Estratégias de manejo em gado de corte - estação de monta
Ed Hoffmann Madureira e Francisco Bonomi Barufi
No Brasil Central podem ser observadas duas estações bem definidas no decorrer do ano: a estação das águas e a da seca. Com isso, ocorre uma variação substancial dos níveis nutricionais das pastagens, uma vez que, com a falta de água que ocorre durante a estiagem, não há um bom desenvolvimento do capim, que apresenta assim baixos níveis nutricionais.
Como uma adaptação a estas condições, o bovino criado extensivamente acaba se tornando praticamente sazonal, uma vez que começa a ciclar apenas ao atingir uma melhor condição corporal, com o início das águas. Durante a seca, a partição dos nutrientes acaba excluindo a reprodução, e observa-se anestro em grande parte dos animais.
Com a implantação de uma estação de monta na propriedade, visa-se a intensificação dessa estacionalidade dos animais, com várias vantagens:
* A concentração dos nascimentos em poucos meses, possibilitando melhores cuidados com os bezerros. Além disso, os desmames também serão realizados num período determinado, facilitando o manejo.
* A concentração do período de reprodução, com um maior número de animais apresentando cio simultaneamente, viabilizando programas de inseminação artificial.
* Os nascimentos ocorrem no final do período da seca, e assim, registra-se uma menor quantidade de larvas de vermes nas pastagens, e moscas, que podem provocar bicheiras.
* Pode-se avaliar com facilidade o desempenho reprodutivo das vacas, através do diagnóstico de gestação, realizado sessenta dias após o final da estação de monta. Possibilita o descarte dos animais de baixa fertilidade, com melhor aproveitamento das pastagens na seca.
* É possível proceder uma avaliação das fêmeas (exames ginecológicos) e dos machos (exames andrológicos) na entrada da estação, estimando o seu desempenho e tomando decisões que convenham para maximizá-lo.
* Há um maior agrupamento etário dos bezerros e animais jovens, permitindo comparações entre eles para programas de seleção.
Em propriedades em que se utiliza a inseminação artificial, é possível trabalhar com essa técnica nos primeiros sessenta dias da estação de monta, destinando outros dois meses para o repasse com touros, em regime de cobertura natural.
Atualmente, há vários programas de controle farmacológico do ciclo estral com custo/benefício bastante favorável. As propriedades que já possuem uma estação de monta definida são as que mais se beneficiam destes programas.
No Brasil Central podem ser observadas duas estações bem definidas no decorrer do ano: a estação das águas e a da seca. Com isso, ocorre uma variação substancial dos níveis nutricionais das pastagens, uma vez que, com a falta de água que ocorre durante a estiagem, não há um bom desenvolvimento do capim, que apresenta assim baixos níveis nutricionais.
Como uma adaptação a estas condições, o bovino criado extensivamente acaba se tornando praticamente sazonal, uma vez que começa a ciclar apenas ao atingir uma melhor condição corporal, com o início das águas. Durante a seca, a partição dos nutrientes acaba excluindo a reprodução, e observa-se anestro em grande parte dos animais.
Com a implantação de uma estação de monta na propriedade, visa-se a intensificação dessa estacionalidade dos animais, com várias vantagens:
* A concentração dos nascimentos em poucos meses, possibilitando melhores cuidados com os bezerros. Além disso, os desmames também serão realizados num período determinado, facilitando o manejo.
* A concentração do período de reprodução, com um maior número de animais apresentando cio simultaneamente, viabilizando programas de inseminação artificial.
* Os nascimentos ocorrem no final do período da seca, e assim, registra-se uma menor quantidade de larvas de vermes nas pastagens, e moscas, que podem provocar bicheiras.
* Pode-se avaliar com facilidade o desempenho reprodutivo das vacas, através do diagnóstico de gestação, realizado sessenta dias após o final da estação de monta. Possibilita o descarte dos animais de baixa fertilidade, com melhor aproveitamento das pastagens na seca.
* É possível proceder uma avaliação das fêmeas (exames ginecológicos) e dos machos (exames andrológicos) na entrada da estação, estimando o seu desempenho e tomando decisões que convenham para maximizá-lo.
* Há um maior agrupamento etário dos bezerros e animais jovens, permitindo comparações entre eles para programas de seleção.
Em propriedades em que se utiliza a inseminação artificial, é possível trabalhar com essa técnica nos primeiros sessenta dias da estação de monta, destinando outros dois meses para o repasse com touros, em regime de cobertura natural.
Atualmente, há vários programas de controle farmacológico do ciclo estral com custo/benefício bastante favorável. As propriedades que já possuem uma estação de monta definida são as que mais se beneficiam destes programas.

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