Identificando a mastite subclínica na secagem
O momento da secagem é o mais adequado para a eliminação das infecções subclínicas existentes, pois o tratamento durante a lactação tem taxa de cura mais baixa e há a necessidade de descartar o leite com resíduos de antibióticos. Sendo assim, a função do tratamento da vaca seca é eliminar os casos de mastite subclínica existentes e prevenir a ocorrência de novas infecções nas semanas seguintes à secagem. No entanto, em muitos países, é crescente a preocupação com o uso indiscriminado de antibióticos em animais de produção, o que resulta em grande pressão para a redução e uso mais racionalde antibióticos.
Aliado a isso, observa-se em muitos rebanhos de alguns países que após a implantação de medidas preventivas para o controle de mastite, ocorre redução substancial da CCS, o que pode se configurar como argumento contrário para o uso da terapia da vaca seca para tocas as vacas. Nesses países tem sido proposto o emprego da terapia seletiva de vaca seca, que pode ser entendida como a aplicação do tratamento da vaca seca em apenas algumas vacas ou quartos, baseando-se na cultura microbiológica ou na CCS.
No entanto, o grande desafio para a implantação do uso seletivo da terapia da vaca seca está na dependência de métodos que permitam a correta e eficiente detecção de vacas infectadas. Uma vez que a alta contagem de células somáticas é um indicativo da ocorrência de inflamação intramamária, uma pesquisa foi realizada nos Estados Unidos com o objetivo de avaliar se o histórico de mastite clínica e a CCS individual mensal poderia ser uma ferramenta útil para distinguir uma glândula infectada de uma não-infectada no momento da secagem.
Para isso, foram selecionadas 647 vacas clinicamente sadias (ou seja, que não apresentavam mastite clínica no momento da secagem) de quatro rebanhos de vacas Holandesas. De cada vaca, reuniram a CCS mensal e o histórico de mastite clínica da lactação atual.
Baseados nesses dados, quatro critérios de seleção foram avaliados para classificar os animais como não-infectados: Critério 1 - Vacas com CCS<100.000>200.000 céls./mL, a equipe verificou que animais infectados com Staphylococcus aureus foram erroneamente classificados como não-infectados.
Segundo os resultados do exame microbiológico, a prevalência de mastite subclínica, considerando todos os patógenos isolados, foi de 34,3%, e a probabilidade de uma vaca não-infectada ter sido corretamente classificada como tal, variou entre 76,2% e 80,9%, dependendo do critério de seleção adotado.
Ou seja, uma vez que as prevalências de mastite subclínica diferem entre as propriedades, a utilidade e o sucesso de qualquer critério de seleção usado para estabelecer o uso seletivo da terapia da vaca seca dependerá das características próprias de cada rebanho, além do manejo adotado em cada propriedade e da possibilidade de resgatar as informação inerentes à saúde da glândula mamária dos animais.
Critérios de seleção com maior grau de sensibilidade possibilitam um número menor de animais falso-negativos, o que garante que animais infectados recebam o tratamento de vaca seca. Contudo uma maior especificidade gerará animais falso-positivos.
Sendo assim, segundo os pesquisadores, é necessário que o produtor considere o custo de uma classificação errônea e o tipo de patógeno prevalente em sua propriedade, fato especialmente importante quando se trata de um animal subclinicamente infectado por um patógeno contagioso que possa ter sido classificado com negativo. Ainda, segundo os autores, há que se considerar que na ausência da terapia da vaca seca ocorre maior número de casos de mastite clínica e de novas infecções no momento do parto, o que demonstra o efeito preventivo dessa medida.
Considerando os benefícios da terapia da vaca seca em termos de prevenção e eliminação da mastite na secagem, a seleção de animais para a terapia da vaca seca é uma alternativa de manejo que somente poderia ser recomendada em situações específicas e tem como principal limitação a identificação das infecções subclínicas ao fim da lactação.
Fontes: Torres et al. Journal of Dairy Research, 2008. Santos & Fonseca. Estratégias para o controle de mastite e melhoria da qualidade do leite, 2006.
Aliado a isso, observa-se em muitos rebanhos de alguns países que após a implantação de medidas preventivas para o controle de mastite, ocorre redução substancial da CCS, o que pode se configurar como argumento contrário para o uso da terapia da vaca seca para tocas as vacas. Nesses países tem sido proposto o emprego da terapia seletiva de vaca seca, que pode ser entendida como a aplicação do tratamento da vaca seca em apenas algumas vacas ou quartos, baseando-se na cultura microbiológica ou na CCS.
No entanto, o grande desafio para a implantação do uso seletivo da terapia da vaca seca está na dependência de métodos que permitam a correta e eficiente detecção de vacas infectadas. Uma vez que a alta contagem de células somáticas é um indicativo da ocorrência de inflamação intramamária, uma pesquisa foi realizada nos Estados Unidos com o objetivo de avaliar se o histórico de mastite clínica e a CCS individual mensal poderia ser uma ferramenta útil para distinguir uma glândula infectada de uma não-infectada no momento da secagem.
Para isso, foram selecionadas 647 vacas clinicamente sadias (ou seja, que não apresentavam mastite clínica no momento da secagem) de quatro rebanhos de vacas Holandesas. De cada vaca, reuniram a CCS mensal e o histórico de mastite clínica da lactação atual.
Baseados nesses dados, quatro critérios de seleção foram avaliados para classificar os animais como não-infectados: Critério 1 - Vacas com CCS<100.000>200.000 céls./mL, a equipe verificou que animais infectados com Staphylococcus aureus foram erroneamente classificados como não-infectados.
Segundo os resultados do exame microbiológico, a prevalência de mastite subclínica, considerando todos os patógenos isolados, foi de 34,3%, e a probabilidade de uma vaca não-infectada ter sido corretamente classificada como tal, variou entre 76,2% e 80,9%, dependendo do critério de seleção adotado.
Ou seja, uma vez que as prevalências de mastite subclínica diferem entre as propriedades, a utilidade e o sucesso de qualquer critério de seleção usado para estabelecer o uso seletivo da terapia da vaca seca dependerá das características próprias de cada rebanho, além do manejo adotado em cada propriedade e da possibilidade de resgatar as informação inerentes à saúde da glândula mamária dos animais.
Critérios de seleção com maior grau de sensibilidade possibilitam um número menor de animais falso-negativos, o que garante que animais infectados recebam o tratamento de vaca seca. Contudo uma maior especificidade gerará animais falso-positivos.
Sendo assim, segundo os pesquisadores, é necessário que o produtor considere o custo de uma classificação errônea e o tipo de patógeno prevalente em sua propriedade, fato especialmente importante quando se trata de um animal subclinicamente infectado por um patógeno contagioso que possa ter sido classificado com negativo. Ainda, segundo os autores, há que se considerar que na ausência da terapia da vaca seca ocorre maior número de casos de mastite clínica e de novas infecções no momento do parto, o que demonstra o efeito preventivo dessa medida.
Considerando os benefícios da terapia da vaca seca em termos de prevenção e eliminação da mastite na secagem, a seleção de animais para a terapia da vaca seca é uma alternativa de manejo que somente poderia ser recomendada em situações específicas e tem como principal limitação a identificação das infecções subclínicas ao fim da lactação.
Fontes: Torres et al. Journal of Dairy Research, 2008. Santos & Fonseca. Estratégias para o controle de mastite e melhoria da qualidade do leite, 2006.

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