Causas e Prevenção da Retenção de Placenta
A placenta deve permanecer fortemente aderida ao útero materno para manter a troca de nutrientes e oxigênio necessários para uma gestação normal. Entretanto, as membranas fetais devem ser rapidamente liberadas no momento do parto para que ocorra uma expulsão normal. Obviamente, este processo de descolamento da placenta deve ser cuidadosamente controlado para permitir a manutenção de sua função até o momento adequado de sua expulsão.
Foram identificados vários fatores de risco para a RP. Por exemplo: aborto, natimortos, partos gemelares, distocia, indução do parto, distúrbios metabólicos e curta duração da gestação foram associados à maior incidência de RP (Laven e Peters, 1996).
Mesmo assim, somente um terço dos casos de RP estão associados a estes fatores de risco. Gestação e parto normal ainda podem estar associados a uma incidência surpreendentemente elevada de RP. Por exemplo, em um estudo de incidência geral de 6,6% de RP, as vacas que pariram normalmente e que não tinham nenhum outro problema de saúde identificado, ainda assim apresentaram uma incidência de 4,1% (Joosten et al., 1987; 1991).
Desta forma, embora existam claros fatores de risco para a RP, muitos dos problemas com esta condição ocorrem em animais aparentemente fora dos grupos de risco.
Alguns autores sugeriram que a falta de contratilidade uterina poderia ser a causa primária da RP. Entretanto, trabalhos recentes indicam que a contratilidade uterina, embora ligeiramente reduzida em vacas com RP, parece ser suficiente para a expulsão das membranas fetais. Dados recentes sugerem que a principal causa da RP pode ser a não degradação dos pontos de adesão entre carúncula-cotilédone e não a falta de contratilidade uterina (Lavern e Peters, 1996; Davies et al., 2004; Martins et al., 2004).
Para procurar identificar possíveis causas da RP, serão discutidas 5 causas já bem caracterizadas do problema. O modelo apresentado poderá facilitar a compreensão destas causas da RP em base nas evidências disponíveis. Finalmente, este modelo será usado para explicar a RP em cada um destes casos e para a formulação de programas de prevenção
Foram identificados vários fatores de risco para a RP. Por exemplo: aborto, natimortos, partos gemelares, distocia, indução do parto, distúrbios metabólicos e curta duração da gestação foram associados à maior incidência de RP (Laven e Peters, 1996).
Mesmo assim, somente um terço dos casos de RP estão associados a estes fatores de risco. Gestação e parto normal ainda podem estar associados a uma incidência surpreendentemente elevada de RP. Por exemplo, em um estudo de incidência geral de 6,6% de RP, as vacas que pariram normalmente e que não tinham nenhum outro problema de saúde identificado, ainda assim apresentaram uma incidência de 4,1% (Joosten et al., 1987; 1991).
Desta forma, embora existam claros fatores de risco para a RP, muitos dos problemas com esta condição ocorrem em animais aparentemente fora dos grupos de risco.
Alguns autores sugeriram que a falta de contratilidade uterina poderia ser a causa primária da RP. Entretanto, trabalhos recentes indicam que a contratilidade uterina, embora ligeiramente reduzida em vacas com RP, parece ser suficiente para a expulsão das membranas fetais. Dados recentes sugerem que a principal causa da RP pode ser a não degradação dos pontos de adesão entre carúncula-cotilédone e não a falta de contratilidade uterina (Lavern e Peters, 1996; Davies et al., 2004; Martins et al., 2004).
Para procurar identificar possíveis causas da RP, serão discutidas 5 causas já bem caracterizadas do problema. O modelo apresentado poderá facilitar a compreensão destas causas da RP em base nas evidências disponíveis. Finalmente, este modelo será usado para explicar a RP em cada um destes casos e para a formulação de programas de prevenção

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