Mastite por Staphylococcus coagulase negativa
A mastite, inflamação da glândula mamária, é a doença que mais acomete os rebanhos leiteiros. Na maioria das vezes é de caráter infeccioso sendo inúmeros os agentes causadores da infecção intramamária (IIM). As bactérias constituem o principal grupo de microorganismos isolados em casos de mastite.
Como resposta, contra a invasão do microorganismo, as células de defesa do organismo migram do sangue para a glândula mamária na tentativa de combater o agente infeccioso; e como consequência deste processo as concentrações destas células aumentam a contagem de células somáticas (CCS) do leite. A CCS é usada, mundialmente, como um indicador da mastite. O aumento dos valores da CCS indica presença de uma infecção intramamária.
A CCS está, também, relacionada com o padrão de qualidade do leite; já que quando os valores da CCS se encontram elevados em nível de rebanho, o produtor pode ser penalizado por redução de bonificação do preço do leite.
Dependendo do agente e da via de transmissão, a mastite pode ser dividida em ambiental e contagiosa e, quanto à manifestação dos sinais clínicos, em clínica e subclínica. A mastite subclínica é considerada a mais prevalente por ser de difícil diagnóstico, uma vez que não apresenta os sinais clínicos aparentes; entretanto, neste caso, ocorre alteração na qualidade microbiológica do leite, diminuição da produção e aumento dos valores da CCS.
Os estafilococos coagulase negativa (ECN) são os microorganismos mais isolados de amostra de leite, tanto de vacas em lactação quanto, principalmente, de novilhas. Estes agentes formam um grupo de bactérias conhecido como patógenos secundários, por terem baixa patogenicidade (ou seja, causam poucos danos na glândula mamária); todavia, estão associados à forma subclínica da doença. Porém, quando estes microorganismos persistem na glândula mamária alguns sinais clínicos da doença podem ser observados.
Durante a mastite causada por ECN poucos são os efeitos sobre a CCS de tanque; no entanto, em nível de quarto mamário os valores da CCS são altos.
Atualmente, existem muitas controversas relacionadas à infecção intramamária causada por ECN, uma vez que inicialmente, acreditava-se que estes agentes pudessem prevenir as infecções causadas por outros agentes mais patogênicos, os chamados patógenos maiores. Contudo, hoje, esta analogia não pode ser mais aplicada, pois nos estudos mais recentes o efeito preventivo deste agente contra os outros patógenos principais não é significativo.
No trabalho desenvolvido por Schukken e colaboradores (2009) vacas com infecção intramamária causada por estafilococos coagulase negativa apresentaram aumento significativo na CCS, porém não houve efeito negativo sobre a produção de leite. Os autores relatam a importância de adotar técnicas mais precisas de diagnóstico capazes de diferenciar as espécies de ECN, pois são mais de 50 espécies e subespécies conhecidas dentro deste grupo e o grau da capacidade em causar danos (a virulência) difere entre si. Assim, os resultados da CCS podem variar dependendo da espécie.
Apesar das consequências negativas na CCS, pelo aumento moderado nos níveis de CCS das amostras do tanque, e na diminuição da qualidade do leite, uma grande vantagem deste grupo, para o produtor, é que estes microorganismos apresentam boa sensibilidade aos antibióticos, aumentando a taxa de cura após o tratamento intramamário com antibióticos.
Fonte: Schukken et al. Veterinary Microbiology. p. 9-14, 2009.
Como resposta, contra a invasão do microorganismo, as células de defesa do organismo migram do sangue para a glândula mamária na tentativa de combater o agente infeccioso; e como consequência deste processo as concentrações destas células aumentam a contagem de células somáticas (CCS) do leite. A CCS é usada, mundialmente, como um indicador da mastite. O aumento dos valores da CCS indica presença de uma infecção intramamária.
A CCS está, também, relacionada com o padrão de qualidade do leite; já que quando os valores da CCS se encontram elevados em nível de rebanho, o produtor pode ser penalizado por redução de bonificação do preço do leite.
Dependendo do agente e da via de transmissão, a mastite pode ser dividida em ambiental e contagiosa e, quanto à manifestação dos sinais clínicos, em clínica e subclínica. A mastite subclínica é considerada a mais prevalente por ser de difícil diagnóstico, uma vez que não apresenta os sinais clínicos aparentes; entretanto, neste caso, ocorre alteração na qualidade microbiológica do leite, diminuição da produção e aumento dos valores da CCS.
Os estafilococos coagulase negativa (ECN) são os microorganismos mais isolados de amostra de leite, tanto de vacas em lactação quanto, principalmente, de novilhas. Estes agentes formam um grupo de bactérias conhecido como patógenos secundários, por terem baixa patogenicidade (ou seja, causam poucos danos na glândula mamária); todavia, estão associados à forma subclínica da doença. Porém, quando estes microorganismos persistem na glândula mamária alguns sinais clínicos da doença podem ser observados.
Durante a mastite causada por ECN poucos são os efeitos sobre a CCS de tanque; no entanto, em nível de quarto mamário os valores da CCS são altos.
Atualmente, existem muitas controversas relacionadas à infecção intramamária causada por ECN, uma vez que inicialmente, acreditava-se que estes agentes pudessem prevenir as infecções causadas por outros agentes mais patogênicos, os chamados patógenos maiores. Contudo, hoje, esta analogia não pode ser mais aplicada, pois nos estudos mais recentes o efeito preventivo deste agente contra os outros patógenos principais não é significativo.
No trabalho desenvolvido por Schukken e colaboradores (2009) vacas com infecção intramamária causada por estafilococos coagulase negativa apresentaram aumento significativo na CCS, porém não houve efeito negativo sobre a produção de leite. Os autores relatam a importância de adotar técnicas mais precisas de diagnóstico capazes de diferenciar as espécies de ECN, pois são mais de 50 espécies e subespécies conhecidas dentro deste grupo e o grau da capacidade em causar danos (a virulência) difere entre si. Assim, os resultados da CCS podem variar dependendo da espécie.
Apesar das consequências negativas na CCS, pelo aumento moderado nos níveis de CCS das amostras do tanque, e na diminuição da qualidade do leite, uma grande vantagem deste grupo, para o produtor, é que estes microorganismos apresentam boa sensibilidade aos antibióticos, aumentando a taxa de cura após o tratamento intramamário com antibióticos.
Fonte: Schukken et al. Veterinary Microbiology. p. 9-14, 2009.

0 comentários:
Postar um comentário