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A importância do planejamento tributário para o produtor rural

Atualmente, no Brasil, existem mais de 80 taxas, impostos e contribuições diferentes. Direta ou indiretamente todos nós somos contribuintes, pois qualquer mercadoria que compramos em um supermercado já está embutido em seu preço os valores referentes á ICMS, PIS e COFINS, variando as porcentagens de acordo com seu estado. Para o Produtor Rural, os principais impostos e contribuições são:

• Contribuição ao INSS, popularmente conhecido como Funrural - Trata-se da contribuição ao INSS incidente sobre as vendas, na qual é recolhida mensalmente única e exclusivamente, para custear o sistema da seguridade social (saúde, amparo assistencial e previdência social). Tem percentual e tratamento diferente tanto para quem explora a atividade rural na pessoa física, como para quem explora na pessoa jurídica.

• Fundesa/Fesa - O FESA e o FUNDESA tratam-se de contribuições destinadas a promover ações preventivas contra possíveis problemas sanitários, como por exemplo, a febre aftosa e a gripe das aves. Ambas, tem a mesma obrigatoriedade, tendo como única diferença que o FESA é administrado pelo Estado e o FUNDESA por entidades empresariais. O contribuinte pode optar em qual contribuição fará seus recolhimentos, porém é obrigatório o recolhimento para um dos fundos.

• CDO - Cooperação e Defesa da Orizicultura - Trata-se de uma taxa estadual devida ao Instituto Rio Grandense incidente sobre o arroz.

• ITR - Imposto Territorial Rural - Trata-se do imposto sobre a propriedade, o domínio útil ou a posse do imóvel localizado fora da zona urbana do município. É um imposto federal recolhido anualmente aos cofres públicos com base no valor de mercado da terra nua fornecido pelas prefeituras.

• IRPF - Imposto de Renda Pessoa Física - Trata-se de um tributo federal, em que a alíquota é variável e proporcional a renda do contribuinte de acordo com a tabela progressiva fornecida pela receita Federal do Brasil. Vale salientar que o contribuinte que tiver imposto de renda a pagar ou quiser restituir o valor retido durante o ano, deverá apresentar a declaração de ajuste anual no mês de Abril.

• Ganho de Capital - Imposto sobre a venda de Imobilizado - Trata-se do imposto devido na venda de bens, bem como em permutas com torna, dação em pagamento e outros inclusive na venda de terra nua. O valor do imposto incide sobre a diferença entre o valor de aquisição do bem e o valor da alienação.

• ITBI - Imposto de transmissão de bens Imóveis - É um tributo municipal desvinculado de qualquer atividade econômica. Apesar de ser denominado imposto sobre transmissão, a lei permite a cobrança tanto na cessão quanto na transmissão. Logo, para que se possa fazer o registro de um imóvel adquirido, é obrigatório que antes se pague o ITBI.

• ITCD - Imposto de Transmissão causa Mortis e Doação - É um imposto estadual devido por toda pessoa física ou jurídica que receber bens ou direitos como herança, diferença de partilha ou doação.

Em se tratando de Reestruturação Tributária, alguns impostos podem ser planejados, como é o caso do Imposto de Renda da Pessoa Física. É importante que o Produtor Rural não deixe para se preocupar somente no final do exercício ou na data da entrega da declaração, pois poderá ficar insatisfeito com o valor a ser pago de imposto. Para que isso não ocorra é que se deve fazer um planejamento tributário, que também pode ser chamado de Elisão Fiscal, onde se tem como objetivo reduzir o pagamento de impostos, o que não pode ser confundido com a Evasão Fiscal, mais conhecido como Sonegação Fiscal.

A Sonegação ou Evasão Fiscal é utilizada ilegalmente, pois evitam o pagamento de taxas e impostos. O que também caracteriza a Evasão Fiscal é a omissão de dados e falsas declarações. Já o Planejamento Tributário ou Elisão Fiscal, permite que se diminuam os encargos de forma legal e planejada.

Algumas das finalidades do Planejamento Tributário são:

• Evitar a ocorrência do fato gerador - Sem o fato gerador, o tributo não é devido, como por exemplo, na Retirada Particular de um dos sócios do negócio, onde o ideal é realizar uma antecipação de lucros e não uma retirada por meio do Pró-Labore, já que o mesmo gera INSS de 20% e IR Retido na Fonte que pode variar de 7,5% à 27,5%.

• Reduzir a base de cálculo do tributo - Uma das formas de redução da base de cálculo está em fazer parceria entre dependentes. Exemplo: Na declaração do IR onde o Produtor Rural declara sua esposa como dependente, ele terá somente uma redução por tê-la como dependente, já se ela fosse parceira na atividade rural ele teria uma redução no faturamento de acordo com um percentual estabelecido através de contrato, onde seria mais vantajoso na hora de pagar o IRPF. Vale salientar que se o casal for casado em regime universal de bens, não é necessário o contrato de parceria, sendo que deverá ser declarado 50% para cada um dos cônjuges.

• Retardar o pagamento do tributo, sem a ocorrência de multa - No caso de retardar o pagamento do tributo devido, a contabilidade deverá ser escriturada por meio do regime de caixa, onde podemos efetuar uma venda em um período e recebê-la em outro. Exemplo: Ocorreu uma venda de soja, milho, arroz e gado em dezembro, onde o recebimento será em janeiro do ano subseqüente, a tributação será feita na hora do recebimento, ou seja, no próximo período.

É pensando em todas as situações acima, que a Safras & Cifras oferece aos Produtores Rurais uma análise prévia do Imposto de Renda para os exercícios seguintes, na qual chamamos de "CALCIR - Cálculo do Imposto de Renda".

Nesta análise constam às receitas e despesas já realizadas no período em análise, bem como as receitas e despesas projetadas até 31 de dezembro. Ainda poderão conter no "CALCIR", outros dados como os provenientes da atividade urbana, tais como recebimento de aluguéis, previdência privada e outros.

A finalidade deste relatório é o acompanhamento do valor do imposto de renda que o Produtor Rural terá que pagar no ano seguinte, permitindo com isso, fazer uma reestruturação administrativa, de forma que resulte no pagamento de menos imposto, de acordo com o que é permitido pela legislação vigente.

Autores:

Liandra Portantiolo Krüger
Bacharel em Administração de Empresas, Pós-Graduanda em MBA em Finanças Empresariais
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Lizandra Blaas
Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduanda em Lato Sensu em Ciências Contábeis
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Tracy Correa da Silva
Acadêmica em Ciências Contábeis

ITR 2010 - as principais informações para elaborar a declaração do seu imóvel

Chegamos ao mês de setembro com ele a necessidade de entrega da Declaração de ITR. Neste momento, anterior ao preenchimento e transmissão da declaração, é hora de avaliarmos as declarações de anos anteriores e analisarmos os principais itens a serem declarados no ITR 2010.

Neste ano, tivemos uma alteração no período de entrega da declaração, conforme a Instrução Normativa no 1.058 o prazo para entrega da DITR será de 01 de setembro de 2010 até 30 de setembro de 2010.

Cumprindo o nosso papel de orientar e assessorar os produtores rurais de forma preventiva, enumeramos abaixo as principais questões que devem ser observadas no preenchimento da DITR 2010.

1. Processos de fiscalização de ITR

Até o ano de 2009, as fiscalizações na DITR se restringiam basicamente as áreas de interesse ambiental e aos valores de terra nua declarados. A partir de então, vimos que as atenções também estão voltadas à distribuição de áreas e a exploração do imóvel, o que tem por objetivo verificar como está o Grau de Utilização do Imóvel.

Nos processos em que a SAFRAS & CIFRAS tem sido contratada para elaborar as defesas, além deste incremento no conteúdo das intimações fiscais, temos observado também um aumento no número de intimações emitidas pela Receita Federal do Brasil (RFB). A partir de 2009, quando se intensificou a adesão dos municípios ao convênio com a RFB, o número de municípios passíveis de fiscalização pela RFB foi reduzido significativamente. Assim, desde o segundo semestre de 2009 até o presente momento, vimos um grande aumento no número de produtores intimados a prestar esclarecimentos à RFB sobre as declarações de ITR.

Assim, além dos cuidados tradicionais com o Valor da Terra Nua (VTN) e Áreas de Interesse Ambiental, devemos dar a devida atenção para a documentação que comprove o uso do imóvel (fichas de vacinação, notas fiscais de venda de grãos, etc.). Portanto, estas alterações que estão sinalizando um maior poder de fiscalização da RFB se refletem diretamente na elaboração da Declaração de ITR e na organização da documentação que comprova os dados declarados.

2. Municipalização do ITR

No final de 2008 foram definidos todos os requisitos e condições necessárias para a celebração do convênio entre as Prefeituras Municipais e a Receita Federal do Brasil (RFB). Dessa forma, a partir de 2009 observamos uma adesão em massa dos municípios brasileiros ao convênio com a RFB.

Com este convênio, os municípios são beneficiados com 100% do valor de arrecadação do ITR. Historicamente, 50% dos recursos oriundos do ITR eram destinados à união e 50% aos municípios, portanto a municipalização do ITR surgiu como uma oportunidade de aumento nas receitas das administrações municipais.

Em algumas regiões do país, já observamos a mobilização dos produtores através dos sindicatos rurais, no sentido de formar um consenso junto a prefeitura municipal quanto ao valor médio da terra nua.

Entre as disposições da legislação que regulamenta este convênio, temos a importante definição da possibilidade de perda do convênio, caso o município conveniado deixar de:
a) informar os valores de terra nua por hectare (VTN/ha), para fins de atualização do Sistema de Preços de Terras (SIPT) da RFB; e
b) cumprir as metas mínimas de fiscalização definidas pela RFB, observadas as resoluções do Comitê do Imposto Territorial Rural (CGITR).

Portanto, considerando o potencial de arrecadação a ser acrescido, o conhecimento do poder público municipal sobre as áreas rurais e o valor das mesmas, além das metas de fiscalização, podemos concluir que as declarações de ITR terão uma importância cada vez maior.

3. O ITR e o imposto a ser pago

O ITR é pago sobre o Valor da Terra Nua Tributável e a sua alíquota é progressiva, aumentando conforme o tamanho da área do imóvel.

Considerando que os imóveis rurais têm sofrido uma valorização nos últimos anos, o VTN declarado tem aumentado com freqüência. Este fato tem impactado de forma significativa o valor do imposto a pagar, assim como se reflete diretamente no valor da Contribuição Sindical Rural.

Dessa forma, a única forma de planejar uma redução nos valores devidos é reduzindo o tamanho do imóvel, de forma a alterar a alíquota do imposto a pagar. Este trabalho de Estruturação Fundiária pode contribuir de forma significativa para economia no ITR e na Contribuição Sindical Rural. As formas de estruturação foram objetos de outros artigos já publicados pela SAFRAS & CIFRAS, portanto não nos aprofundaremos neste tema no presente artigo. De qualquer forma, estamos a disposição no Fale Conosco através do nosso site para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

4. O ITR e as Áreas de Interesse Ambiental

As Áreas de Interesse Ambiental são isentas do ITR. Nesta categoria, são enquadradas principalmente as Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, além de outras áreas.

Todo produtor que declarar a existência de Áreas de Interesse Ambiental no ITR deverá apresentar obrigatoriamente o Ato Declaratório Ambiental (ADA).

Além disso, em um eventual processo de fiscalização, pode ser exigida a comprovação destas áreas. Assim, é muito importante a precisão nesta informação e a apresentação do ADA, para garantir isenção sobre as mesmas.

5. O ITR e o Imposto sobre Ganho de Capital

O Imposto de Renda sobre o Ganho de Capital é calculado sobre a diferença de valores entre o custo de aquisição e o valor de alienação do imóvel.

Para quem adquiriu imóvel rural a partir de 1997, pode ser utilizado o Valor da Terra Nua (VTN) declarado no ITR para calcular o imposto. Portanto, a DITR pode ser uma importante ferramenta de estruturação tributária e contribuir de forma significativa para redução ou aumento do valor a pagar.

6. O ITR e a Certidão Negativa de Débitos (CND)

Cada imóvel rural possui um Número de Inscrição na Receita Federal (NIRF), o qual pode ser comparado ao CPF para a pessoa física, pois este é o número que identifica o imóvel.

Sempre que o proprietário for retirar financiamento com garantia real ou alterar alguma informação na matrícula do imóvel será necessária a entrega da Certidão Negativa de Débitos (CND) do imóvel.

Existindo pendências, seja por falta de pagamento, ausência de entrega ou erros no preenchimento da DITR, a CND ficará indisponível. Dessa forma, a necessidade da emissão da CND com urgência pode impedir a liberação de crédito, até que a situação do imóvel seja regularizada junto a Receita Federal.

7. Considerações finais

Analisando as mudanças ocorridas neste último ano, principalmente aquelas ligadas a Fiscalização e Municipalização do ITR, podemos verificar o grande impacto que está ocorrendo em termos de aumento do Imposto Territorial Rural e Contribuição Sindical Rural. Assim, torna-se ainda mais importante a precisão no preenchimento da declaração e, em alguns casos, a realização de uma Estruturação Fundiária bem planejada, com a finalidade de declarar os imóveis da forma mais conveniente ao produtor rural e promover, dentro da legislação vigente, uma economia tributária significativa.

Autor:
Murilo Damé Paschoal
Engenheiro Agrônomo e consultor SAFRAS & CIFRAS

Gestão de pessoas na pecuária

Todo projeto é desenvolvido e executado por pessoas! Bons funcionários geram bons resultados!


Os projetos na pecuária envolvem elevados montantes financeiros imobilizados em bens de produção, como: terra, máquinas e equipamentos. Além da grande mobilização em capital de giro do negócio para o custeio da compra de animais, pagamento de funcionários, pastagens, fertilizantes, alimentação do gado, manutenção das benfeitorias e máquinas, combustíveis, impostos, dentre outros.

Todos esses investimentos na estruturação e operação da fazenda e o planejamento estratégico do negócio serão desenvolvidos e executados por pessoas. Por isso, a gestão das fazendas produtoras de gado precisa ser adequada com uma nova abordagem dos funcionários das áreas administrativa, gerencial e operacional para garantir melhores resultados. Fazendo valer a "equação" que diz que bons funcionários geram bons resultados.

Para ter funcionários motivados e comprometidos com os objetivos da fazenda é preciso adotar ações dirigidas antes da contratação, na contratação, e durante o exercício das funções.

Antes da contratação é necessário desenvolver o plano dos recursos humanos a partir da definição das estruturas organizacional, funcional e processual da fazenda.

Na estrutura organizacional segmentam-se as áreas específicas de gestão e trabalho, além do nível hierárquico, determinando os cargos e as suas subordinações. A estrutura funcional está relacionada com as funções e atividades a serem desempenhadas por cada cargo. E por último, a estrutura processual trata de como as atividades serão realizadas.

A partir desse planejamento determina-se a política de remuneração. Essa é uma excelente ferramenta na gestão de pessoas, e tem o objetivo de tratar os assuntos de salário fixo, remuneração variável, benefícios e carreira. A vantagem dessa ferramenta é a definição clara da relação existente entre os salários e os cargos, trazendo como resultado o equilíbrio interno dos interesses e perspectivas, e ainda, um equilíbrio em relação ao ambiente externo à fazenda devido ajuste da realidade de mercado.

Após o processo de recrutamento e seleção, realiza-se a contratação. Nesse momento apresenta-se formalmente o cargo e as funções ao novo colaborador da fazenda.

Independente do cargo e do nível de escolaridade dos contratados, esse processo, além de profissionalizar o setor, é sinônimo de motivação aos funcionários, que têm a impressão de organização empresarial da fazenda.

Durante o processo de execução do trabalho, a gestão dos funcionários começa pelo repasse formal das tarefas de acordo com a periodicidade (diária, semanal, mensal, etc.), e tem seqüência com o controle dos resultados de cada tarefa. Isso garante o bom desempenho do trabalho, e, por conseguinte o resultado da fazenda. Além disso, para mantermos os colaboradores rurais motivados durante o exercício do trabalho da fazenda, podemos destacar os seguintes pontos:

1. Propósito e sentido do trabalho: o funcionário precisa sentir que o trabalho que está fazendo é importante e tem uma razão de ser. Tem que sentir a responsabilidade da função desempenhada, e de que forma ela encaixa no objetivo maior da fazenda;

2. Confiança e respeito: todo funcionário, independente do seu nível hierárquico, precisa ser tratado com respeito e confiança em todas as interações e circunstâncias;

3. Comunicação e informação: o funcionário tem o direito e deve ser estimulado a fazer perguntas e ouvir as respostas, mantendo-o informado dos aspectos do cargo e da função, e dos assuntos da administração e organização da empresa;

4. Reconhecimento: todo funcionário precisa ser reconhecido pelo esforço realizado. O que poderá ser feito por gestos ou palavras, em público e em particular;

5. Autonomia e flexibilidade: deve-se dar a oportunidade ao funcionário de determinar como melhor fazer o seu trabalho;

6. Envolvimento e encorajamento: devem-se envolver os funcionários nas decisões e encorajá-los a fazê-las, considerando suas opiniões sobre os processos do trabalho;
7. Aprendizagem e crescimento: oferecer oportunidades de aperfeiçoamento e capacitação para desempenharem melhor suas funções, aliando a isso gradativos graus de entusiasmo, responsabilidades e desafios.

Assim, estabelece-se um relacionamento harmônico e colaborativo entre os líderes e os liderados de forma a gerar o comprometimento necessário para atingir os resultados projetados e agregar valor econômico para a fazenda e valor social para as pessoas. Para tanto, é necessário atrair, contratar e reter colaboradores com as competências a seguir (quadro).

Competências para o colaborador da fazenda:


 
Fonte: Fleury, M. T. L, 2001.

Por tudo isso, que para ter êxito nos projetos pecuários é necessário aplicar na prática os conhecimentos da Gestão de Pessoas em nossas fazendas através das seguintes atitudes:
1. Adequar a abordagem dos funcionários à realidade empresarial de gestão;
2. Estruturar o Plano de Recursos Humanos;
3. Atrair, contratar e reter colaboradores competentes;
4. Motivar os colaboradores.

Autor:
Marco Aurélio Nunes
Diretor Executivo da Marco Rural Consultoria em Agronegócios, Especialista em Gerenciamento de Projetos pela FGV, em Produção de Ruminantes pela Esalq/USP, Veterinário pela UFU

Projeto da Embrapa pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividadades

A integração lavoura pecuária promete resolver um problemão que muitos criadores enfrentam nessa época do ano: a falta de comida pro gado.

Bem-estar de bezerros. Parte 1: Instalações

Muitos fatores contribuem para o bem-estar de bezerros em fazendas leiteiras, incluindo instalações e ambiente; manejo nutricional e sanitário; manipulação e interação com o tratador; dinâmica de rebanho; e práticas comuns de transporte, de descorna, remoção do teto e eutanásia.

Garantir e avaliar o bem-estar de bezerras em fazendas leiteiras é um desafio complexo, especialmente porque a terminologia e os fatores que contribuem para avaliar o bem-estar dos animais de produção, como os bezerros leiteiros, não foram claramente definidos dentro da comunidade científica.

Bem-estar tem sido descrito como um estado dinâmico, pois processos fisiológicos tais como o envelhecimento, as respostas imunológicas e hormonais, o crescimento e o estresse, podem apresentar flutuações normais, cíclicas, circadianas. Também em constantes alterações em sistemas de criação estão as influências ambientais, tais como temperatura e umidade, os programas nutricionais, ou sociais e comportamentais, interações com animais contemporâneos e tratadores que podem influenciar o bem-estar dos bezerros. Esta situação dinâmica e interdependente representa um desafio em avaliar o bem-estar do bezerro leiteiro. Trabalhos científicos têm sugerido uma metodologia para avaliar o bem-estar dos animais de produção agrícola que utilizam um sistema integrado de indicadores, incluindo patologias, alterações fisiológicas, desempenho ou produção, além de parâmetros comportamentais. Outra abordagem multidisciplinar para avaliar o bem-estar reconhece três componentes básicos, incluindo a fisiologia (saúde, doença e produção); mente animal (sentimentos, sofrimento) e a natureza animal (comportamento e condições naturais).

Segundo pesquisadores ingleses "bem-estar é um termo amplo que engloba o físico e o bem-estar mental do animal. Qualquer tentativa de avaliar o bem-estar, portanto, deve considerar os sentimentos dos animais que podem ser derivadas de sua estrutura e funções e também do seu comportamento." Assim, o conhecimento do comportamento do bezerro leiteiro auxilia na avaliação do bem-estar dos bezerros em fazendas leiteiras. O comportamento inclui os comportamentos básicos de repouso, em pé, comendo, bebendo, ruminando, andando e brincando. A duração e frequência destes comportamentos mudam com a idade, e são influenciados por fatores como o tipo de piso e da disponibilidade de espaço.

Certas medidas de desempenho têm sido correlacionadas com o comportamento ou com as atividades diárias dos animais. Por exemplo, proporcionar um ambiente adequado para o descanso tem resultado em aumento médio no ganho diário de bezerros leiteiros jovens. Outras medidas comportamentais podem não mostrar correlações estatísticas com parâmetros de desempenho importantes para o produtor de leite, mas podem ser usadas como medidas de bem-estar. A expressão do comportamento de brincar em bezerros tem sido sugerida como um indicador de bem-estar positivo, porque animais jovens de muitas espécies são motivados a jogar, uma vez que suas necessidades primárias são satisfeitas. Fornecer maior espaço disponível para os bezerros, criados individualmente ou em grupo, aumenta apenas a duração e o tipo de brincadeira locomotora (ou seja, saltar, correr, e empurrar com a cabeça) em comparação com os bezerros alojados em áreas menores.

Ambientes satisfatórios para bezerros recém-nascidos e em crescimento devem proporcionar conforto físico, térmico, psicológico e comportamental. Cada uma dessas áreas pode ser uma fonte de estresse para os bezerros, que posteriormente podem predispor os animais a comprometimento de sua resposta imunitária, das taxas de crescimento, e finalmente do bem-estar propriamente dito.

Embora o conforto térmico e físico do ambiente para bezerros tenha sido amplamente avaliado, apenas recomendações gerais foram desenvolvidas para satisfazer as necessidades psicológicas e comportamentais específicas de bezerros leiteiros. As necessidades psicológicas e comportamentais em um ambiente incluem a ausência de frustração, o sentimento de segurança e ausência de possibilidade de lesão, comportamento social de rebanho e interações com o tratador adequadas.

O conforto térmico inclui um ambiente com temperatura amena e sem extremos de temperatura. O estresse por frio ou calor afeta bezerros mais jovens, doentes ou feridos de forma muito mais severa do que animais saudáveis e mais velhos. O conforto térmico para os animais é quantificado como a zona térmica neutra, que varia de 15° C a 25° C para bezerros jovens. Dentro da zona térmica neutra, o bezerro mantém a temperatura corporal (homeotermia) por constrição ou dilatação dos vasos sanguíneos, alterando posturas e comportamentos para conservar ou dissipar o calor, além de alterações nas propriedades isolantes da pelagem. Abaixo de 15 º C (temperatura crítica inferior) o bezerro começa a desviar a energia para manter sua temperatura corporal, de forma que energia extra deva ser incluída na dieta.

Outros fatores que podem afetar a zona térmica neutra de um bezerro são a espessura e teor de umidade da pelagem do animal e a capacidade de se adaptar a baixas temperaturas ao longo do tempo. O estresse por frio também pode ser responsável por diminuir a taxa de absorção do colostro em bezerros recém-nascidos.

A temperatura crítica superior (25° C) ocorre quando o bezerro não consegue dissipar o calor metabólico de forma suficiente para se manter em homeotermia. Geralmente, o consumo de ração é voluntariamente reduzido, diminuindo o calor produção gerado pela digestão e absorção dos nutrientes, o que acaba resultando em redução no desempenho.

O conforto físico do ambiente inclui o espaço disponível, a qualidade ou as condições do espaço, e as superfícies com as quais o bezerro tem contato. O espaço disponível para o bezerro deve ser suficiente para permitir a comportamentos normais de alimentação e consumo de água, repouso e excreção, além de locomoção. Bezerros (nascimento a 2 meses) alojados em baias ou abrigos individuais devem ter aproximadamente 10 m² de espaço, enquanto bezerros alojados em grupos devem ter um mínimo de 8,5 m² por animal.

Uma vez que bezerros passam a maior parte do seu tempo deitado, as condições da área de descanso são importantes para o bem-estar dos bezerros. Baias coletivas ou abrigos individuais situados ao nível do solo são geralmente providos de cama natural para os animais. Dependendo do clima e do tipo de revestimento, materiais de cama são opcionais para a elevação da instalação de forma que animal se deite em local sempre seco e limpo, características importantes da área de descanso. Pisos sem cama devem prover atrito suficiente para evitar escorregamento.

A qualidade do ar também é importante para o conforto físico do bezerro. Altas concentrações de gases tóxicos tais como amônia, podem causar danos ao epitélio pulmonar. Esses gases são frequentemente associados com o acúmulo de urina e esterco ou a circulação de ar limitado em espaços fechados. O limite máximo de 25 ppm de concentração de gás amônia tem sido sugerido para as instalações de bezerros.

Os objetivos gerais das instalações para bezerros são a proteção dos extremos térmicos e climáticos, acesso adequado ao alimento, garantir a segurança no que diz respeito a ferimentos e controlar a saúde e bem-estar dos bezerros. Tanto os sistemas de instalação individual quanto em grupo podem ser projetados para atender a todas estas necessidades. No entanto, muitos tipos de instalação podem atender todas estas premissas em relação ao bem-estar, mas o sucesso ainda depende de gestão adequada.

A maioria das instalações nos Estados Unidos atualmente não segue regulamentação quanto ao tipo ou tamanho, muito embora tenhamos uma sinalização de que este tema será debatido pelo consumidor num futuro próximo. Por outro lado, a União Européia está começando a regulamentar as instalações para bezerros com necessidade de espaço que permita que os animais se virem ou se deitem sem tocar em qualquer lado da instalação ou deitar-se sem tocar no lado oposto do recinto. Bezerros em aleitamento são muito suscetíveis a patógenos, mas abrigos individuais podem minimizar a propagação da doença, uma vez que reduzem o contato entre animais. Abrigos individuais ou baias coletivas permitem que o tratador observe os animais periodicamente e faça o diagnóstico de problemas de saúde e alterações no consumo de alimento de forma individual, além de permitir a contenção do animal no caso de necessidade de tratamento ou práticas de manejo. A desvantagem dos abrigos individuais é que os animais não podem interagir e esse isolamento pode ter impacto no desenvolvimento de comportamentos sociais dos animais.

Bezerros recém-nascidos são normalmente alojados individualmente em abrigos, normalmente colocados diretamente no solo, com pequena área externa para locomoção dos animais. Estes abrigos são geralmente construídos em fibra de vidro, polietileno ou madeira. Bezerros podem escolher entre o ambiente exterior ou interior, e são amarrados ao abrigo ou este tem uma cerca de perímetro. Em algumas situações existe a necessidade de colocação de cama, como palha ou serragem, para manter o bezerro seco e confortável. A correta limpeza e gestão da cama em abrigos individuais é muito trabalhosa e acaba não funcionando de forma adequada. Quando o bezerro é removido de um abrigo, este deve ser limpo e higienizado, além de ter a cama substituída antes da colocação de outro bezerro. Durante período de chuva, o solo imediatamente fora do abrigo pode ficar enlameado devido à má drenagem do solo, havendo necessidade de realocação para aliviar as condições de barro. Essa possibilidade de deslocar abrigos individuais auxilia a redução de estresse pelo frio.

Já as baias coletivas são baseadas no princípio de que os bezerros leiteiros são animais de rebanho, e o alojamento em grupo permite o desenvolvimento de comportamento social. O alojamento coletivo permite o exercício e o jogo entre bezerros dentro do grupo. Normalmente, de dois a seis bezerros são agrupados para facilitar a observação de cada animal. Conforme os animais crescem, estes pequenos grupos podem ser combinados. Além disso, alojamento coletivo pode reduzir a mão de obra envolvida com o tratamento de bezerros, além de ser um ambiente mais rico em estímulos quando comparado ao alojamento individual. Uma desvantagem deste tipo de alojamento é a possibilidade de desenvolvimento de mamada cruzada, que é um comportamento considerado problemático e que pode resultar em lesões no umbigo ou úbere do animal mamado. Além disso, alguns animais desenvolvem o hábito de beber urina associado ao comportamento de mamada cruzada. Já tratamos em outros radares algumas práticas de manejo que podem reduzir este problema, principalmente em animais já desaleitados.

Tem crescido a adoção de alojamento coletivo como consequência da popularização dos sistemas automáticos de aleitamento. Nestes sistemas o animal pode consumir leite ad libitum ou com quantidade programa e controlado por computador de acordo com sua idade e manejo nutricional. Embora muitos trabalhos venham mostrando benefício deste tipo de alimentação por ser semelhante à maneira como o animal se alimentaria normalmente, estes sistemas podem ter várias desvantagens. Diarréias e doenças respiratórias podem se espalhar mais rapidamente quando este tipo de alojamento e de alimentação é adotado. A concorrência por um número limitado de bicos pode alterar comportamentos de alimentação, especialmente quando ocorre a introdução de novos animais ao grupo. Além disso, esses sistemas podem dificultar o tratador no que se refere ao acompanhamento do consumo de alimentos de forma individual de bezerros dentro do grupo.

De maneira geral, qualquer tipo de instalação para bezerros pode ser adequado do ponto de vista de bem-estar desde que atenda as premissas básicas de local limpo e seco, acesso ao alimento e água, sombra, controle de temperaturas extremas e interação com animais contemporâneos.

No próximo radar técnico vamos tratar de bem-estar de bezerros leiteiros do ponto de vista nutricional. Até mais!

Referências

Carolyn Stull & Jim Reynolds. Calf Welfare. Veterinary Clinical Food Animal, v. 24, p. 191-203, 2008.

Autores:

Carla Maris Machado Bittar
Professora do Depto. de Zootecnia - ESALQ/USP
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Lucas Silveira Ferreira
Aluno de Doutorado em Ciência Animal e Pastagem - ESALQ/USP

Conheça o manejo de jumentos e éguas

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Virbac compra de linhas de produtos da Intervet

A multinacional veterinária francesa Virbac acertou a compra de seis linhas de produtos, sendo dois para suínos e quatro para bovinos, da americana Intervet/Schering-Plough. Em março deste ano, a Merial (controlada pela francesa Sanofi-Aventis) fundiu suas operações com a Intervet (controlada pela americana Merck), criando a maior indústria veterinária do mundo, com faturamento estimado em cerca de US$ 16,5 bilhões.

A negociação envolvendo duas vacinas para suínos, um anti-inflamatório, um antiparasitário, um hormônio e um antimicrobiano bovino é resultado das recomendações antitruste da fusão entre a Intervet e a Shering-Plough, em 2008.

De qualquer forma, o negócio representa mais um passo da consolidação da indústria veterinária mundial e brasileira. Além de Intervet e Merial, em janeiro a americana Pfizer assumiu o controle da concorrente farmacêutica Wyeth e levou para o seu portfólio os negócios veterinários da Fort Dodge. Além disso, no mês passado, a Phibro, com sede nos EUA, adquiriu a Abic Laboratórios, divisão veterinária da israelense Teva Pharmaceutical.

"Decidimos adquirir produtos para bovinos e suínos porque, no Brasil, esses dois segmentos representam aproximadamente 70% do mercado da indústria veterinária nacional. Além disso, o Brasil é o país que apresenta o maior potencial de crescimento no fornecimento de carnes, o que vai demandar também produtos veterinários", afirma Clóvis Bernardes de Souza Jr., diretor-geral da Virbac no Brasil.

No mundo, a Virbac teve receita de € 467 milhões em 2009. Desse total, as operações na América Latina representaram 6,5%. Na média do mercado veterinário mundial, o bloco latino-americano representa 12% das vendas.

"Estamos prospectando novas oportunidades de negócios, buscando produtos que sejam complementares às linhas que já temos, mas também estamos ansiosos para que as operações entre Intervet e Merial, bem como entre Pfizer e Fort Dodge, sejam concluídas. Acreditamos que a partir daí outras oportunidades para aquisição de produtos possam ser geradas", afirma Souza Jr.

A matéria é de Alexandre Inacio, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

Reino Unido: indústria lança plano de bem-estar animal

Uma estratégia inovadora liderada pela indústria visando o bem-estar das vacas leiteiras no Reino Unido foi lançada na última semana. A estratégia chamada Dairy Cow Welfare, que inclui um plano de ação da indústria, destaca a performance de bem-estar nas fazendas britânicas e identifica o potencial para mais melhorias dentro da indústria.

Desenvolvida pela União Nacional dos Produtores Rurais (NFU, sigla em inglês), em conjunto com a Associação Veterinária Britânica, DairyCo, Holstein UK e Associação Real de Produtores Britânicos de Leite e Grupo de Saúde e Bem-Estar de Bovinos (CHAWG, sigla em inglês), a estratégia segue as recomendações feitas no ano passado pelo Grupo de Bem-Estar Animal Rural para melhorar o bem-estar de vacas leiteiras.

A estratégia tem cinco metas principais: melhorar o bem-estar das vacas leiteiras; estabelecer um grupo de prioridades fixadas pela indústria; determinar metas e áreas de responsabilidade; reconhecer que o bem-estar é dependente dos funcionários rurais; e gerar mais entendimento entre os consumidores e uma percepção mais positiva sobre bem-estar de vacas leiteiras na Inglaterra. O progresso será revisto anualmente pelo CHAWG.

O presidente do braço do setor leiteiro da NFU, Mansel Raymond, disse que as fazendas leiteiras britânicas já operam com altos padrões mundiais de bem-estar animal, mas que existe espaço para melhora. "Essa estratégia é única em determinar uma visão e um plano de ação para melhorar o bem-estar onde todos deverão participar", disse Raymond.

"É justo dizer que a indústria nem sempre tem uma base de evidências que precisa para se armar contra alegações negativas, e essa estratégia é o primeiro passo na identificação de qualquer lacuna em nosso conhecimento e na tomada de ações coordenadas para cuidar disso", completou.

O presidente do CHAWG, Tim Brigstocke, disse que o bem-estar das vacas leiteiras é uma das prioridades do grupo pelos próximos 12 meses e que a estratégia fornece um foco e um plano para a indústria sobre como as melhorias podem ser obtidas.

O veterinário do Governo britânico, Nigel Gibbons, descreveu a iniciativa da indústria no desenvolvimento de uma estratégia ambiciosa e encorajadora, reconhecendo o duro trabalho já feito pelos produtores de leite britânicos, mas também identificou onde mais melhorias podem ser feitas.

As informação são do Farmersguardian.com, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Desafios e solucões para as empresas rurais em sociedade familiar

O mundo mudou, negócios mudaram, e as relações familiares também mudaram e por conseqüência a relação família x negócios também foi alterada.

Mais de 95% das propriedades rurais brasileiras são exploradas e geridas pela própria família.

Os fundadores (pais) construíram o patrimônio, algumas vezes com a participação dos filhos mais velhos e em outras com a participação de todos os filhos.

O tempo passou muito rápido, os filhos cresceram, constituíram família, alguns trabalham com os pais outros exercem outras atividades fora da empresa familiar.

Até um determinado período da vida da empresa, os pais ao mesmo tempo em que eram proprietários eram controladores exclusivo dos negócios.

Como no mundo que vivemos tudo é muito rápido, os pais não tiveram tempo de estruturar uma sociedade da família no negócio, e hoje, os filhos estão adultos e casados.

Muitos filhos dependem dos negócios dos pais, sendo que a necessidade financeira de cada uma das famílias dos filhos que trabalham na propriedade também aumentaram.

Como as retiradas financeiras começaram a aumentar, mas nem todos os filhos tem as mesmas necessidades de recursos, sendo que alguns nem na propriedade trabalham, e estas diferenças de retiradas dos recursos financeiros da empresa entre os irmãos começam a gerar atritos entre eles.

Os pais, vendo a relação familiar, começando a se deteriorar, ao mesmo tempo que começam a perder o poder total de controlador exclusivo da empresa, passam a sentir uma enorme frustração pela falta de um bom relacionamento dos filhos, assim como a perda de sustentabilidade econômica do negócio, que tanto lutaram para construir.

O que os pais nunca fizeram foi estruturar a Organização do Negócio Familiar e Planejar a Sucessão (Transição), achando que seriam eternos e que sempre poderiam controlar tudo sozinhos.

Além de todas as dificuldades que se apresentam na relação familiar, o futuro desta empresa familiar se nada for feito com a presença dos pais, será o fracionamento da mesma quando ocorrer a Sucessão por morte, perdendo toda a sua competitividade de ser explorada como uma única unidade de produção.

A propriedade que era explorada como uma única unidade de produção com toda a sua estrutura de (armazenagens, irrigação, construções em geral, estradas, diferenças de solo e topografia, etc.) terão que passar por um processo de divisão, o que por si só cria uma enorme dificuldade de localização das áreas dos sucessores além da perda de competitividade pela diminuição da escala.

Os senhores poderão estar perguntando-se, mas Sucessões sempre ocorreram, é verdade, mas muitos patrimônios se terminaram pelas brigas dos herdeiros ou pela inviabilidade econômica do tamanho dos que ficaram após a divisão.

Atualmente, soma-se ao que falamos anteriormente, a necessidade dos filhos de trabalharem nos negócios dos pais, além dos novos vínculos conjugais existentes, que poderão no futuro trazerem sérias conseqüências a relação familiar e ao patrimônio.

Existem soluções que permitem manter a unidade familiar com a sustentabilidade e crescimento econômico da empresa, onde serão atingidos os objetivos dos pais que é a união da família, com proteção dos filhos e crescimento do patrimônio que os mesmos constituíram ao longo das suas vidas.

Estas soluções passam por técnicas de Estruturação da Empresa Rural Familiar na Organização do Negócio e Planejamento da Sucessão (Transição).

Assim como existem uma enorme quantidade de técnicas para produzir, grãos, carnes, leite, algodão, hortifrutigranjeiros, madeira, etc., também tem tecnologia que permite implementar ferramentas de Gestão na condução de uma empresa rural.

O processo envolve as seguintes fases:
• Estruturação do Negócio.
• Estruturação do Patrimônio.
• Estabelecimento de regras para a família, através de um instrumento denominado (Protocolo Familiar).
• Estabelecimento de remuneração diferenciada, EMPRESA / FAMILIA / NEGÓCIO.
• Estabelecimento de formas de transferência do Patrimônio.
• Estruturação tributária.

Quais vantagens são obtidas com este processo de estruturação?
• Pais manterão o poder sobre o patrimônio de forma vitalícia.
• Pais ficarão com o direito de venda sobre os ativos se assim desejarem.
• Na falta dos pais, o poder sobre o patrimônio e por conseqüência o direito de uso dos bens passará para os filhos.
• Redução das possíveis brigas familiares e o custo da transmissão aos sucessores.
• Os bens recebidos por herança não se comunicarão com os cônjuges dos filhos, exceto os casados em comunhão universal de bens.
• Proteção do patrimônio da família contra eventual despreparo financeiro.
• Profissionalização da relação da família com o negócio.
• A exploração das propriedades será feita em conjunto, sem fracionamento da mesmas.
• Criação de Pessoas Jurídicas na propriedade da terra e exploração do negócio nas Pessoas Físicas e/ou Pessoas Jurídicas.
• Estabelecimento de contratos entre Pessoas Jurídicas e as Pessoas Físicas que exploram as atividades agropecuárias.
• Ajustes para nova forma de exploração entre as Pessoas Jurídicas e as Pessoas Físicas, com o objetivo de reduzir o custo dos impostos.
• Possibilita a remuneração diferenciada entre os filhos que trabalham no negócio e os que estão fora dele.
• Possibilita a criação de um Instrumento, denominado Protocolo Familiar, onde estão regrados todos os direitos e deveres da Sociedade Familiar.
• Pais e filhos passam a conhecer todo o negócio, o que por si só diminui a desconfiança entre os membros da família e como conseqüência ajuda a manter a unidade do mesmo, no presente e no futuro, garantindo o crescimento da empresa e o aumento da escala de produção.
• A propriedade passa a ser administrada como uma empresa, separando o que é família do que é negócio.
• Todo o novo patrimônio adquirido, automaticamente já entra na constituição Societária das Pessoas Jurídicas e ou Pessoas Físicas, mantendo o que foi estruturado e regrado na sociedade.
• Potencializa a tomada de crédito.
• Possibilita estruturar toda a parte Fundiária e Tributária do Patrimônio e do Negócio.

E por fim o mais importante, possibilita manter a união familiar, diminuindo os atritos, potencializando o crescimento da empresa em beneficio de todos.

A experiência da SAFRAS & CIFRAS, que vem trabalhando a 20 anos no setor agropecuário brasileiro e dentro deste período tem transformado um enorme número de Negócios Familiares em Sociedades Familiares, utilizando-se do processo que acabamos de ver, e tem como resultado deste trabalho, poder ver a felicidade dos pais, por terem conseguido manter a sua família unida, assim como o patrimônio protegido para seus filhos, além de terem a certeza de que o mesmo crescerá nas gerações, atual e futura.

A felicidade das pessoas e o sucesso dos negócios deverá ser buscado permanentemente e para atingir estes objetivos em Negócios Familiares, será necessário a organização dos mesmos.


Podemos afirmar que nós técnicos da SAFRAS & CIFRAS, somos extremamente felizes em podermos compartilhar da felicidade das famílias e do sucesso dos negócios das Empresas Rurais Familiares que adotaram o processo de SOCIEDADE FAMILIAR por terem vencidos os desafios e encontrado as soluções, que era o objetivo de todos que participaram da organização e implantação do mesmo.

Autores:
Cilotér Borges Iribarrem
Consultor SAFRAS & CIFRAS, Engenheiro Agrônomo, Pós Graduado em Economia,
Administração Rural e Produção Vegetal.
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Enio Borges de Paiva
Consultor Safras & Cifras, Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduando em Ciências Contábeis

Pergunte ao Rural Técnico - Colostro para silagem

Nesta quarta, dia 4, saiba como armazenar o colostro para fazer silagem. A repórter Priscilla Ferreira mostra quais são as vantagens de utilizar a sobra do colostro para a alimentação dos animais

Desafios e solucões para as empresas rurais em sociedade familiar

O mundo mudou, negócios mudaram, e as relações familiares também mudaram e por conseqüência a relação família x negócios também foi alterada.

Mais de 95% das propriedades rurais brasileiras são exploradas e geridas pela própria família.

Os fundadores (pais) construíram o patrimônio, algumas vezes com a participação dos filhos mais velhos e em outras com a participação de todos os filhos.

O tempo passou muito rápido, os filhos cresceram, constituíram família, alguns trabalham com os pais outros exercem outras atividades fora da empresa familiar.

Até um determinado período da vida da empresa, os pais ao mesmo tempo em que eram proprietários eram controladores exclusivo dos negócios.

Como no mundo que vivemos tudo é muito rápido, os pais não tiveram tempo de estruturar uma sociedade da família no negócio, e hoje, os filhos estão adultos e casados.

Muitos filhos dependem dos negócios dos pais, sendo que a necessidade financeira de cada uma das famílias dos filhos que trabalham na propriedade também aumentaram.

Como as retiradas financeiras começaram a aumentar, mas nem todos os filhos tem as mesmas necessidades de recursos, sendo que alguns nem na propriedade trabalham, e estas diferenças de retiradas dos recursos financeiros da empresa entre os irmãos começam a gerar atritos entre eles.

Os pais, vendo a relação familiar, começando a se deteriorar, ao mesmo tempo que começam a perder o poder total de controlador exclusivo da empresa, passam a sentir uma enorme frustração pela falta de um bom relacionamento dos filhos, assim como a perda de sustentabilidade econômica do negócio, que tanto lutaram para construir.

O que os pais nunca fizeram foi estruturar a Organização do Negócio Familiar e Planejar a Sucessão (Transição), achando que seriam eternos e que sempre poderiam controlar tudo sozinhos.

Além de todas as dificuldades que se apresentam na relação familiar, o futuro desta empresa familiar se nada for feito com a presença dos pais, será o fracionamento da mesma quando ocorrer a Sucessão por morte, perdendo toda a sua competitividade de ser explorada como uma única unidade de produção.

A propriedade que era explorada como uma única unidade de produção com toda a sua estrutura de (armazenagens, irrigação, construções em geral, estradas, diferenças de solo e topografia, etc.) terão que passar por um processo de divisão, o que por si só cria uma enorme dificuldade de localização das áreas dos sucessores além da perda de competitividade pela diminuição da escala.

Os senhores poderão estar perguntando-se, mas Sucessões sempre ocorreram, é verdade, mas muitos patrimônios se terminaram pelas brigas dos herdeiros ou pela inviabilidade econômica do tamanho dos que ficaram após a divisão.

Atualmente, soma-se ao que falamos anteriormente, a necessidade dos filhos de trabalharem nos negócios dos pais, além dos novos vínculos conjugais existentes, que poderão no futuro trazerem sérias conseqüências a relação familiar e ao patrimônio.

Existem soluções que permitem manter a unidade familiar com a sustentabilidade e crescimento econômico da empresa, onde serão atingidos os objetivos dos pais que é a união da família, com proteção dos filhos e crescimento do patrimônio que os mesmos constituíram ao longo das suas vidas.

Estas soluções passam por técnicas de Estruturação da Empresa Rural Familiar na Organização do Negócio e Planejamento da Sucessão (Transição).

Assim como existem uma enorme quantidade de técnicas para produzir, grãos, carnes, leite, algodão, hortifrutigranjeiros, madeira, etc., também tem tecnologia que permite implementar ferramentas de Gestão na condução de uma empresa rural.

O processo envolve as seguintes fases:
• Estruturação do Negócio.
• Estruturação do Patrimônio.
• Estabelecimento de regras para a família, através de um instrumento denominado (Protocolo Familiar).
• Estabelecimento de remuneração diferenciada, EMPRESA / FAMILIA / NEGÓCIO.
• Estabelecimento de formas de transferência do Patrimônio.
• Estruturação tributária.

Quais vantagens são obtidas com este processo de estruturação?
• Pais manterão o poder sobre o patrimônio de forma vitalícia.
• Pais ficarão com o direito de venda sobre os ativos se assim desejarem.
• Na falta dos pais, o poder sobre o patrimônio e por conseqüência o direito de uso dos bens passará para os filhos.
• Redução das possíveis brigas familiares e o custo da transmissão aos sucessores.
• Os bens recebidos por herança não se comunicarão com os cônjuges dos filhos, exceto os casados em comunhão universal de bens.
• Proteção do patrimônio da família contra eventual despreparo financeiro.
• Profissionalização da relação da família com o negócio.
• A exploração das propriedades será feita em conjunto, sem fracionamento da mesmas.
• Criação de Pessoas Jurídicas na propriedade da terra e exploração do negócio nas Pessoas Físicas e/ou Pessoas Jurídicas.
• Estabelecimento de contratos entre Pessoas Jurídicas e as Pessoas Físicas que exploram as atividades agropecuárias.
• Ajustes para nova forma de exploração entre as Pessoas Jurídicas e as Pessoas Físicas, com o objetivo de reduzir o custo dos impostos.
• Possibilita a remuneração diferenciada entre os filhos que trabalham no negócio e os que estão fora dele.
• Possibilita a criação de um Instrumento, denominado Protocolo Familiar, onde estão regrados todos os direitos e deveres da Sociedade Familiar.
• Pais e filhos passam a conhecer todo o negócio, o que por si só diminui a desconfiança entre os membros da família e como conseqüência ajuda a manter a unidade do mesmo, no presente e no futuro, garantindo o crescimento da empresa e o aumento da escala de produção.
• A propriedade passa a ser administrada como uma empresa, separando o que é família do que é negócio.
• Todo o novo patrimônio adquirido, automaticamente já entra na constituição Societária das Pessoas Jurídicas e ou Pessoas Físicas, mantendo o que foi estruturado e regrado na sociedade.
• Potencializa a tomada de crédito.
• Possibilita estruturar toda a parte Fundiária e Tributária do Patrimônio e do Negócio.

E por fim o mais importante, possibilita manter a união familiar, diminuindo os atritos, potencializando o crescimento da empresa em beneficio de todos.

A experiência da SAFRAS & CIFRAS, que vem trabalhando a 20 anos no setor agropecuário brasileiro e dentro deste período tem transformado um enorme número de Negócios Familiares em Sociedades Familiares, utilizando-se do processo que acabamos de ver, e tem como resultado deste trabalho, poder ver a felicidade dos pais, por terem conseguido manter a sua família unida, assim como o patrimônio protegido para seus filhos, além de terem a certeza de que o mesmo crescerá nas gerações, atual e futura.

A felicidade das pessoas e o sucesso dos negócios deverá ser buscado permanentemente e para atingir estes objetivos em Negócios Familiares, será necessário a organização dos mesmos.


Podemos afirmar que nós técnicos da SAFRAS & CIFRAS, somos extremamente felizes em podermos compartilhar da felicidade das famílias e do sucesso dos negócios das Empresas Rurais Familiares que adotaram o processo de SOCIEDADE FAMILIAR por terem vencidos os desafios e encontrado as soluções, que era o objetivo de todos que participaram da organização e implantação do mesmo.

Autores:

Cilotér Borges Iribarrem
Consultor SAFRAS & CIFRAS, Engenheiro Agrônomo, Pós Graduado em Economia,
Administração Rural e Produção Vegetal.
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Enio Borges de Paiva
Consultor Safras & Cifras, Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduando em Ciências Contábeis

Veterinária diz qual o número de galinhas por galo

Um único galo dá conta de cobrir quantas galinhas? A veterinária Alessandra Maria da Silva esclareceu a dúvida do seu Manoel Agenor, do município de Queimados, no Rio de Janeiro.


Como saber se a colostragem da minha bezerra foi realizada da forma correta?

Garantir a transferência de imunidade passiva durante as primeiras horas de vida é essencial para a sobrevivência de bezerras recém-nascidas. A transferência de imunidade passiva é determinada, principalmente, pela quantidade e qualidade de colostro consumida pelas bezerras nas primeiras 24 horas após o nascimento. Entretanto, infelizmente, determinar falhas de transferência passiva nas fazendas é relativamente difícil e quando estas são detectadas, muitas vezes os animais já adoeceram ou morreram.

De acordo com os principais trabalhos de pesquisa nesta área, uma colostragem é considerada inadequada quando a concentração de imunoglobulinas (IgG) no sangue das bezerras é inferior a 10 gramas de IgG por litro de soro (ou 1.000 mg/dl de soro).

Atualmente, um método bastante interessante e prático vem sendo utilizado para estimar, de forma indireta, o grau de transferência de imunidade passiva em bezerros, baseado na utilização de um refratômetro portátil (Figura 1), equipamento de custo relativamente baixo.



Figura 1. Exemplo de refratômetro portátil

O refratômetro funciona medindo o "brilho" de um feixe de luz quando este passa através de uma amostra de líquido. O equipamento então mede a quantidade de luz que é refratada, ou seja, "desviada" durante o caminho do feixe de luz pelos constituintes da amostra. Assim, quanto maior a quantidade de proteína da amostra, mais luz é "desviada" e, assim, o refratômetro faz a leitura.

Embora o refratômetro não seja fabricado para avaliar a quantidade de IgG no sangue, ele faz isso indiretamente, medindo a quantidade de proteínas totais. Como em bezerros recém-nascidos existe uma estreita correlação entre as imunoglobulinas absorvidas e o total de proteína no sangue (já que nas primeiras horas de vida a maior parte da proteína consumida no colostro é IgG), pode-se inferir que o valor obtido por leitura no refratômetro pode estimar a absorção de IgG pelos animais.

Os resultados com a utilização do refratômetro sugerem os seguintes valores de leitura de proteína total para estimar o nível transferência de imunidade passiva em bezerros:

- >5,5g/dL: transferência passiva de sucesso
- 5,0-5,4 g/dL: transferência passiva moderada
- <5,0 g/dL: transferência passiva insuficiente Porém, é importante ressaltar que valores de proteína no soro de 5,0 g/dL equivalem a cerca de 1.000 mg/dL (ou 10g/L) de concentração de imunoglobulinas (IgG) no sangue, valores considerados ótimos e equivalentes a uma boa colostragem. Assim, os resultados das leituras podem ser utilizados com menor rigor, sem afetar a eficiência do método, considerando então que valores >5 g/dl são indicadores de sucesso na transferência de imunidade passiva.

O refratômetro é bastante preciso na aferição do índice de luz refratada, o que está intimamente relacionada com a taxa de proteína total no sangue. Porém, alguns pontos devem ser considerados para que os resultados sejam os mais próximos da realidade, tais como:

- A qualidade do instrumento: alguns equipamentos podem ser suficientemente precisos em uma aferição geral da proteína total. Entretanto, podem não ser ideais para diferenciar pequenos incrementos, como por exemplo, valores entre 5,1 e 5,2. Porém, ao comprar um refratômetro, deve-se ter em mente de que se trata de mais uma ferramenta para melhorar a gestão na criação dos animais, e não de um equipamento preciso.

- A idade do animal: a relação entre a proteína sérica total e IgG sofre alterações com o avanço da idade das bezerras. Absorção de proteínas da dieta, ou seja, que não são IgG vindas do colostro, podem resultar em "falsos positivos". Portanto, é essencial determinar as medidas do refratômetro em bezerras com idade entre um dia e menos de 3 dias de idade. Também é importante aguardar até pelo menos 24 horas de idade, para realizar a primeira avaliação, para assegurar uma completa absorção de IgG.

- Tipos de proteínas absorvidas: no colostro normal, a relação entre IgG e outra proteínas que não são imunoglobulinas é bastante constante. Assim, é importante sempre lembrar que a relação entre a medição pelo refratômetro e transferência passiva nem sempre é precisa.

Quando os resultados mostrarem baixos níveis de proteína no soro alguns pontos devem ser considerados como a qualidade do refratômetro, a temperatura da amostra e, claro, a qualidade do colostro fornecido e o tempo após o nascimento para o fornecimento. Certifique-se que o refratômetro esteja funcionando corretamente e utilize-o com cuidado. Também tenha cuidado com sua manutenção regular e calibração, de forma a aumentar sua vida útil.

Uma vez que as medidas nos refratômetros são dependentes da temperatura da amostra, diferenças de temperatura podem ter um impacto significativo nas leituras de refratômetro. Assim, é importante se atentar às recomendações do fabricante. Por último, mas o mais importante é avaliar a qualidade e a quantidade do colostro fornecido às bezerras. A adequada colostragem também envolve a avaliação da qualidade do colostro com a utilização do colostrômetro, por exemplo. Lembre-se que para o sucesso da colostragem, de maneira geral, as bezerras devem consumir pelo menos 5 % do seu peso ao nascimento.

Assim, o refratômetro é um instrumento útil na gestão de programas de fornecimento de colostro para animais recém-nascidos. Entretanto, para que os resultados com a sua utilização sejam satisfatórios, é importante o conhecimento da forma correta de utilização e interpretação dos resultados. Também, é importante ressaltar que, do ponto de vista prático, o método é bastante eficiente, e mesmo que seus resultados não sejam, podem ser utilizados na tomada de decisões no manejo de bezerras durante os primeiros dias de vida.

Literatura consultada:

Quigley, J. Using a refractometer. Calf Notes, 2001, 5p.
Quigley, J. Calf age, total protein and FPT in calves. Calf Notes, 2001, 5p.

Autores:
Carla Maris Machado Bittar
Professora do Depto. de Zootecnia - ESALQ/USP
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Lucas Silveira Ferreira
Aluno de Doutorado em Ciência Animal e Pastagem - ESALQ/USP

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