O Globo Rural responde a pergunta de um telespectador de Santa Catarina que se deparou com uma galinha que não cisca de forma correta.
Não, a Ivermectina pode ser usada com total segurança, desde que sejam seguidas as indicações de bula. A molécula da ivermectina é bastante grande, e não é tóxica para o embrião. Não são relatados efeitos reprodutivos, como alteração na fertilidade de machos e fêmeas, indução do aborto ou má formação fetal. É sempre importante lembrar que quando for feita a utilização da Ivermectina ou outros medicamentos em vacas prenhes, não devemos nos esquecer da importância dos cuidados na hora de manejar o gado para aplicar os medicamentos, evitando os traumas e o estresse das fêmeas prenhes.
A Abamectina e a Ivermectina são endectocidas (ação em parasitas internos e externos), ambos pertencentes ao grupo das avermectinas. Estas substâncias possuem o mesmo espectro de ação. A Abamectina é o primeiro composto produzido através da fermentação do fungo Streptomyces avermitilis e com a ligação dupla entre os carbonos 22=23. Esta substância, após sofrer uma hidrogenação catalítica, é transformada em Ivermectina que é uma molécula com ligação simples entre os carbonos 22-23.
Esta diferença estrutural não interfere no espectro de ação; ambos os compostos atuam em carrapatos, vermes redondos, bernes, piolhos, sarnas e previnem as bicheiras. Tanto a abamectina quanto a ivermectina são medicamentos seguros, mas devido à diferença estrutural, a ivermectina não ultrapassa a barreira hemato-encefálica, permitindo assim, seu uso em animais de qualquer idade. A abamectina é indicada com segurança para animais acima de 4 meses de vida e em boas condições de saúde.
Fonte: Site OuroFino