do colostro, o que resulta em falha na transferência de imunidade passiva.



Figura 1. Consumo de colostro através de mamada direta, fornecimento através de mamadeira ou sonda oroesofágica.

Do ponto de vista de bem-estar animal, o colostro é necessário para o funcionamento adequado dos processos fisiológicos do bezerro, além do seu consumo ser um evento natural na sua vida. Para assegurar o bem-estar do bezerro, o colostro pode ser fornecido através de vários métodos desde que sejam asseguradas quantidades adequadas de energia, proteína e anticorpos ao animal. No manejo do colostro também é importante que sua ordenha seja realizada de forma a minimizar as contaminações com bactérias e outros patógenos, como Mycobacterium paratuberculosis (bacilo de Johne) ou Mycoplasma que causam doenças que podem aumentar as taxas de mortalidade. Para isso, o úbere da vaca deve estar limpo durante as primeiras amamentações do bezerro, no caso da colostragem natural; ou no momento da ordenha, no caso do fornecimento através de mamadeira ou sonda. Após a coleta, o colostro deve ser imediatamente armazenado sob refrigeração ou congelado para evitar o desenvolvimento de agentes infecciosos, podendo-se utilizar garrafas plásticas ou sacos plásticos como recipiente.

O fornecimento de água a vontade, desde os primeiros dias de vida, é um requisito básico para o sucesso do programa de alimentação de animais jovens. A disponibilidade de água é importante para o bem-estar do bezerro primeiramente para saciar a sede do animal e segundo porque a sua ingestão tem alta correlação positiva com a ingestão de alimentos sólidos como o fornecimento de concentrado, que auxilia no desenvolvimento do rúmen. Pesquisas demonstram que bezerros recém nascidos recebendo água à vontade desde o início do seu nascimento têm apresentado consumo normal de leite e promovido uma diminuição nos hormônios indicadores de estresse crônico.

Bezerros podem ser alimentados com a dieta líquida (leite ou sucedâneo), através de mamadeiras ou balde. Além disso, a dieta líquida pode ser fornecida em quantidades controladas ou a vontade, divididas em 2 a 3 refeições. Embora os requerimentos nutricionais do bezerro possam ser atendidos por qualquer um dos métodos de fornecimento, os aspectos comportamentais e sociais do bezerro são afetados pelo sistema de alimentação. Isto é ser observado em bezerros alimentados através de mamadeiras que após serem aleitados apresentam o hábito de descansar mais cedo que bezerros aleitados por balde. Bezerros criados em grupos e aleitados através de alimentadores automáticos apresentam maior interação social. No entanto, deve existir a preocupação com a relação de bicos disponíveis por bezerro, pois isso pode resultar em maior interação competitiva entre os animais, o que poderia acarretar em maior disputa no momento do aleitamento, havendo assim diminuição do tempo de alimentação e ingestão de leite.

A disponibilidade de alimentos sólidos também contribui para o bem-estar do bezerro, pois está correlacionado não só com o atendimento das exigências protéicas e energéticas para crescimento adequado, como também com processos fisiológicos como o desenvolvimento do rúmen. Em bezerros recém-nascidos este é um processo fisiológico normal e é por sua vez considerado necessário para seu bem-estar. O acompanhamento do desenvolvimento ruminal é importante para o bezerro leiteiro, pois quando ocorrer o desaleitamento, o bezerro deve ter um rúmen funcional para a digestão de dietas sólidas e assim manter um bom estado nutricional e adequadas taxas de crescimento. Bezerros alimentados com dietas sólidas e consumido mais grãos, são desaleitados mais cedo, confirmando que a disponibilidade de alimento sólido é importante para o desenvolvimento do rúmen e o crescimento do animal.



Figura 2. Animais jovens com acesso a água e concentrado desde a primeira semana de vida.

Além do manejo alimentar, o programa de bem-estar deve promover a saúde dos animais com práticas de prevenção de doenças, como a colostragem e as vacinações, além de rotina de diagnóstico e tratamento precoce de animais doentes. O programa de saúde do bezerro leiteiro inclui: nutrição, higiene, vacinas, treinamento de tratadores e protocolos de tratamento. A eutanásia também é um requisito do programa de bem-estar: bezerros gravemente debilitados e feridos devem ser criteriosamente avaliados para a tomada de decisão da utilização ou não da eutanásia.

O programa de saúde deve ser específico para cada fazenda leiteira ou rebanho e deve ser desenvolvido por um médico veterinário dentro de um relacionamento válido entre cliente/paciente. Vacinas e tratamentos adequados são determinados pelo veterinário e proprietário dentro de cada sistema de produção, lembrando que um programa de bem-estar não requer produtos específicos. Para manter a sanidade do rebanho é necessário um sistema funcional de monitoramento constante. Os componentes básicos para garantir a sanidade dos bezerros para um programa de bem-estar incluem: treinamento de funcionários para executar tarefas e reconhecer doenças e lesões, observações diárias das instalações para manutenção de limpeza e eventuais reparos que possam surgir para prevenir lesões e, finalmente, desempenho de tarefas como vacinação, tratamentos veterinários, descorna e, se necessário, eutanásia.

Produtores que atenderem à maioria dos requisitos dos programas de nutrição e sanidade terão maiores probabilidades de serem bem sucedidos na condução do programa de bem-estar de seus bezerros. Programas de manejo que consideram o bem-estar de bezerras e novilhas de reposição garantem adequadas taxas de crescimento e entrada destes animais em lactação mais precocemente e com maiores chances de expressar seu potencial de produção.

Para ler a parte 1 "Bem estar de bezerros: Instalações", clique aqui.

Referências

Carolyn Stull & Jim Reynolds. Calf Welfare. Veterinary Clinical Food Animal, v.24, p.191-203, 2008.

Carla Maris Machado Bittar

Professora do Depto. de Zootecnia - ESALQ/USP
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Gustavo Guilherme Oliveira Nápoles

Mestrando em Ciência Animal e Pastagem, Depto. De Zootecnia, ESALQ-USP

Período de seca começa antecipado em Goiás

A estiagem está dificultando a vida dos produtores de leite. As reservas de silagem acabaram antes da hora e agora está mais caro comprar o alimento para o gado.

PR: ausência de chuvas deve reduzir produção

A ausência de chuva e o calor intenso têm preocupado produtores de leite do Paraná. Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), as vacas holandesas reduzem a produção por sofrerem com o calor registrado nesse mês. Em todo o Paraná, existem cerca de 114 mil produtores de leite, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

"Por enquanto não registramos problemas na produção de leite no Paraná, mas acredito que se a estiagem continuar certamente teremos reflexos negativos na produção", explica Maria Silvia Digiovani, assessora da Comissão de bovinocultura de leite da Faep. Segundo ela, não é apenas o Paraná que vai sofrer as consequências caso não chova. "Em outros estados a seca também está presente. Exemplo disso é Minas Gerais, o maior produtor de leite do Brasil", relaciona.

Previsão do tempo

De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, a tendência é que uma frente fria comece a romper o bloqueio atmosférico que gerou as temperaturas altas e os baixos índices de umidade no Paraná. "Por conta da entrada de uma fraca frente fria, as temperaturas poderão baixar um pouco a partir de hoje. Depois disso poderemos ter chuvas", explica a meteorologista Ana Beatriz Porto.

As informações são do Paraná Online, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Setor de leite quer fiscalização maior do governo nas importações dos EUA

Produtores brasileiros vão pedir ao governo uma fiscalização maior nas importações de leite em pó e soro dos Estados Unidos. A alegação é que a prática está prejudicando o setor. O assunto foi discutido durante a 10ª edição do Simpósio Internacional sobre Produção Competitiva de Leite que acontece em Uberlândia, Minas Gerais

NZ: produtores aumentam lucro, mas seguem cautelosos

A lucratividade da produção leiteira na Nova Zelândia aumentou bastante em 2009/10 comparado com o ano anterior, mas a confiança dos produtores permanece frágil, informou um relatório do Ministério da Agricultura e Silvicultura (MAF, sigla em inglês) do país.

O gerente regional do MAF para a região da Ilha Norte da Nova Zelândia, Phil Journeaux, disse que um maior pagamento pelo leite e menores gastos com mão de obra rural ajudaram a restaurar a lucratividade do setor. "A maioria dos produtores teve um ano financeiro ruim em 2008/09 e, com a previsão de baixos pagamentos no começo de 2009/10, os produtores mantiveram um controle muito rígido nos gastos", explica Journeaux.

A previsão para essa safra permanece positiva, mas a lucratividade cairia levemente à medida que os produtores investissem em itens que foram prorrogados ou tiveram investimento reduzido nas duas últimas safras, como fertilizantes, reparo e manutenção.

A produção de leite nacionalmente aumentou em 2009/10, com uma queda na Ilha Norte devido à seca, compensada pelos aumentos na Ilha Sul. Entretanto, a seca deverá impactar no começo da nova safra com uma menor produção nas áreas atingidas, segundo o relatório.

Journeaux disse que a previsão para 2010/11 é positiva, com os produtores animados com as boas previsões iniciais de pagamento. Embora os produtores estivessem otimistas sobre o futuro, esse otimismo era frágil, dadas as recentes flutuações no pagamento e pressões de dívidas, disse ele. "Os produtores estão nos dizendo que as coisas estão parecendo melhores, mas que eles continuam cautelosos e que mudanças relativamente pequenas nas receitas ou gastos poderiam afetar seus planos de despesas".

O relatório de monitoramento de fazendas do MAF é compilado a cada ano, baseados nos retornos das fazendas leiteiras e indústrias representativas.

As informações são do NZ Herald Online, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Bezerra, novinha, precisa de quantos litros de leite por dia?

Na criação de gado leiteiro o bezerro precisa ser apartado da mãe depois do nascimento. Telespectadora quer saber quantos litros de leite devem ser dados a um animal de 15 dias.

Ruminantes - Parâmetros e Exames - Fluidoterapia

Aqui você vai encontar os parâmetros para a avaliação do grau de desidratação em bovinos. Todo conteúdo na integra - download

Preço pago ao produtor de leite de Goiás cai mais de 20%

O preço pago ao produtor de leite em Goiás caiu mais de 20% em quatro meses. Assim como os produtores de outras regiões do país, os goianos têm encontrado dificuldades para se manter na atividade. Um novo programa da Federação de Agricultura do Estado pretende atuar na gestão de riscos e custos da pecuária de leite

Seca castiga o gado na região de Corumbá (MS)

A falta de chuva está castigando as criações de gado na região de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Mesmo quem tem silagem está preocupado. A seca chegou antes do previsto e deve faltar de alimento.

Começa no Paraná a Agroleite

Esta é a 10ª edição da feira, que é uma das maiores do país no setor. Este ano, as novidades tecnológicas são destaque. O evento tem ainda palestras técnicas e leilão.

UE pressiona Índia para abrir mercado de lácteos

A Índia está sob intensa pressão para abrir seu mercado aos produtos lácteos, especialmente queijos, da União Europeia. Porém, a Índia tem defendido a ideia de que o leite e os queijos devem ser excluídos dos acordos de livre comércio que estão sendo negociados com a UE.

A Índia teme que a abertura de seu mercado acabe levando os pequenos produtores rurais a uma pobreza profunda. Entretanto, oficiais da UE defenderam seus esforços para obter a liberação dos mercados agrícolas da Índia em meio às queixas de ativistas, dizendo que a UE tem mostrado preocupação com a pobreza rural da Índia. Na Índia, o setor de lácteos assume importância crítica uma vez que fornece trabalho e renda aos agricultores que não possuem terras. Porém, os fabricantes de queijos europeus querem o fim da proteção aos produtores indianos.

Quando as negociações de livre comércio entre UE e Índia foram iniciadas em 2007, a Associação Europeia de Lácteos disse que as tarifas impostas pela Índia aos alimentos importados eram tão altas que não eram realistas. Porém, analistas acreditam que a remoção dessas tarifas faria com que os agricultores indianos não conseguissem resistir à competição.

Eles também disseram que a UE quer incluir os lácteos dentro do acordo com a Índia por causa da crise enfrentada pelos produtores de leite europeus. De acordo com o representante do Serviço Europeu de Pesquisa, Paul Goodison, a UE está querendo obter qualquer abertura de mercado em uma tentativa de compensar os problemas enfrentados pelos produtores de leite no mercado doméstico.

As informações são do Fnbnews.com, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

ARG: indústrias advertem que preço poderá baixar

Nos últimos dias, as grandes indústrias de lácteos da Argentina começaram a comunicar a seus fornecedores que, a partir desse mês de agosto, começarão a aplicar uma baixa aos preços pagos ao produtor. Analistas do setor de lácteos informaram que o valor da matéria-prima poderia ficar em torno de 1,20 a 1,25 pesos (US$ 0,30 a US$ 0,31) por litro durante os últimos meses desse ano.

"Em agosto, prevê-se que o preço médio fique em 1,35 pesos (US$ 0,34) por litro, enquanto que, para a primavera, a baixa poderia ser ainda maior", disse o coordenador da Área de Lácteos do Movimento dos Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (CREA), Marcos Snyder. "O abastecimento a nível interno foi se reacomodando nos últimos meses a partir de uma maior produção. Essa situação inevitavelmente se traduz em um ajuste nos preços".

O preço médio de referência do leite pago ao produtor informado pela Sub-secretaria de Lácteos da Argentina passou de 0,997 pesos (US$ 0,25) por litro em dezembro de 2009 para 1,404 pesos (US$ 0,35) por litro em junho. Indicadores elaborados pelo Governo de Santa Fé mostram uma evolução similar.

"A baixa no preço do leite não deveria ser tão dramática", disse o analista do setor, José Quintana. "A referência seguirá sendo o mercado internacional (que agora se mantém sustentado)".

Nas últimas semanas, as principais grandes cadeias de supermercados começaram a reduzir os preços atacadistas dos queijos comprados de pequenas e médias indústrias leiteiras com o propósito de oferecer preços atrativos para diversificar vendas e manter calmos os agentes da Secretaria de Comércio Interior.

Em 05/08/10 - 1 Peso Argentino = US$ 0,25393
3,93125 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

As informações do Infocampo, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

PR: vaca holandesa vermelha e branca é a aposta para aumentar teor de sólidos

Depois de consolidar os Campos Gerais como a bacia leiteira mais produtiva do país, com médias acima de 35 litros por animal ao dia, os pecuaristas da região tentam melhorar o valor nutritivo do leite. Para isso, aprimoram o manejo das vacas, investem em tecnologia e, mais recentemente, partem para opções como a vaca holandesa vermelha e branca. O animal ganhou status de estrela da Agroleite 2010, que começa hoje e segue até sábado em Castro, no Paraná.

A vaca holandesa vermelha e branca até produz menos leite que a branca e preta, mas pode render mais se o critério for o teor de sólidos. A produção leiteira desse animal é mais "pesada" e apresenta maior valor nutritivo, características valorizadas na comercialização do produto. A diferença entre o preço do leite menos e mais concentrado passa de 5% nos Campos Gerais. O desafio tem sido encontrar animais que, através da qualidade, compensem a redução na quantidade ordenhada.

A grande maioria dos animais da raça holandesa nasce preta e branca. No entanto, com a identificação de touros pretos e brancos que possuem o gene recessivo da cor avermelhada, esse quadro passou a mudar. O cruzamento controlado permite tornar o rebanho leiteiro mais heterogêneo, informa a Associação Brasileira Criadores de Bovinos da Raça Holandesa. O animal também é mais resistente ao calor, o que significa menor gasto com o resfriamento dos estábulos. Sentindo-se mais confortáveis, as vacas leiteiras rendem mais.

A matéria é de Ismael de Freitas, publicada no jornal Gazeta do Povo/PR, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

ARG: captação em junho aumenta 4,9% frente a 09

A captação de leite na Argentina aumentou pela primeira vez com relação ao ano anterior esse ano. No mês de junho a captação foi de 527,86 milhões de litros, apresentando alta de 4,9% com relação ao mesmo mês de 2009 (503,37 milhões de litros), de acordo com informações fornecidas pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MAGyP). Em relação ao mês de maio, o volume captado foi 8,6% maior.

No primeiro semestre do ano, a captação total acumulada foi de 2,887 bilhões de litros, 6,2% a menos do que no mesmo período de 2009, quando foram captados 3,078 bilhões de litros.

Tabela 1. Captação de leite nas principais indústrias argentinas.



Os dados são provenientes de uma pesquisa feita com mais de 20 indústrias de lácteos, que em 2007, representaram aproximadamente 64% do total da produção argentina de leite.

As informações são do MAGyP, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Estudo mostra que investimento tecnológico em produção leiteira é mais rentável do que aumento de rebanho

Investir em tecnologia para elevar a produção de leite é mais lucrativo do que aumentar o rebanho. Essa é a conclusão de um estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Os custos da modernização são altos, mas podem dobrar os lucros no longo prazo


Pergunte ao Rural Técnico - Colostro para silagem

Nesta quarta, dia 4, saiba como armazenar o colostro para fazer silagem. A repórter Priscilla Ferreira mostra quais são as vantagens de utilizar a sobra do colostro para a alimentação dos animais

Torneio registra aumento na produção de leite no Acre

Terminou na última sexta-feira (30 de julho) a terceira edição do torneio leiteiro acriano. O evento realizado durante a Expoacre 2010 registrou um aumento de quatro quilos de leite em relação à produção do primeiro torneio, em 2008. O primeiro lugar foi conquistado por Princesa, uma vaca Girolanda meio sangue, de seis anos de idade, com produção diária de 22 quilos de leite por dia.

O concurso, que tem o objetivo de estimular as boas práticas na ordenha e os cuidados sanitários com o rebanho, é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Produção (Seap), Embrapa Acre e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O médico veterinário da Seap, Alexandre Fernandes, diz que o concurso serve para revelar animais de alto valor genético e elevada produção leiteira na região, além de aproximar técnicos e produtores. O histórico do evento tem mostrado que a média de produção dos animais vem crescendo a cada ano. "Estes resultados são reflexo da adoção de raças com padrão genético adaptado às condições ambientais do Acre e, embora essa média de produção não seja uma realidade em todas as propriedades leiteiras da região, indica que o Estado tem potencial produtivo", afirma Fernandes.

O primeiro colocado recebeu um prêmio de 2,5 mil reais, concedido pela coordenação do torneio e um Kit Ordenha Manual da Embrapa. Segundo o produtor José Afonso Medeiros, proprietário da campeã, a premiação vem como um incentivo para continuar investindo no rebanho e para despertar o interesse de outros produtores da região. "É uma forma de mostrar que a produção leiteira no Estado é possível e que estamos no caminho certo".

As informações são da Embrapa Acre, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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