Independência reabre planta de Janaúba/MG
Por meio de comunicado emitido na tarde de ontem (07/04), o frigorífico Independência anunciou a retomada das atividades de abate e desossa na unidade de Janaúba/MG.
A direção da empresa informa que a unidade retoma suas operações com capacidade de abate inicial de 400 cab/dia e aproximadamente 300 colaboradores. A indústria tem capacidade de abate de 1.400 bovinos por dia e antes de a empresa pedir recuperação judicial, no fim de fevereiro, a unidade tinha 800 empregados. O Independência resslata que poderá ampliar o volume de produção no futuro se as condições de mercado permitirem.
A planta de Janaúba iniciou suas operações em 2006 e está dentro da área que pode exportar para a União Europeia. A planta está localizada numa tradicional região de gado de corte, sendo que em um raio de 200 km da unidade existe um rebanho de cerca de 3 milhões de cabeças, distribuídos em aproximadamente 72 mil propriedades.
De acordo com o diretor financeiro do Independência, Tobias Bremer, o que permitiu a reabertura de Janaúba foi um acordo feito com pecuaristas que fornecem bois para abate. "Eles aceitaram fornecer gado mesmo não tendo débitos antigos resolvidos", disse. Pelo que foi acertado, o Independência pagará os pecuaristas à vista.
Essa iniciativa , segundo o presidente do sindicato rural de Montes Claros, Ricardo Laugton, decorre da grande dívida da empresa com os pecuaristas da região. Laugton estima que a dívida do Independência com os produtores é de R$25 milhões. "A reabertura é um fato muito positivo, pois é o único grande frigorífico numa região com mais de dois milhões de reses", declarou.
Bremer afirmou que a empresa avalia a reabertura de outras unidades, e negou que já esteja definida a retomada das operações em Nova Andradina/MS, que foi fechada no fim de março.
Reafirmando que "não é possível operar no negativo", Bremer disse que, num primeiro momento, o Independência trabalhará apenas com carne com osso destinada ao mercado interno.
Desde que suspendeu suas operações de abate, no começo de março, o Independência está sem pagar pecuaristas e fornecedores. "Nossa prioridade é resolver os débitos com os produtores", reafirmou Bremer. Indagado sobre a opção, em estudo pelo governo, de permitir que frigoríficos em dificuldades utilizem créditos tributários acumulados nas operações de exportação, para capital de giro, ele defendeu a eventual ajuda. Segundo Bremer, no caso do Independência esses créditos somam R$ 230 milhões. "Seria suficiente para pagar todos os pecuaristas e outros fornecedores", disse.
Bremer completou dizendo que a venda de ativos para levantar recursos não está em análise no momento pela empresa.
As informações são do jornal Valor Econômico e da Gazeta Mercantil, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
A direção da empresa informa que a unidade retoma suas operações com capacidade de abate inicial de 400 cab/dia e aproximadamente 300 colaboradores. A indústria tem capacidade de abate de 1.400 bovinos por dia e antes de a empresa pedir recuperação judicial, no fim de fevereiro, a unidade tinha 800 empregados. O Independência resslata que poderá ampliar o volume de produção no futuro se as condições de mercado permitirem.
A planta de Janaúba iniciou suas operações em 2006 e está dentro da área que pode exportar para a União Europeia. A planta está localizada numa tradicional região de gado de corte, sendo que em um raio de 200 km da unidade existe um rebanho de cerca de 3 milhões de cabeças, distribuídos em aproximadamente 72 mil propriedades.
De acordo com o diretor financeiro do Independência, Tobias Bremer, o que permitiu a reabertura de Janaúba foi um acordo feito com pecuaristas que fornecem bois para abate. "Eles aceitaram fornecer gado mesmo não tendo débitos antigos resolvidos", disse. Pelo que foi acertado, o Independência pagará os pecuaristas à vista.
Essa iniciativa , segundo o presidente do sindicato rural de Montes Claros, Ricardo Laugton, decorre da grande dívida da empresa com os pecuaristas da região. Laugton estima que a dívida do Independência com os produtores é de R$25 milhões. "A reabertura é um fato muito positivo, pois é o único grande frigorífico numa região com mais de dois milhões de reses", declarou.
Bremer afirmou que a empresa avalia a reabertura de outras unidades, e negou que já esteja definida a retomada das operações em Nova Andradina/MS, que foi fechada no fim de março.
Reafirmando que "não é possível operar no negativo", Bremer disse que, num primeiro momento, o Independência trabalhará apenas com carne com osso destinada ao mercado interno.
Desde que suspendeu suas operações de abate, no começo de março, o Independência está sem pagar pecuaristas e fornecedores. "Nossa prioridade é resolver os débitos com os produtores", reafirmou Bremer. Indagado sobre a opção, em estudo pelo governo, de permitir que frigoríficos em dificuldades utilizem créditos tributários acumulados nas operações de exportação, para capital de giro, ele defendeu a eventual ajuda. Segundo Bremer, no caso do Independência esses créditos somam R$ 230 milhões. "Seria suficiente para pagar todos os pecuaristas e outros fornecedores", disse.
Bremer completou dizendo que a venda de ativos para levantar recursos não está em análise no momento pela empresa.
As informações são do jornal Valor Econômico e da Gazeta Mercantil, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

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