Mostrando postagens com marcador Produção. Mostrar todas as postagens

Frio reduz a produção de leite do Rio Grande do Sul

O frio excessivo e as fortes geadas no início deste inverno, em pleno período de safra de leite no Rio Grande do Sul, devem provocar uma queda de 18,5 milhões de litros na produção gaúcha deste mês em relação a julho de 2010. O desempenho corresponde a uma retração entre 7% e 8% na mesma base de comparação, conforme projeção preliminar do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat-RS), e já deve ter impacto sobre os preços do produto para o consumidor nesta semana.

Segundo o diretor-executivo da entidade, Darlan Palharini, a estimativa foi feita a partir do levantamento sobre a captação das indústrias na primeira semana de julho, que indica uma queda na produção local para a média diária de 7,5 milhões de litros, 500 mil litros a menos do que em junho e 600 mil a menos do que em julho de 2010.

O problema é que o inverno começou com duas semanas de frio muito intenso e temperaturas negativas em várias regiões do Estado. Conforme o assistente técnico da Emater-RS, Fábio Schilick, o clima prejudicou o desenvolvimento das pastagens e reduziu a produtividade das vacas leiteiras nas propriedades com poucas reservas de silagem ou ração para complementar a alimentação dos animais.

De acordo com Palharini, o normal é que a produção gaúcha de leite siga uma trajetória ascendente de junho até setembro, antes de iniciar o período de declínio até chegar ao período mais forte de entressafra, de janeiro a abril. Desta vez, porém, o padrão foi quebrado. Até agora o Sindilat-RS não tinha registro de queda no volume produzido em julho na comparação com junho.

A Santa Clara, com sede em Carlos Barbosa, costuma receber nesta época 550 mil litros de leite por dia de 4,3 mil associados. O diretor Alexandre Guerra ainda não tem um levantamento sobre a quebra do início de julho, mas já ouviu relatos de criadores sobre reduções de 5% a 10% na produção.

A quebra na safra de leite também vai mexer nos preços do produto. No varejo, a previsão é de 10% de alta nesta semana, diz o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, Antônio Cesa Longo.

Os criadores de gado leiteiro esperam elevação ou ao menos estabilidade dos preços recebidos da indústria neste mês em comparação com junho, segundo o assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), Airton Hochscheid. Para junho, o valor previsto (o fechamento só será conhecido dia 18) é de R$ 0,6724 por litro com padrão de qualidade normal.

A matéria é de Sérgio Ruck Bueno, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

Fonte:Site do MilkPoint

Valia FIV JMMA Recordista Mundial



A nova recordista mundial Fêmea Jovem de produção de leite em Torneio Leiteiro, da raça Gir Leiteiro, continua em Goiás, Valia FIV JMMA de propriedade do criador José Mario Miranda Abdo de Alexânia – GO participou da XXVIII EXPOABRA 2010 (Brasília – DF) sendo a recordista de produção com média final de 39,047 quilos de leite, superando até a melhor vaca jovem, Galga FIV F. Mutum, que produziu média final de 38,447 quilos de leite.

Valia FIV JMMA é filha do C.A. Sansão (KCA – 472), na Edra FIV F. Mutum (MUT – 501), nascida em 11/08/2006 foi mais uma excelente FIV realizada pela Embriotec, que é especialista na raça Gir Leiteiro, mais não para por ai esta grande Doadora, além do recorde mundial também fez muito bonito em pista, sendo a Reservada Grande Campeã, ficando atrás apenas da Fase TE F.

Mutum, que sem trocadilhos ainda permanece numa excelente fase, foi campeã Fêmea Jovem e para fechar com chave de ouro fez o melhor Úbere Fêmea Jovem, este grande exemplar da raça Gir leiteiro só esta começando sua brilhante carreira aos apaixonadas pela raça ainda podem esperar muito mais, pois a cada exposição além de aumentar o número de animais a qualidade destes animais também vem crescendo muito, assim cabe a nos apaixonados a esperar os próximos capítulos.

Parabéns ao Zé Mario, que nos honra e nos deixa orgulhosos de ser nosso parceiro e nos dar o privilégio de poder contribui com esses feitos.


Fonte: Equipe Embriotec

Bem-estar de bezerros. Parte 2: Nutrição e Sanidade

O bem-estar e a saúde dos bezerros estão se tornando cada vez mais importantes, visto que bezerros saudáveis têm maiores chances de expressar seu potencial produtivo, quer seja para a produção de carne ou de leite. Para garantir o bem estar destes animais, é necessário considerar não somente aspectos relativos ao ambiente, instalações e transporte, mas também relacionados à nutrição e sanidade.

Um programa satisfatório de nutrição deve assegurar que o bezerro tenha crescimento positivo, em reposta ao fornecimento de dieta líquida e dieta sólida, e acesso diário à água. Além disso, bezerros recém nascidos devem receber uma dieta líquida que forneça energia e proteína suficientes para garantir sua manutenção e seu crescimento satisfatório. Existem muitas dietas que são adequadas para o crescimento do bezerro, mas para assegurar seu bem-estar é necessário avaliar os resultados do programa de alimentação adotado ao invés de analisar rações específicas. O crescimento é considerado satisfatório de acordo com o sistema de produção com taxas de ganho de peso variadas. Fêmeas de reposição devem apresentar uma condição de escore corporal entre 2,0 (ao nascer) e 3,75 (no pré-parto) durante todo seu período de crescimento.

O fornecimento do colostro tem papel crucial na prevenção de doenças e na nutrição do bezerro na sua fase inicial de vida. O colostro é uma fonte de proteína e energia altamente digestíveis, possui anticorpos que garante imunidade ao animal até que seu próprio sistema imune passe a ser funcional, além de enzimas que auxiliam no desenvolvimento do trato gastrointestinal. Existem três maneiras de fornecer o colostro aos bezerros recém nascidos: aleitamento natural, aleitamento através de mamadeira ou por sonda oroesofágica. Estudos recentes demonstram que bezerros deixados para mamar o colostro diretamente da mãe apresentam maiores falhas na transferência de imunidade passiva (em torno de 60%), 20% de falha quando foram alimentados por mamadeira e menor falha (10%) quando alimentados por sonda oroesofágica. No entanto, vale ressaltar que o procedimento de alimentação pelo método oroesofágico cria certo desconforto ao animal, havendo necessidade de treinamento para sua realização de forma que a minimizar os danos à laringe e esôfago do animal. O principal problema com a mamada natural é que não se tem garantia de consumo em quantidade adequada, além da qualidade do colostro, o que resulta em falha na transferência de imunidade passiva.



Figura 1. Consumo de colostro através de mamada direta, fornecimento através de mamadeira ou sonda oroesofágica.

Do ponto de vista de bem-estar animal, o colostro é necessário para o funcionamento adequado dos processos fisiológicos do bezerro, além do seu consumo ser um evento natural na sua vida. Para assegurar o bem-estar do bezerro, o colostro pode ser fornecido através de vários métodos desde que sejam asseguradas quantidades adequadas de energia, proteína e anticorpos ao animal. No manejo do colostro também é importante que sua ordenha seja realizada de forma a minimizar as contaminações com bactérias e outros patógenos, como Mycobacterium paratuberculosis (bacilo de Johne) ou Mycoplasma que causam doenças que podem aumentar as taxas de mortalidade. Para isso, o úbere da vaca deve estar limpo durante as primeiras amamentações do bezerro, no caso da colostragem natural; ou no momento da ordenha, no caso do fornecimento através de mamadeira ou sonda. Após a coleta, o colostro deve ser imediatamente armazenado sob refrigeração ou congelado para evitar o desenvolvimento de agentes infecciosos, podendo-se utilizar garrafas plásticas ou sacos plásticos como recipiente.

O fornecimento de água a vontade, desde os primeiros dias de vida, é um requisito básico para o sucesso do programa de alimentação de animais jovens. A disponibilidade de água é importante para o bem-estar do bezerro primeiramente para saciar a sede do animal e segundo porque a sua ingestão tem alta correlação positiva com a ingestão de alimentos sólidos como o fornecimento de concentrado, que auxilia no desenvolvimento do rúmen. Pesquisas demonstram que bezerros recém nascidos recebendo água à vontade desde o início do seu nascimento têm apresentado consumo normal de leite e promovido uma diminuição nos hormônios indicadores de estresse crônico.

Bezerros podem ser alimentados com a dieta líquida (leite ou sucedâneo), através de mamadeiras ou balde. Além disso, a dieta líquida pode ser fornecida em quantidades controladas ou a vontade, divididas em 2 a 3 refeições. Embora os requerimentos nutricionais do bezerro possam ser atendidos por qualquer um dos métodos de fornecimento, os aspectos comportamentais e sociais do bezerro são afetados pelo sistema de alimentação. Isto é ser observado em bezerros alimentados através de mamadeiras que após serem aleitados apresentam o hábito de descansar mais cedo que bezerros aleitados por balde. Bezerros criados em grupos e aleitados através de alimentadores automáticos apresentam maior interação social. No entanto, deve existir a preocupação com a relação de bicos disponíveis por bezerro, pois isso pode resultar em maior interação competitiva entre os animais, o que poderia acarretar em maior disputa no momento do aleitamento, havendo assim diminuição do tempo de alimentação e ingestão de leite.

A disponibilidade de alimentos sólidos também contribui para o bem-estar do bezerro, pois está correlacionado não só com o atendimento das exigências protéicas e energéticas para crescimento adequado, como também com processos fisiológicos como o desenvolvimento do rúmen. Em bezerros recém-nascidos este é um processo fisiológico normal e é por sua vez considerado necessário para seu bem-estar. O acompanhamento do desenvolvimento ruminal é importante para o bezerro leiteiro, pois quando ocorrer o desaleitamento, o bezerro deve ter um rúmen funcional para a digestão de dietas sólidas e assim manter um bom estado nutricional e adequadas taxas de crescimento. Bezerros alimentados com dietas sólidas e consumido mais grãos, são desaleitados mais cedo, confirmando que a disponibilidade de alimento sólido é importante para o desenvolvimento do rúmen e o crescimento do animal.



Figura 2. Animais jovens com acesso a água e concentrado desde a primeira semana de vida.

Além do manejo alimentar, o programa de bem-estar deve promover a saúde dos animais com práticas de prevenção de doenças, como a colostragem e as vacinações, além de rotina de diagnóstico e tratamento precoce de animais doentes. O programa de saúde do bezerro leiteiro inclui: nutrição, higiene, vacinas, treinamento de tratadores e protocolos de tratamento. A eutanásia também é um requisito do programa de bem-estar: bezerros gravemente debilitados e feridos devem ser criteriosamente avaliados para a tomada de decisão da utilização ou não da eutanásia.

O programa de saúde deve ser específico para cada fazenda leiteira ou rebanho e deve ser desenvolvido por um médico veterinário dentro de um relacionamento válido entre cliente/paciente. Vacinas e tratamentos adequados são determinados pelo veterinário e proprietário dentro de cada sistema de produção, lembrando que um programa de bem-estar não requer produtos específicos. Para manter a sanidade do rebanho é necessário um sistema funcional de monitoramento constante. Os componentes básicos para garantir a sanidade dos bezerros para um programa de bem-estar incluem: treinamento de funcionários para executar tarefas e reconhecer doenças e lesões, observações diárias das instalações para manutenção de limpeza e eventuais reparos que possam surgir para prevenir lesões e, finalmente, desempenho de tarefas como vacinação, tratamentos veterinários, descorna e, se necessário, eutanásia.

Produtores que atenderem à maioria dos requisitos dos programas de nutrição e sanidade terão maiores probabilidades de serem bem sucedidos na condução do programa de bem-estar de seus bezerros. Programas de manejo que consideram o bem-estar de bezerras e novilhas de reposição garantem adequadas taxas de crescimento e entrada destes animais em lactação mais precocemente e com maiores chances de expressar seu potencial de produção.

Para ler a parte 1 "Bem estar de bezerros: Instalações", clique aqui.

Referências

Carolyn Stull & Jim Reynolds. Calf Welfare. Veterinary Clinical Food Animal, v.24, p.191-203, 2008.

Carla Maris Machado Bittar

Professora do Depto. de Zootecnia - ESALQ/USP
--------------------------------------------------------------------------------
Gustavo Guilherme Oliveira Nápoles

Mestrando em Ciência Animal e Pastagem, Depto. De Zootecnia, ESALQ-USP

Mastite afeta o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras

A mastite, tanto em sua forma clínica quanto subclínica, é a doença que mais acomete vacas leiteiras, acarretando não apenas prejuízos relacionados ao descarte de animais, produção e qualidade do leite, mas também, por causar efeito negativo sobre o desempenho reprodutivo dos animais acometidos.

Em uma propriedade leiteira, muitos esforços são realizados para que se consiga obter uma cria por vaca ao ano, já que a eficiência produtiva de uma exploração leiteira é extremamente dependente da eficiência reprodutiva. Muitas estratégias são utilizadas para melhorar os índices reprodutivos de um rebanho leiteiro, tais como, programa de vacinação, protocolos de inseminação artificial em tempo fixo, monitoramento do escore corporal e fornecimento de dietas adequadas. No entanto, vários estudos demonstram que infecções intramamárias (IIM) apresentam resultados prejudiciais à fertilidade de um rebanho.

Infecções intramamárias antes ou após a cobertura ou inseminação artificial (IA) deprimem a fertilidade dos animais, reduzindo as taxas de prenhez e aumentando o número de serviços por concepção, sem que haja diferença entre os tipos de patógenos (gram-negativos e gram-positivos) causadores da doença.

Durante a lactação de uma vaca, amostras de leite com contagens de células somáticas (CCS) acima de 400.000 células/mL reduzem as taxas de concepção de vacas infectadas, indicando patogenicidade dos agentes causadores de mastite subclínica sobre o estado reprodutivo fisiológico de vacas leiteiras.

Pesquisadores de Israel, em um estudo recente, avaliaram o efeito da IIM subclínicas crônicas, e os eventos acarretados pela mastite clínica em curto prazo sobre o desempenho reprodutivo de um grupo de 73 vacas holandesas. Os animais foram divididos em três grupos experimentais segundo a forma da doença (clínica ou subclínica) e CCS: 1) grupo das vacas não infectadas (n = 22) referiram-se as vacas sem sintomas de IIM e com CCS < 200.000/mL; 2) grupo clínico (n = 9) constituído por vacas que apresentaram sintomas de mastite clínica antecedendo o estudo; 3) grupo subclínico (n = 42), formado por vacas com CCS > 250.000/mL, de forma crônica e sem sinais clínicos.

Para análises microbiológicas e de CCS, amostras de leite foram coletadas diariamente e encaminhadas para análises. Para controle do ciclo estral, as vacas foram sincronizadas através da aplicação de duas doses de PGF2α, sendo realizados monitoramentos para detecção de cios três vezes ao dia. As vacas que participaram do procedimento de sincronização e não apresentaram cio até o quarto dia após a primeira indução hormonal foram excluídas do experimento. As estruturas ovarianas (folículos e corpo lúteo) foram avaliadas por meio de ultrassonografia. Além disso, foram realizadas coletas de sangue para avaliações hormonais de estradiol e secreção pulsátil de LH. Após a ovulação, os ovários foram examinados a cada 2-3 dias para caracterização da dinâmica folicular e desenvolvimento do corpo lúteo (CL).

Os resultados reprodutivos de 70% das vacas com mastite permaneceram inalterados, no entanto, cerca de 30% das vacas com mastite apresentaram ovulação retardada, caracterizada por aumento no intervalo normal entre o estro e a ovulação (E-O) de 30 para 60 horas. Este atraso na ovulação reduz substancialmente a probabilidade de fecundação bem sucedida das vacas inseminadas. Isso se deve a curta viabilidade do espermatozóide no aparelho reprodutor da fêmea e dos ovócitos após ovulação.

A porcentagem de vacas sadias comparadas com vacas com mastite clínica e subclínica que demonstraram um intervalo E-O normal ou prolongado está apresentada na Figura 1. Um total de 12 de 46 vacas (26%) compreendidas nos grupos subclínico (SC) e clínico (C) exibiram um intervalo E-O mais longo que o normal (n = 8), ou não ovularam até 96 horas do período experimental (n = 4). Esta proporção diferiu da do grupo de vacas não-infectadas (NI), no qual apenas 1 de 22 vacas manifestou ovulação retardada.





Figura 1: Porcentagem de vacas exibindo um intervalo estro-ovulação prolongado e vacas que não ovularam durante as 96 horas de período experimental após o início do estro. Fonte: Adaptado de Lavon, et al., 2010.

Todas as vacas com mastite (clínica ou subclínica), incluindo aquelas que apresentam um intervalo E-O prolongado, e as vacas que não ovulam durante o período experimental apresentaram estruturas ovarianas com aparência normal, sem indicação de presença de cistos ou folículos persistentes.

A maioria das infecções clínicas foi causada por E. coli, enquanto que nas infecções subclínicas, os agentes causadores foram Streptococcus dysgalactiae e estafilococos coagulase-negativa. Não foi encontrada relação entre o tipo de bactérias (gram-positivas e gram-negativas) e alterações reprodutivas. Também não houve diferença de CCS entre vacas com intervalo estro-ovulação normal e prolongado.

Este estudo indicou que os efeitos no retardo da ovulação de vacas que contraíram naturalmente IIM tiveram início com um decréscimo na produção de estradiol, resultando na redução da concentração deste hormônio na pré-ovulação. Consequentemente, isto indica que o efeito estimulador do estradiol, quando prejudicado, irá interferir na indução do GnRH que reduzirá diretamente a liberação de LH, sem que haja mudanças na concentração pulsátil deste hormônio, sugerindo que a mastite está afetando diretamente o funcionamento folicular.

A supressão direta do estradiol folicular como um efeito primário de IIM difere substancialmente em vários estudos conduzidos em bovinos. No estudo relatado aqui, o efeito imediato da fase aguda causado pela endotoxina ou inoculação bacteriana no desempenho reprodutivo acarretou primeiramente uma depressão na secreção das gonadotrofinas. A atenuação na secreção pulsátil de LH durante a fase folicular resulta na diminuição das concentrações do estradiol pré-ovulatório e redução na liberação de LH, bloqueando ou retardando a ovulação. O mecanismo exato responsável pela indução de baixas secreções de estradiol em vacas com mastite subclínica, ou com sintomas de mastite clínica controlados até poucas semanas antecedendo a ovulação, ainda não está muito claro, necessitando de mais estudos para elucidar tal relação.

Este é mais um trabalho que destaca a importância de se fazer um controle eficiente da mastite nos rebanhos leiteiros. Desta forma, não estaremos apenas garantindo produção e a qualidade do leite, mas também, disporemos de mais uma ferramenta, que juntamente com um manejo reprodutivo adequado, garantirão a fertilidade e a lucratividade de uma propriedade leiteira.

Fonte: Lavon et al. J. Dairy Sci. 93:911-921, 2010.

Autor:
Tiago Tomazi
Graduando de medicina veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS
---------------------------------------------------------------------------
Marcos Veiga dos Santos
D.Sc., professor da FMVZ/USP

Período de seca começa antecipado em Goiás

A estiagem está dificultando a vida dos produtores de leite. As reservas de silagem acabaram antes da hora e agora está mais caro comprar o alimento para o gado.

Projeto da Embrapa pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividadades

A integração lavoura pecuária promete resolver um problemão que muitos criadores enfrentam nessa época do ano: a falta de comida pro gado.

Bem-estar de bezerros. Parte 1: Instalações

Muitos fatores contribuem para o bem-estar de bezerros em fazendas leiteiras, incluindo instalações e ambiente; manejo nutricional e sanitário; manipulação e interação com o tratador; dinâmica de rebanho; e práticas comuns de transporte, de descorna, remoção do teto e eutanásia.

Garantir e avaliar o bem-estar de bezerras em fazendas leiteiras é um desafio complexo, especialmente porque a terminologia e os fatores que contribuem para avaliar o bem-estar dos animais de produção, como os bezerros leiteiros, não foram claramente definidos dentro da comunidade científica.

Bem-estar tem sido descrito como um estado dinâmico, pois processos fisiológicos tais como o envelhecimento, as respostas imunológicas e hormonais, o crescimento e o estresse, podem apresentar flutuações normais, cíclicas, circadianas. Também em constantes alterações em sistemas de criação estão as influências ambientais, tais como temperatura e umidade, os programas nutricionais, ou sociais e comportamentais, interações com animais contemporâneos e tratadores que podem influenciar o bem-estar dos bezerros. Esta situação dinâmica e interdependente representa um desafio em avaliar o bem-estar do bezerro leiteiro. Trabalhos científicos têm sugerido uma metodologia para avaliar o bem-estar dos animais de produção agrícola que utilizam um sistema integrado de indicadores, incluindo patologias, alterações fisiológicas, desempenho ou produção, além de parâmetros comportamentais. Outra abordagem multidisciplinar para avaliar o bem-estar reconhece três componentes básicos, incluindo a fisiologia (saúde, doença e produção); mente animal (sentimentos, sofrimento) e a natureza animal (comportamento e condições naturais).

Segundo pesquisadores ingleses "bem-estar é um termo amplo que engloba o físico e o bem-estar mental do animal. Qualquer tentativa de avaliar o bem-estar, portanto, deve considerar os sentimentos dos animais que podem ser derivadas de sua estrutura e funções e também do seu comportamento." Assim, o conhecimento do comportamento do bezerro leiteiro auxilia na avaliação do bem-estar dos bezerros em fazendas leiteiras. O comportamento inclui os comportamentos básicos de repouso, em pé, comendo, bebendo, ruminando, andando e brincando. A duração e frequência destes comportamentos mudam com a idade, e são influenciados por fatores como o tipo de piso e da disponibilidade de espaço.

Certas medidas de desempenho têm sido correlacionadas com o comportamento ou com as atividades diárias dos animais. Por exemplo, proporcionar um ambiente adequado para o descanso tem resultado em aumento médio no ganho diário de bezerros leiteiros jovens. Outras medidas comportamentais podem não mostrar correlações estatísticas com parâmetros de desempenho importantes para o produtor de leite, mas podem ser usadas como medidas de bem-estar. A expressão do comportamento de brincar em bezerros tem sido sugerida como um indicador de bem-estar positivo, porque animais jovens de muitas espécies são motivados a jogar, uma vez que suas necessidades primárias são satisfeitas. Fornecer maior espaço disponível para os bezerros, criados individualmente ou em grupo, aumenta apenas a duração e o tipo de brincadeira locomotora (ou seja, saltar, correr, e empurrar com a cabeça) em comparação com os bezerros alojados em áreas menores.

Ambientes satisfatórios para bezerros recém-nascidos e em crescimento devem proporcionar conforto físico, térmico, psicológico e comportamental. Cada uma dessas áreas pode ser uma fonte de estresse para os bezerros, que posteriormente podem predispor os animais a comprometimento de sua resposta imunitária, das taxas de crescimento, e finalmente do bem-estar propriamente dito.

Embora o conforto térmico e físico do ambiente para bezerros tenha sido amplamente avaliado, apenas recomendações gerais foram desenvolvidas para satisfazer as necessidades psicológicas e comportamentais específicas de bezerros leiteiros. As necessidades psicológicas e comportamentais em um ambiente incluem a ausência de frustração, o sentimento de segurança e ausência de possibilidade de lesão, comportamento social de rebanho e interações com o tratador adequadas.

O conforto térmico inclui um ambiente com temperatura amena e sem extremos de temperatura. O estresse por frio ou calor afeta bezerros mais jovens, doentes ou feridos de forma muito mais severa do que animais saudáveis e mais velhos. O conforto térmico para os animais é quantificado como a zona térmica neutra, que varia de 15° C a 25° C para bezerros jovens. Dentro da zona térmica neutra, o bezerro mantém a temperatura corporal (homeotermia) por constrição ou dilatação dos vasos sanguíneos, alterando posturas e comportamentos para conservar ou dissipar o calor, além de alterações nas propriedades isolantes da pelagem. Abaixo de 15 º C (temperatura crítica inferior) o bezerro começa a desviar a energia para manter sua temperatura corporal, de forma que energia extra deva ser incluída na dieta.

Outros fatores que podem afetar a zona térmica neutra de um bezerro são a espessura e teor de umidade da pelagem do animal e a capacidade de se adaptar a baixas temperaturas ao longo do tempo. O estresse por frio também pode ser responsável por diminuir a taxa de absorção do colostro em bezerros recém-nascidos.

A temperatura crítica superior (25° C) ocorre quando o bezerro não consegue dissipar o calor metabólico de forma suficiente para se manter em homeotermia. Geralmente, o consumo de ração é voluntariamente reduzido, diminuindo o calor produção gerado pela digestão e absorção dos nutrientes, o que acaba resultando em redução no desempenho.

O conforto físico do ambiente inclui o espaço disponível, a qualidade ou as condições do espaço, e as superfícies com as quais o bezerro tem contato. O espaço disponível para o bezerro deve ser suficiente para permitir a comportamentos normais de alimentação e consumo de água, repouso e excreção, além de locomoção. Bezerros (nascimento a 2 meses) alojados em baias ou abrigos individuais devem ter aproximadamente 10 m² de espaço, enquanto bezerros alojados em grupos devem ter um mínimo de 8,5 m² por animal.

Uma vez que bezerros passam a maior parte do seu tempo deitado, as condições da área de descanso são importantes para o bem-estar dos bezerros. Baias coletivas ou abrigos individuais situados ao nível do solo são geralmente providos de cama natural para os animais. Dependendo do clima e do tipo de revestimento, materiais de cama são opcionais para a elevação da instalação de forma que animal se deite em local sempre seco e limpo, características importantes da área de descanso. Pisos sem cama devem prover atrito suficiente para evitar escorregamento.

A qualidade do ar também é importante para o conforto físico do bezerro. Altas concentrações de gases tóxicos tais como amônia, podem causar danos ao epitélio pulmonar. Esses gases são frequentemente associados com o acúmulo de urina e esterco ou a circulação de ar limitado em espaços fechados. O limite máximo de 25 ppm de concentração de gás amônia tem sido sugerido para as instalações de bezerros.

Os objetivos gerais das instalações para bezerros são a proteção dos extremos térmicos e climáticos, acesso adequado ao alimento, garantir a segurança no que diz respeito a ferimentos e controlar a saúde e bem-estar dos bezerros. Tanto os sistemas de instalação individual quanto em grupo podem ser projetados para atender a todas estas necessidades. No entanto, muitos tipos de instalação podem atender todas estas premissas em relação ao bem-estar, mas o sucesso ainda depende de gestão adequada.

A maioria das instalações nos Estados Unidos atualmente não segue regulamentação quanto ao tipo ou tamanho, muito embora tenhamos uma sinalização de que este tema será debatido pelo consumidor num futuro próximo. Por outro lado, a União Européia está começando a regulamentar as instalações para bezerros com necessidade de espaço que permita que os animais se virem ou se deitem sem tocar em qualquer lado da instalação ou deitar-se sem tocar no lado oposto do recinto. Bezerros em aleitamento são muito suscetíveis a patógenos, mas abrigos individuais podem minimizar a propagação da doença, uma vez que reduzem o contato entre animais. Abrigos individuais ou baias coletivas permitem que o tratador observe os animais periodicamente e faça o diagnóstico de problemas de saúde e alterações no consumo de alimento de forma individual, além de permitir a contenção do animal no caso de necessidade de tratamento ou práticas de manejo. A desvantagem dos abrigos individuais é que os animais não podem interagir e esse isolamento pode ter impacto no desenvolvimento de comportamentos sociais dos animais.

Bezerros recém-nascidos são normalmente alojados individualmente em abrigos, normalmente colocados diretamente no solo, com pequena área externa para locomoção dos animais. Estes abrigos são geralmente construídos em fibra de vidro, polietileno ou madeira. Bezerros podem escolher entre o ambiente exterior ou interior, e são amarrados ao abrigo ou este tem uma cerca de perímetro. Em algumas situações existe a necessidade de colocação de cama, como palha ou serragem, para manter o bezerro seco e confortável. A correta limpeza e gestão da cama em abrigos individuais é muito trabalhosa e acaba não funcionando de forma adequada. Quando o bezerro é removido de um abrigo, este deve ser limpo e higienizado, além de ter a cama substituída antes da colocação de outro bezerro. Durante período de chuva, o solo imediatamente fora do abrigo pode ficar enlameado devido à má drenagem do solo, havendo necessidade de realocação para aliviar as condições de barro. Essa possibilidade de deslocar abrigos individuais auxilia a redução de estresse pelo frio.

Já as baias coletivas são baseadas no princípio de que os bezerros leiteiros são animais de rebanho, e o alojamento em grupo permite o desenvolvimento de comportamento social. O alojamento coletivo permite o exercício e o jogo entre bezerros dentro do grupo. Normalmente, de dois a seis bezerros são agrupados para facilitar a observação de cada animal. Conforme os animais crescem, estes pequenos grupos podem ser combinados. Além disso, alojamento coletivo pode reduzir a mão de obra envolvida com o tratamento de bezerros, além de ser um ambiente mais rico em estímulos quando comparado ao alojamento individual. Uma desvantagem deste tipo de alojamento é a possibilidade de desenvolvimento de mamada cruzada, que é um comportamento considerado problemático e que pode resultar em lesões no umbigo ou úbere do animal mamado. Além disso, alguns animais desenvolvem o hábito de beber urina associado ao comportamento de mamada cruzada. Já tratamos em outros radares algumas práticas de manejo que podem reduzir este problema, principalmente em animais já desaleitados.

Tem crescido a adoção de alojamento coletivo como consequência da popularização dos sistemas automáticos de aleitamento. Nestes sistemas o animal pode consumir leite ad libitum ou com quantidade programa e controlado por computador de acordo com sua idade e manejo nutricional. Embora muitos trabalhos venham mostrando benefício deste tipo de alimentação por ser semelhante à maneira como o animal se alimentaria normalmente, estes sistemas podem ter várias desvantagens. Diarréias e doenças respiratórias podem se espalhar mais rapidamente quando este tipo de alojamento e de alimentação é adotado. A concorrência por um número limitado de bicos pode alterar comportamentos de alimentação, especialmente quando ocorre a introdução de novos animais ao grupo. Além disso, esses sistemas podem dificultar o tratador no que se refere ao acompanhamento do consumo de alimentos de forma individual de bezerros dentro do grupo.

De maneira geral, qualquer tipo de instalação para bezerros pode ser adequado do ponto de vista de bem-estar desde que atenda as premissas básicas de local limpo e seco, acesso ao alimento e água, sombra, controle de temperaturas extremas e interação com animais contemporâneos.

No próximo radar técnico vamos tratar de bem-estar de bezerros leiteiros do ponto de vista nutricional. Até mais!

Referências

Carolyn Stull & Jim Reynolds. Calf Welfare. Veterinary Clinical Food Animal, v. 24, p. 191-203, 2008.

Autores:

Carla Maris Machado Bittar
Professora do Depto. de Zootecnia - ESALQ/USP
--------------------------------------------------------------------------
Lucas Silveira Ferreira
Aluno de Doutorado em Ciência Animal e Pastagem - ESALQ/USP

PR: ausência de chuvas deve reduzir produção

A ausência de chuva e o calor intenso têm preocupado produtores de leite do Paraná. Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), as vacas holandesas reduzem a produção por sofrerem com o calor registrado nesse mês. Em todo o Paraná, existem cerca de 114 mil produtores de leite, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

"Por enquanto não registramos problemas na produção de leite no Paraná, mas acredito que se a estiagem continuar certamente teremos reflexos negativos na produção", explica Maria Silvia Digiovani, assessora da Comissão de bovinocultura de leite da Faep. Segundo ela, não é apenas o Paraná que vai sofrer as consequências caso não chova. "Em outros estados a seca também está presente. Exemplo disso é Minas Gerais, o maior produtor de leite do Brasil", relaciona.

Previsão do tempo

De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, a tendência é que uma frente fria comece a romper o bloqueio atmosférico que gerou as temperaturas altas e os baixos índices de umidade no Paraná. "Por conta da entrada de uma fraca frente fria, as temperaturas poderão baixar um pouco a partir de hoje. Depois disso poderemos ter chuvas", explica a meteorologista Ana Beatriz Porto.

As informações são do Paraná Online, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Setor de leite quer fiscalização maior do governo nas importações dos EUA

Produtores brasileiros vão pedir ao governo uma fiscalização maior nas importações de leite em pó e soro dos Estados Unidos. A alegação é que a prática está prejudicando o setor. O assunto foi discutido durante a 10ª edição do Simpósio Internacional sobre Produção Competitiva de Leite que acontece em Uberlândia, Minas Gerais

Bezerra, novinha, precisa de quantos litros de leite por dia?

Na criação de gado leiteiro o bezerro precisa ser apartado da mãe depois do nascimento. Telespectadora quer saber quantos litros de leite devem ser dados a um animal de 15 dias.

Preço pago ao produtor de leite de Goiás cai mais de 20%

O preço pago ao produtor de leite em Goiás caiu mais de 20% em quatro meses. Assim como os produtores de outras regiões do país, os goianos têm encontrado dificuldades para se manter na atividade. Um novo programa da Federação de Agricultura do Estado pretende atuar na gestão de riscos e custos da pecuária de leite

Virbac compra de linhas de produtos da Intervet

A multinacional veterinária francesa Virbac acertou a compra de seis linhas de produtos, sendo dois para suínos e quatro para bovinos, da americana Intervet/Schering-Plough. Em março deste ano, a Merial (controlada pela francesa Sanofi-Aventis) fundiu suas operações com a Intervet (controlada pela americana Merck), criando a maior indústria veterinária do mundo, com faturamento estimado em cerca de US$ 16,5 bilhões.

A negociação envolvendo duas vacinas para suínos, um anti-inflamatório, um antiparasitário, um hormônio e um antimicrobiano bovino é resultado das recomendações antitruste da fusão entre a Intervet e a Shering-Plough, em 2008.

De qualquer forma, o negócio representa mais um passo da consolidação da indústria veterinária mundial e brasileira. Além de Intervet e Merial, em janeiro a americana Pfizer assumiu o controle da concorrente farmacêutica Wyeth e levou para o seu portfólio os negócios veterinários da Fort Dodge. Além disso, no mês passado, a Phibro, com sede nos EUA, adquiriu a Abic Laboratórios, divisão veterinária da israelense Teva Pharmaceutical.

"Decidimos adquirir produtos para bovinos e suínos porque, no Brasil, esses dois segmentos representam aproximadamente 70% do mercado da indústria veterinária nacional. Além disso, o Brasil é o país que apresenta o maior potencial de crescimento no fornecimento de carnes, o que vai demandar também produtos veterinários", afirma Clóvis Bernardes de Souza Jr., diretor-geral da Virbac no Brasil.

No mundo, a Virbac teve receita de € 467 milhões em 2009. Desse total, as operações na América Latina representaram 6,5%. Na média do mercado veterinário mundial, o bloco latino-americano representa 12% das vendas.

"Estamos prospectando novas oportunidades de negócios, buscando produtos que sejam complementares às linhas que já temos, mas também estamos ansiosos para que as operações entre Intervet e Merial, bem como entre Pfizer e Fort Dodge, sejam concluídas. Acreditamos que a partir daí outras oportunidades para aquisição de produtos possam ser geradas", afirma Souza Jr.

A matéria é de Alexandre Inacio, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

Começa no Paraná a Agroleite

Esta é a 10ª edição da feira, que é uma das maiores do país no setor. Este ano, as novidades tecnológicas são destaque. O evento tem ainda palestras técnicas e leilão.

ARG: captação em junho aumenta 4,9% frente a 09

A captação de leite na Argentina aumentou pela primeira vez com relação ao ano anterior esse ano. No mês de junho a captação foi de 527,86 milhões de litros, apresentando alta de 4,9% com relação ao mesmo mês de 2009 (503,37 milhões de litros), de acordo com informações fornecidas pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MAGyP). Em relação ao mês de maio, o volume captado foi 8,6% maior.

No primeiro semestre do ano, a captação total acumulada foi de 2,887 bilhões de litros, 6,2% a menos do que no mesmo período de 2009, quando foram captados 3,078 bilhões de litros.

Tabela 1. Captação de leite nas principais indústrias argentinas.



Os dados são provenientes de uma pesquisa feita com mais de 20 indústrias de lácteos, que em 2007, representaram aproximadamente 64% do total da produção argentina de leite.

As informações são do MAGyP, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Preços do boi gordo devem se manter em alta, diz presidente do Sindicato Rural de Jataí

Segundo Mozart de Carvalho de Assis, presidente do Sindicato Rural de Jataí, a falta de gado no pasto mantém o preço do boi gordo em alta. Mozart afirma que esta tendência deve se manter por conta de uma defasagem de animal para abate

Técnica Rural - Suínos e Aves - Integração entre avicultura e plantio de florestas

Veja no programa a integração entre a avicultura e o plantio de florestas. Saiba como o uso da madeira está presente na produção de frango de corte desde o início até o final da cadeia. Conheça também o exemplo de um avicultor da região de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que já colhe os frutos desta integração. E ainda, as dicas dos especialistas sobre o plantio de árvores na propriedade avícola

MG: Megaleite reunirá 2 mil animais em Uberaba

De 27 de junho a 5 de julho, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), mais de 2 mil animais das principais raças leiteiras (Girolando, Gir leiteiro, Sindi, Guzerá, Holandês e Jersey) participarão da 7ª edição da Megaleite. Este ano, a feira terá como novidade a presença de búfalos e de animais da raça Indubrasil.

A Megaleite receberá importantes exposições do setor: a 21.ª Exposição Nacional de Girolando, a 12.ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro, a 2.ª Exposição Interestadual de Gado Holandês, a 5.ª Exposição Ranqueada da Raça Jersey, a 4.ª Mega Regional da Raça Sindi e Mostra de Cruzamentos, a Mostra Especial de Guzerá Leiteiro e a 1.ª Mostra Especial Indubrasil Leiteiro e Mostra Especial de Bubalinos.

Segundo o presidente da Girolando, José Donato Dias Filho, o objetivo é reunir a cadeia produtiva do leite para mostrar e discutir o potencial do setor. A abertura oficial do evento será no dia 28 e, logo em seguida, ocorre o Fórum de Debates, em que criadores e autoridades irão discutir o tema agronegócio do leite.

A Megaleite também terá 13 leilões (2 virtuais). Em 2009, a feira teve faturamento de quase R$ 10 milhões nos 14 leilões presenciais e em 13 virtuais. A expectativa é de que a mostra tenha desempenho semelhante em 2010. Além de leilões, julgamentos e torneiro leiteiro, a exposição terá espaço para a capacitação. De 24 a 27 de junho, haverá o Curso de Capacitação em Girolando.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

PA: Câmara do Leite discute evolução do setor

Técnicos, empresários e representantes de instituições dos governos federal e estadual, que formam a Câmara Setorial do Leite (CSL) do Estado, reúnem-se hoje no município de Marabá, sudeste do Pará, para discutir ações destinadas a aumentar a produção de leite e seus derivados na região, considerada a maior bacia leiteira do território paraense.

O evento, que acontecerá na sede do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado do Pará (Sindileite), abordará temas como o "Desenvolvimento do Setor Produtivo: Assistência Técnica aos Produtores de Leite" e o "Programa Estadual de Qualidade da Cadeia Produtiva do Leite do Pará". Também estará em pauta a realização do evento "Pará Fest Leite", que pretende fazer a ampliação de negócios no setor e atrair novos investimentos à produção leiteira.

Outro programa que foi criado em razão da produção de leite nas regiões sul e sudeste do estado ser centralizada na produção familiar, foi o Arranjo Produtivo Local (APL), uma forma de fortalecer o cooperativismo e o associativismo, priorizando a formalização de cooperativas de produtores de leite.

As informações são da Agência Pará, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

NZ: exportação de carne bovina recua 4% em março

As exportações de carne bovina e de vitelo da Nova Zelândia caíram em 4% com relação ao ano anterior em março, para 39.729 toneladas, apesar da forte demanda, devido principalmente a questões relacionadas à oferta do produto, de acordo com dados do New Zealand Meat Board.

A demanda por produtos neozelandeses tem sido cada vez melhor em 2010, com a queda na produção da Austrália induzida pelas chuvas (onde as exportações em março caíram em 8%, para 81.521 toneladas), forçando os importadores a buscarem produtos de outros fornecedores. Entretanto, os maiores envios foram prejudicados pelas baixas ofertas de gado na Nova Zelândia, que levaram a uma queda de 17% na produção em fevereiro, com relação ao ano anterior, para 53.324 toneladas, segundo o Statistics New Zealand.

A menor produção na Nova Zelândia é consequência do menor número de matrizes em reprodução bem como pela reconstrução do rebanho apoiada pela melhora nas condições climáticas. Entretanto, o maior contribuinte para isso tem sido a redução no número de abates de bovinos após os altos índices registrados nos anos anteriores, com os abates caindo em 42% em fevereiro, para 43.278 cabeças.

Para a estação de 2009-10, o Meat and Wool New Zealand previu uma queda de 6,2% nos abates, para 2,19 milhões de cabeças, e uma queda de 4% na produção, para 566.657 toneladas.

As exportações de carne bovina e de vitelo da Nova Zelândia em março caíram em 8% para os Estados Unidos (78.240 toneladas), 12% para Taiwan (1.964 toneladas) e 44% para o Canadá (2.271 toneladas). Entretanto, os envios aumentaram em 15% para a Coreia (3.620 toneladas) e 41% para o Japão.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Rural Revista - Internet populariza as fazendas virtuais

Cuidar dos animais, plantar, colher e vender a produção são tarefas que fazem parte da rotina de milhões de propriedades rurais em todo o país. E agora, tudo isso é possível também nas grandes cidades. A internet popularizou as fazendas virtuais que simulam o trabalho do campo na tela do computador

Página inicial Postagens mais antigas