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Brangus



Na busca por uma raça ideal para carne, os norte-americanos iniciaram os cruzamentos entre o gado Zebu e o Angus no ano de 1912 na região de Lousiana, originando o Programa Brangus. A raça foi reconhecida pelo governo americano em 1942, com a fundação da Associação dos Criadores de Brangus.Formada para unir a rusticidade das raças zebuínas resistência a parasitas, tolerância ao calor, habilidade materna, com as vantagens do Angus qualidade da carne, precocidade sexual, elevado potencial materno, o Brangus apresenta-se como uma raça completa.

É uma raça sintética formada pelo cruzamento de animais da raça angus e zebu em sua proporção de 3/8 de sangue zebu 37,5 e 5/8 de sangue angus 62,5. O objetivo era a criação de um animal que apresentasse altos índices de produtividade mesmo criado em condições de clima e meio-ambiente adversas, típicas das regiões tropicais e sub-tropicais.

No Brasil, os cruzamentos começaram a ser realizados por técnicos do Ministério da Agricultura em Bagé RS, na década de 1940. O cruzamento resultou na raça Ibagé, batizada assim pelos técnicos na época. Alguns anos depois, em função do cruzamento ser o mesmo alcançado nos Estados Unidos, o nome da raça passou a ser Brangus Ibagé, até que tornou-se apenas Brangus. A Associação Brasileira de Brangus foi fundada em Bagé, em 1979.

Brahman



Esta raça é oriunda dos EUA, provinda do cruzamento de quatro raças: Nelore, Gir, Guzerá e Krishna Valley. Os primeiros animais chegaram ao Brasil em 1994, trazidos pelos criadores ligados à Associação Brasileira dos criadores de Zebu (ABCZ) e a American Brahman Breeders Association (ABBA).

O Brahman entrou no país trazendo consigo vasta experiência em cruzamentos, uma vez que nos EUA já existiam Bravon, Braford, Brangus, Branor, Charbray, Brahmousin, Sim brah, Beffmaster, entre outros.

Os animais dessa raça caracterizam-se pela rusticidade, resistência ao calor e às enfermidades, fertilidade e habilidade materna. Do ponto de vista racial, os animais caracterizam-se por apresentar pelagem branca, cinza ou vermelha. Os chifres são escuros e simétricos, sendo permitida a descorna e o mocho natural.

Braford



A raça Braford foi formada na Flórida, por Alto Adams, partindo do cruzamento entre o Brahman e animais comuns mestiços de Hereford. A seleção foi orientada para obter tamanho, peso, tipo corporal e disposição.

Atualmente, a Associação dos Criadores de Braford recomenda que, para as regiões temperadas, o Braford tenha 5/8 de sangue Hereford e 3/8 de Zebu, enquanto que, nas regiões muito quentes, principalmente no Centro-Oeste brasileiro, o Braford tem a seguinte composição sanguínea: 5/8 Zebu e 3/8 Hereford, ou seja, o oposto da região temperada. Os animais possuem pêlo curto e lustroso, aprumos bem implantados, sendo indesejável garrões retos. A mucosa ocular, totalmente despigmentada (albina) em um ou ambos os olhos, bem como prepúcios grandes ou mal conformados, deverão ser eliminados.

Esses animais são dóceis, rústicos, férteis, resistentes, precoces e de elevado rendimento de carcaça. São animais produtores de carne, bem estruturados, precoces, de boa musculatura e adaptados às diferentes regiões climáticas do país.

Bonsmara



Esta raça surgiu na África do Sul, por intermédio do cientista da Universidade de Pretória, Jan C. Bonsma que, visando criar animais adequados à condição local, efetuou o cruzamento da raça Africânder com raças britânicas de corte, como a Shorthorn e a Hereford, obtendo assim animais com 3/16 Hereford, 3/16 Shorthorn e 5/8 Africânder.

A raça Bonsmara é considerada uma das mais modernas da atualidade. Nela estão presentes todas as características identificadas como sinônimo de boa adaptação ao calor, como pêlo fino, habilidade de andar, boa convivência com endo e ectoparasitas. A cor e outras características são adotadas como critério de seleção rigorosa na formação do Bonsmara.

Apresentam a pelagem marrom avermelhada, com pele lisa, grossa e pigmentada. Os animais dessa raça são resistentes ao sol, calor e carrapatos. São animais dóceis e pesam, em média, 500 kg (fêmeas) e 800 kg (machos).

Blonde d’Aquitane



A origem dessa raça francesa não pode ser discutida, pela insuficiência de dados. Contudo, segundo a FAO, a raça, na modernidade, resultou da fusão entre as raças Garonne, Quercy e Blonde dês Pyrénees.

É uma raça de grande porte, cuja pelagem é de uma só cor parda, variando até o vermelho. O pêlo é suave e curto, a pele é flexível, de grossura média e coloração rosada. A raça vem sendo selecionada para desenvolvimento estrutural e muscular. Tem também como característica marcante excelentes cascos e aprumos, principalmente por sua origem nas regiões montanhosas dos Pirineus Franceses, que são regiões de terrenos pedregosos.

Essa raça teve sua primeira introdução, no Brasil, em 1913 (Garonesa), para cruzamento com Caracu. Em 1972, voltou a ser introduzida durante a feira de Esteio-RS.

Atualmente, o cruzamento com Caracu dá origem à raça Aquitânica.

A seleção da raça Blonde D’Aquitane tem sido marcante para as características de precocidade sexual, fertilidade e habilidade materna, além de qualidade da carne, o que lhe confere lugar de destaque na pecuária mundial.

As características de conformação e rendimento (58.5%) de carcaça exprimem de maneira adequada o que se espera de bovinos produtores de carne.

Graças às suas qualidades produtivas, a raça se expandiu pelo mundo, sendo utilizada, principalmente, em cruzamentos com vacas de raças zebuínas ou de origem anglo-saxônica.

Blanc Bleu Belge



Esta raça originou-se da seleção de animais leiteiros por criadores belgas, no final do século XIX, época em que não havia raças belgas definidas e sim uma prática desordenada de cruzamentos. A coloração dos animais belgas nativos era preta e branca, cinzenta azulada e branca e, excepcionalmente, algumas de cor vermelha e branca. Os animais manchados de vermelho ou de preto eram acasalados com a raça Durham ou com o Charolês. Os animais selecionados eram sempre “azuis”, mas os produtos apresentavam-se maciços, atarracados, com pernas curtas, parecendo menores do que realmente eram, com esqueleto muito desenvolvido e músculos reforçados. Os animais dessa raça são caracterizados por apresentarem grande desenvolvimento da musculatura, qualidade de carne (baixa gordura), formato, precocidade, eficácia alimentar, docilidade, uniformidade e aptidões maternas.

A pelagem pode ser toda branca, azul (grisalho azul) e preta (grisalho preto), com chifres cinzentos na base, arqueados para frente, com pontas negras e erguidas. O peso médio, ao nascer, é de 44 quilos. O intervalo médio entre partos é de 14 meses, porém para 75% das vacas, situa-se entre 11 e 15 meses. O peso médio das vacas e touros situa-se ao redor de 900 e 1.400 kg, respectivamente.

Belgian Blue



Este gado originou-se na Bélgica central e corresponde por quase a metade do gado no rebanho nacional. Este gado se formou pelo cruzamento do gado nativo da região com o gado de Shorthorn importado da Inglaterra de 1850 a 1890. Algumas fontes também citam a introdução da raça charolesa no rebanho de cria ao longo do século IXX. Em princípios do século XX houve um grande trabalho de multiplicação da raça. Neste período, a raça foi dividida em duas linhagens, uma principalmente para produção de leite e a outra para a produção de carne. Hoje é selecionada basicamente para a produção de carne.

A raça Belgian Blue é relativamente nova na América do Norte e América do Sul, mas está ganhando aceitação rapidamente pelos criadores. O Belgian Blue que existe hoje é o resultado do melhoramento genético seletivo e do desenvolvimento administrado na Bélgica pelo Professor Hanset do AI Center na Província de Liege.

O Belgian Blue não é um animal de tamanho grande, com esboço arredondado e músculos proeminentes. O ombro, quarto trazeiro, lombo e anca são muito musculosos. A garupa é ampla, a anca levemente inclinada, o rabo é proeminente. Tem membros fortes e caminhar fácil. A pelagem é de coloração composta de branco, azul e às vezes negro. A raça é conhecida por seu temperamento quieto.

Beefmaster



O desenvolvimento da raça Beefmaster teve início no Texas, em 1908, no rancho Lasater, com a cruza de touros Gir e Ongole com vacas Hereford e Shorthorn. Em 1930, touros Guzerá foram introduzidos no cruzamento, sendo seguidos de touros Hereford e Shorthorn. Portanto, a raça tem em sua base essas 5 raças e estima-se uma tipagem sanguínea de 1/4 Hereford, 1/4 Shorthorn e 1/2 Zebu.

No Brasil, a introdução da raça se deu por meio da aquisição de sêmen (1992) pelos pecuaristas Alberto Rodrigues da Cunha e Randall M. Spears, ambos de Goiás. A partir daí, disseminou-se e hoje apresenta rebanhos também em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Não existe um padrão fixo para a pelagem que pode variar de vermelha a castanha, com pintas brancas, negras ou amarelas.

Os critérios que orientaram a seleção (Lasater) foram: peso, rusticidade, habilidade materna, conformação, docilidade e fertilidade. Por esse motivo, essas características são marcantes na raça.

Vale destacar que é uma raça de grande porte, o que pode ser comprovado pelo desenvolvimento de alguns animais que atingiram peso de 440 kg aos 12 meses e 545 kg aos 16 meses, chegando a atingir a extraordinária marca de 13 arrobas aos 9 meses.

Fonte: Site Ouro Fino

Beefalo



No século XV, havia perto de 100 milhões de Bisões nos EUA, de norte a sul, leste e oeste. As manadas gigantescas propiciavam alimentação para os indígenas e para os colonizadores. A rusticidade do Bisão ultrapassava tudo o que os europeus haviam aprendido sobre bovinos e transferir essa herança genética aos bovinos europeus era quase um sonho. As pesquisas para cruzar Bisão com bovinos começaram no Canadá, por volta de 1914, e gastaram 300 milhões de dólares, sem nenhum resultado.

Foi em 1957 que Jim Burnet, do Estado de Montana por meio de cruzamentos sucessivos conseguiu obter três animais híbridos férteis, meios-sangues Bisão, que seriam a base para a fixação da nova raça.

No Brasil, essa raça surgiu em 1978, trazida pelo pecuarista Antonio Carrera, que inseminava as matrizes Nelores, com sêmen de Bisão, obtendo bons resultados. Os animais apresentam coloração avermelhada, embora sejam admitidas outras como a preta e branca, a cinza e a marrom. A rusticidade ao meio ambiente e a alta taxa de conversão de alimento de baixa qualidade em carne são importantes características dessa raça.

Fonte: Site Ouro Fino

Bovino Crioulo Lageano



A raça constitui-se como uma das mais importantes devido ao seu valor genético.

O gado crioulo do Brasil é o Bos taurus com maior adaptação a climas tropicais e subtropicais. Acredita-se que a raça originou-se dos antigos bovinos Hamíticos, caracterizados por chifres longos, domesticados no Egito, há aproximadamente 4000 anos a.C. e introduzidos no sul da Espanha, procedentes da África do Norte. No Brasil, o gado Crioulo foi introduzido pelos colonizadores portugueses e espanhóis, e se desenvolveu exclusivamente por seleção natural por quatro séculos.
Os bovinos descendentes de animais remanescentes das Missões Jesuístas foram, por longo tempo, o principal esteio da bovinocultura das diferentes regiões do Rio Grande do Sul e do Planalto Catarinense sendo, mais tarde utilizados em cruzamentos com raças européias.
O nome dado ao grupamento foi devido à maior parte do efetivo se concentrar na Fazenda Canoas, localizada na região de Lages-SC. Os bovinos Crioulos foram por séculos os principais representantes da bovinocultura da região do Planalto Sul-Brasileiro. O valor do gado Crioulo somente foi levado em consideração quando próximo da sua extinção, motivo pelo qual o Cenargen (EMBRAPA) têm alguns constituintes em seu banco de germoplasma.

Aberdeen Angus



Raça de origem escocesa, identificada em antigas esculturas onde o gado mocho está presente, indicando sua origem remota. Mais recentemente, no ano de 1879, nasceu a Sociedade de Gado Aberdeen Angus, onde somente se registrava o gado negro.

O animal de hoje é bastante diferente do tipo original de Watson. No início do século XX surgiu o Aberdeen Angus vermelho (Red Angus), oriundo de animais negros, e tendo associação criada nos EUA em 1954. Estudos têm mostrado alguma vantagem adaptativa ao Red Angus, que é mais resistente aos carrapatos e ao clima, porém, quanto a atributos de desempenho, as “raças” não diferem.

No mundo, essa raça encontra-se amplamente difundida e pesquisada, sendo considerada uma raça-base da moderna pecuária. No Brasil, o registro de entrada da raça deu-se em 1906, através do touro Menelik oriundo do Uruguai. O primeiro teste se deu em 1909-1910, quando os animais atravessaram forte seca e sobreviveram, enquanto outras raças sucumbiram, mostrando sua capacidade de adaptação ao clima local (Bagé-RS).

Pesquisas zootécnicas, realizadas no país, tiveram seu início em 1946. Já, em 1954 surgiam os produtos 5/8 Angus e 3/8 Nelore, que vieram dar origem a uma raça sintética (Ibagé), hoje denominada Brangus-Ibagé.

Os animais são mochos, possuem porte mediano, pelagem de cor preta ou vermelha, sendo permitidas manchas brancas na região ventral inferior. Pele fina e pigmentada, pêlo curto e umbigo curto. É considerada uma raça de corte completa caracterizada por sua precocidade, fertilidade, habilidade materna. Produz carne de excelente qualidade e transmite essas características à sua progênie.

Atualmente é muito utilizada em cruzamentos com a raça Nelore, apresentando como grande vantagem o nascimento de bezerros pequenos (28 kg), porém com alta capacidade de ganho de peso, proporcionando uma desmama lucrativa.

Merece destaque, além da qualidade da carne, o rendimento de carcaça, é em média, de 58%.

Fonte: Site Ouro Fino

Ayrshire



Esta raça não apresenta dados claros sobre a origem e evolução histórica do gado Ayrshire, na Escócia. Parece ser derivada de cruzamentos entre o gado nativo da Escócia com as raças Holandesa, Alderney, Kerry e West Highland, durante o século XVIII. No Brasil, o primeiro animal a ser registrado foi Conichan Dandy-2, em 1937.

A coloração dos animais é avermelhada, castanha ou branca, ou manchada com essas cores. A pelagem branca e negra é muito comum, mas não tem muita aceitação. A mais popular é a castanha escura e branca no corpo, com manchas de cor vermelha na cabeça. As vacas Ayrshire são rústicas, fortes, precoces, com excelente qualidade de úbere e produção de leite, com média de 6.500 Kg de leite. As vacas pesam entre 400 e 550 kg, enquanto que os machos pesam entre 700 e 900 kg.

Fonte: Site Ouro Fino

Canchim



Esta raça foi formada em 1940, na Fazenda Canchim, do Ministério da Agricultura, em São Carlos — SP. O nome indica uma árvore Canchim comum na região. Os animais são produtos do cruzamento de Charolês (5/8) com Zebu (3/8), tendo sido utilizados 53 touros Charoleses, 8 touros Indubrasil, 4 touros Guzerá e 127 vacas Nelore. Os primeiros animais bimestiços nasceram em 1953. O primeiro produto tipo Canchim foi registrado em 1972, um ano depois da fundação da Associação Brasileira dos Criadores de Canchim.

A pelagem dos animais é creme, uniforme, com pêlos curtos e a pele escura, admitindo-se a coloração branca, cinza claro, vermelho clara e manchas claras.

Os animais são rústicos, precoces, com excelente desempenho a campo, tanto em fertilidade quanto ao ganho de peso. São animais rústicos, precoces e produzem carne de excelente qualidade, com rendimento de carcaça entre 57 e 63%. As vacas pesam entre 500 e 650 kg, e os machos, entre 800 e 1.000 kg.

Fonte: Site Ouro Fino
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