Ano de 2008 foi marcado por sucesso para criadores da raça gir leiteiro
Com negócios cada vez mais lucrativos e desempenho crescente em torneios, giristas também lideram na exportação de sêmenMárcia Benevenuto reportagem@canalrural.com.br
A Associação de Criadores do Gir Leiteiro (ABCGIL) mais que dobrou o número de associados do Brasil neste ano. O número passou de 116 para 254 . A exposição nacional da raça bateu recorde de inscrições de faturamento e negócios. As vacas gir brilharam em torneios leiteiros com produções cada vez maiores. A liderança também foi mantida no volume de exportações de sêmen.
O leilão Gir das Américas atraiu criadores de outras raças, empresários e profissionais de diversas áreas, como Valdir Figueiredo, Eduardo Linpincot, Alberico Souza Cruz e Murilo Benício, além de missões estrangeiras.
O último grande evento dos giristas neste ano foi realizado em São Paulo. Ângelus Cruz Figueira, proprietário da fazenda Terras de Kubera, ofertou todo o seu time de pista. Foram 33 lotes de fêmeas, entre prenhezes, bezerras e doadoras. No Clube Gallery estavam, além de criadores tradicionais como o selecionador Eduardo Falcão, da Fazenda Silvânia, Antônio Paulo Abate, do Gir e Nelore Apan, Amilcar Yamin, de Guzerá e Gir Corona, e o atual presidente da ABCGIL e titular do Gir Alto da Estiva, Silvio Queiróz.
A transmissão do remate pelo Canal Rural também teve lances e aquisições por parte de criadores renomados como Demétrius Mesquita, da Fazenda Jacurutú, e a família Picciani, da Monte Verde e Nova Índia. A média praticada no remate Elite Kubera Gallery foi de R$ 60,7 mil, com faturamento total de R$ 1,8 milhão.
Gir leiteiro é a raça que mais exporta material genético
A capacidade de manter eficiência em áreas de climas temperados e quentes com baixa oferta de alimento de qualidade e de resistir ao ataque de insetos e parasitas colocaram o gir leiteiro como uma das melhores opções de raças para produção de leite nas regiões dos trópicos.
O cruzamento de reprodutores zebuínos com matrizes taurinas holandesas deu origem a um plantel com perfil totalmente comercial. Hoje o girolando é o gado mais eficiente na formação em escala de produção leiteira a pasto, com potencial de remuneração para as propriedades rurais e o poder de fixar o produtor no campo.
Por esses fatores estratégicos à produção de alimentos e também lucrativos, países dos continentes africano, australiano e das Américas têm promovido programas para adquirir material genético do gir leiteiro do Brasil. Por intermédio da compra de sêmen, embriões e animais elite, os importadores pretendem criar e multiplicar a raça em terras estrangeiras.
Até mesmo a Índia, de onde o gir é originário, vem demonstrando interesse no rebanho formado no Brasil, que já tem décadas de controle de lactação de fêmeas, provas de progênies de touros melhoradores e reprodução direcionada para leite em sistemas de avaliação da Embrapa Gado de Leite, ABCGIL e Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
No Brasil, o gir foi a raça preferida durante décadas. O zebuíno de elite voltado para a produção de carne era criado na mesma proporção em que hoje os selecionadores trabalham com a seleção de gado nelore.
As fêmeas mais leiteiras eram um fardo nos criatórios, uma vez que os fazendeiros precisam de profissionais para retirar o excesso do produto que pode até prejudicar o bezerro.
Assim se fez a seleção brasileira do gir leiteiro, a mais eficiente raça zebuína para produção de leite. Hoje a ligação sentimental dos criadores – já na terceira e quarta gerações – com as matrizes gir é muito forte. Muitos não abrem mão dos animais mais queridos da fazenda, independente de valor.
A Associação de Criadores do Gir Leiteiro (ABCGIL) mais que dobrou o número de associados do Brasil neste ano. O número passou de 116 para 254 . A exposição nacional da raça bateu recorde de inscrições de faturamento e negócios. As vacas gir brilharam em torneios leiteiros com produções cada vez maiores. A liderança também foi mantida no volume de exportações de sêmen.
O leilão Gir das Américas atraiu criadores de outras raças, empresários e profissionais de diversas áreas, como Valdir Figueiredo, Eduardo Linpincot, Alberico Souza Cruz e Murilo Benício, além de missões estrangeiras.
O último grande evento dos giristas neste ano foi realizado em São Paulo. Ângelus Cruz Figueira, proprietário da fazenda Terras de Kubera, ofertou todo o seu time de pista. Foram 33 lotes de fêmeas, entre prenhezes, bezerras e doadoras. No Clube Gallery estavam, além de criadores tradicionais como o selecionador Eduardo Falcão, da Fazenda Silvânia, Antônio Paulo Abate, do Gir e Nelore Apan, Amilcar Yamin, de Guzerá e Gir Corona, e o atual presidente da ABCGIL e titular do Gir Alto da Estiva, Silvio Queiróz.
A transmissão do remate pelo Canal Rural também teve lances e aquisições por parte de criadores renomados como Demétrius Mesquita, da Fazenda Jacurutú, e a família Picciani, da Monte Verde e Nova Índia. A média praticada no remate Elite Kubera Gallery foi de R$ 60,7 mil, com faturamento total de R$ 1,8 milhão.
Gir leiteiro é a raça que mais exporta material genético
A capacidade de manter eficiência em áreas de climas temperados e quentes com baixa oferta de alimento de qualidade e de resistir ao ataque de insetos e parasitas colocaram o gir leiteiro como uma das melhores opções de raças para produção de leite nas regiões dos trópicos.
O cruzamento de reprodutores zebuínos com matrizes taurinas holandesas deu origem a um plantel com perfil totalmente comercial. Hoje o girolando é o gado mais eficiente na formação em escala de produção leiteira a pasto, com potencial de remuneração para as propriedades rurais e o poder de fixar o produtor no campo.
Por esses fatores estratégicos à produção de alimentos e também lucrativos, países dos continentes africano, australiano e das Américas têm promovido programas para adquirir material genético do gir leiteiro do Brasil. Por intermédio da compra de sêmen, embriões e animais elite, os importadores pretendem criar e multiplicar a raça em terras estrangeiras.
Até mesmo a Índia, de onde o gir é originário, vem demonstrando interesse no rebanho formado no Brasil, que já tem décadas de controle de lactação de fêmeas, provas de progênies de touros melhoradores e reprodução direcionada para leite em sistemas de avaliação da Embrapa Gado de Leite, ABCGIL e Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
No Brasil, o gir foi a raça preferida durante décadas. O zebuíno de elite voltado para a produção de carne era criado na mesma proporção em que hoje os selecionadores trabalham com a seleção de gado nelore.
As fêmeas mais leiteiras eram um fardo nos criatórios, uma vez que os fazendeiros precisam de profissionais para retirar o excesso do produto que pode até prejudicar o bezerro.
Assim se fez a seleção brasileira do gir leiteiro, a mais eficiente raça zebuína para produção de leite. Hoje a ligação sentimental dos criadores – já na terceira e quarta gerações – com as matrizes gir é muito forte. Muitos não abrem mão dos animais mais queridos da fazenda, independente de valor.

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