Reprodução Animal - Cio
Por definição é o período em que a fêmea aceita a monta, ou, o período em que ela fica parada, enquanto outro animal salta sobre ela. É um fenômeno fisiológico caracterizado principalmente pelas mudanças no seu comportamento.
Alguns autores dão como o início do ciclo estral o dia em que a fêmea encontra-se no cio.
A sua duração relaciona-se, entre outros fatores com a raça, encontrando-se deste modo, para Zebuínos, períodos bastante curtos, em torno de 3 a 5 horas, os quais para raças européias se estende, em média, por 6 a 18 horas.
Vamos ver adiante que ela mostra muitos sinais mas só podemos afirmar que determinada fêmea está em cio, se ela estiver aceitando ser montada.
A partir do momento em que a fêmea passa a aceitar a monta, podemos dizer que a fase do cio propriamente dito, teve início neste instante. Observam-se que, no cio, acontecem as maiores alterações comportamentais do ciclo estral, tais como:
-redução do apetite;
- redução da produção de leite;
- liberando muco;
- urina constantemente;
- vulva inchada e brilhante;
- farejar e lamber animais e até mesmo pessoas;
- repetidas tentativas de saltar sobre membros do rebanho e até mesmo sobre os rufiões;
- inquietude, nervosismo;
- caminham bastante;
- agrupam-se em torno do rufião ou touro;
- mugir constantemente, podendo até mudar o tom, entre outros;
- aceita a monta, como principal característica;
Podemos notar que o animal no cio apresenta os mesmos sintomas do pré-cio, com a diferença que no cio a fêmea aceita a monta. É importante observar que todos estes sinais vão diminuindo em freqüência e intensidade, à medida em que se aproxima o final do cio.
Se faz necessário tecer comentários sobre a liberação de muco, porque este é um bom indicativo da condição intra-uterina e pode nos revelar algumas patologias.
O muco deve ser cristalino e transparente (semelhante a clara de ovo), podendo aceitar um pouco de sangue vermelho vivo (proveniente do rompimento de pequenos vasos da região do clitóris).
Quando o muco estiver em condições diferentes das acima citadas, a Inseminação não deve ser realizada; deve-se anotar na ficha da vaca detalhes de como este muco se apresentou, ou seja, cor amarelada (pús), sangue escuro, e comunicar imediatamente ao Veterinário para que este possa tomar as devidas providências.

12.2.4. MOMENTO IDEAL DE INSEMINAR
O final do cio é caracterizado pelo momento em que a fêmea recusa ser montada, ou seja, não mais aceita a monta.
Este momento é muito importante para ser observado. É a oportunidade ideal para se depositar o sêmen no aparelho genital da vaca - no início do corpo do útero. É justamente agora que se tem a maior chance de fecundar a vaca pelo processo de Inseminação Artificial.
A fêmea apresenta um período relativamente longo de alta fertilidade algumas horas antes e após o término do cio.
Diante das dificuldades de proceder a Inseminação Artificial no horário ideal (final do cio), recomenda-se o esquema abaixo, que é bastante prático e vem sendo utilizado com bons resultados a muito anos (esquema de Trimberger).
As vacas observadas em cio (aceitando monta) pela manhã, deverão ser inseminadas na tarde do mesmo dia.
As vacas observadas em cio à tarde, deverão ser inseminadas na manhã do dia seguinte, bem cedo.
As vacas inseminadas, segundo este esquema, estarão sendo inseminadas próximas ao final do cio, portanto, numa faixa de alta fertilidade, obtendo bons resultados.
É bom lembrar que a maioria das fêmeas entra em cio à noite e de madrugada, sendo observadas em cio pela manhã. Para estas fêmeas deve-se ficar bem atento com o final do cio, já que em Zebuínos esta fase é bem curta.
É comum também, quando em determinada observação, notar poucos sintomas ou nenhum em determinado animal, e, na observação seguinte, notar sinais de que a fêmea esteve em cio.
Após ter certeza de que esta fêmea não mais aceita a monta, para este específico animal recomendo que se proceda a Inseminação Artificial após o rodeio. Ainda em particular, teremos determinados animais com cio bastante longo e que são inseminados ainda em cio.
Quando do rodeio seguinte, após termos adotado a Inseminação, este animal ainda pode apresentar sintomas de cio, o mesmo deve ser novamente inseminado, devido ao longo período de cio.
Como resumo, podemos dizer que devemos proceder o ato da inseminação artificial na vaca, no final do cio ou no início do pós cio. Para tanto, é necessário que se conheça o momento exato do final do cio.
Há situações (principalmente em gado de corte) em que o Veterinário pode optar por um programa diferente, normalmente em áreas muito grandes, onde se efetive um turno único de Inseminação. A grande maioria das fêmeas, principalmente Zebuínas tem ciclos mais curtos, e para facilitar o manejo, as inseminações são feitas pela manhã, logo após os trabalhos de observação de cio - em todas as fêmeas detectadas em cio na tarde anterior e naquela manhã, ou seja:
As vacas observadas em cio (aceitando monta) à tarde, devem ser inseminadas na manhã seguinte;
As vacas observadas em cio (aceitando monta) pela manhã, devem ser imediatamente inseminadas (logo após a observação de cio).
Com isto se obtém a vantagem de ser bastante prático e de fácil execução, indicado em fazendas com pastos muito grandes e com número também grande de animais, evitando ainda o "stresse", causado pelas horas de mangueiro ou simplesmente de apartação do lote (quando se trata de uma apartação diária).
Com esta medida consegue-se obter, também, ótimos resultados de prenhes.
12.2.5 FATORES QUE CAUSAM REPETIÇÃO DE CIO
Problemas reprodutivos,estress calórico, alta produção de leite, podem provocar a repetição do cio, porém, a causa mais comum é a ocorrência de falhas no manejo.
A inseminação artificial a cada dia torna-se mais comum, sobretudo em vacas leiteiras, mas a repetição de cios também tem aumentado consideravelmente. Esse problema, na maioria das vezes, é conseqüência de falhas no manejo, que podem ser facilmente corrigidas, mas que se não forem detectadas rapidamente causam prejuízos significativos ao produtor.
A vaca ou o sêmen são os que levam a culpa normalmente, mas nem sempre trata-se de um problema reprodutivo dos animais, embora essa também possa ser a causa do insucesso em inseminações.
O erro na observação visual do cio pelo Inseminador e o mau manuseio do sêmen é a causa de 70% a 80% dos casos de insucesso na fertilização das matrizes.
Esses erros de manejo (humano) têm origem no treinamento dos Inseminadores. É justamente a parte mais importante do curso de inseminação, saber descongelar e a hora certa de colocar o sêmen no trato genital da vaca. Se o inseminador antecipar muito ou deixar passar o momento, o trabalho todo e a dose de sêmen estarão perdidos.
Pesquisas indicam que quanto mais cedo for feita a inseminação, maior a probabilidade de nascerem fêmeas. Se a vaca tiver ciclos normais, é bem provável que a repetição de cios seja a conseqüência de uma falha humana.
O tempo gasto por dia e o horário de observação são muito importantes na eficiência da detecção de estro. Com o aumento da freqüência de observação do estro, aumenta-se a eficiência da detecção. O horário em que se observa maior número de vacas em cio é o da manhã. Assim, além da necessidade de se aumentar o número de observações por dia, o momento e o tempo da observação também é importante.
O quadro abaixo mostra a eficiência de detecção de cio em função do horário e do número de observações:
Nº de observ. - Momento de Observ. - Taxa de detecção %
2 8:00 e 18:00 69%
2 8:00 e 16:00 54%
2 8:00 e 18:00 58%
2 8:00 e 20:00 65%
3 8:00, 14:00 e 20:00 73%
3 8:00, 14:00 e 22:00 84%
4 8:00, 12:00, 16:00 e 22:00 80%
4 6:00, 12:00, 16:00 e 20:00 86%
4 8:00, 12:00, 16:00 e 20:00 75%
5 6:00, 10:00, 14:00, 18:00 e 22:00 91%
Manifestações de cio são menores devido à doenças, problemas nas pernas e pés ou a outros fatores estressantes. Fatores ambientais (estresse térmico) podem influenciar o número de montas durante o período de cio, e também decrescem a duração e a intensidade do cio. Vacas alojadas em piso de concreto também mostram menor intensidade de cio do que vacas mantidas a pasto. Resumindo, são muitos os fatores que influenciam a rotina da observação de cio, o que a torna muitas vezes falha, levando à baixa taxa de detecção de cio, menor taxa de prenhez e maior intervalo entre partos.
QUANDO O PROBLEMA É DE ORIGEM REPRODUTIVA
Algumas vacas apresentam cio durante um período muito curto, o que o faz passar despercebido pelo Inseminador. O problema pode ser resultante de uma condição corporal inadequada, desequilíbrio mineral, ect..., nesse caso, o rufião é bastante útil para que não se perca a oportunidade de inseminar.
Fêmeas que não emprenham após duas ou mais inseminações já podem ser classificadas como repetidoras de cio. Entre as causas orgânicas mais freqüentes dessa disfunção estão as endometrites, infecções uterinas causadas, normalmente, por retenção de placenta.
É muito comum, o erro de tentar arrancar a placenta retida. A providência mais sensata é chamar o Veterinário, para que o profissional tome as medidas necessárias e assim evite complicações futuras. O atraso na ovulação, que se caracterizar pela ocorrência da mesma após o período considerado normal, é um problema de difícil diagnóstico, mas pode ser constatado após um exame minucioso.
A repetição de cios em espaços irregulares também pode resultar em insucesso das inseminações artificiais. A causa mais freqüente desse problema é a presença de cistos foliculares, que desencadeiam na vaca uma condição de ninfomania. O problema tem tratamento, que deve ser conduzido, preferencialmente, por um Veterinário especializado.
A ocorrência de cistos foliculares, está associada a uma alimentação rica em proteínas e (ou) com alta porcentagem de uréia.
Partos distócicos podem causar lesões na cérvix ou no útero, provocando, até mesmo, a esterilidade da vaca. Muitas vezes, ao ajudar o bezerro a nascer, a parede do órgão pode ser rasgada. A cicatrização do ferimento diminui ou até impede a dilatação do colo do útero, em casos de laceração deformante. Dependendo da gravidade da lesão, pode haver o bloqueio da passagem de espermatozóides quando em monta natural.
É aconselhável que sejam feitas pelo menos duas ou três tentativas de Inseminação Artificial com cada vaca e uma última experiência com um touro apto a fecundar. Se não forem bem-sucedidas, resta o tratamento, de acordo com cada diagnóstico, e, em caso de insucesso, o descarte do animal.
Vacas primíparas também podem apresentar o cio sem que o mesmo seja notado. Não raro, são consideradas “maninhas”, isto é, estéreis. Às vezes, são abatidas prenhes, sem que se perceba a sua condição.
Alguns autores dão como o início do ciclo estral o dia em que a fêmea encontra-se no cio.
A sua duração relaciona-se, entre outros fatores com a raça, encontrando-se deste modo, para Zebuínos, períodos bastante curtos, em torno de 3 a 5 horas, os quais para raças européias se estende, em média, por 6 a 18 horas.
Vamos ver adiante que ela mostra muitos sinais mas só podemos afirmar que determinada fêmea está em cio, se ela estiver aceitando ser montada.
A partir do momento em que a fêmea passa a aceitar a monta, podemos dizer que a fase do cio propriamente dito, teve início neste instante. Observam-se que, no cio, acontecem as maiores alterações comportamentais do ciclo estral, tais como:
-redução do apetite;
- redução da produção de leite;
- liberando muco;
- urina constantemente;
- vulva inchada e brilhante;
- farejar e lamber animais e até mesmo pessoas;
- repetidas tentativas de saltar sobre membros do rebanho e até mesmo sobre os rufiões;
- inquietude, nervosismo;
- caminham bastante;
- agrupam-se em torno do rufião ou touro;
- mugir constantemente, podendo até mudar o tom, entre outros;
- aceita a monta, como principal característica;
Podemos notar que o animal no cio apresenta os mesmos sintomas do pré-cio, com a diferença que no cio a fêmea aceita a monta. É importante observar que todos estes sinais vão diminuindo em freqüência e intensidade, à medida em que se aproxima o final do cio.
Se faz necessário tecer comentários sobre a liberação de muco, porque este é um bom indicativo da condição intra-uterina e pode nos revelar algumas patologias.
O muco deve ser cristalino e transparente (semelhante a clara de ovo), podendo aceitar um pouco de sangue vermelho vivo (proveniente do rompimento de pequenos vasos da região do clitóris).
Quando o muco estiver em condições diferentes das acima citadas, a Inseminação não deve ser realizada; deve-se anotar na ficha da vaca detalhes de como este muco se apresentou, ou seja, cor amarelada (pús), sangue escuro, e comunicar imediatamente ao Veterinário para que este possa tomar as devidas providências.

12.2.4. MOMENTO IDEAL DE INSEMINAR
O final do cio é caracterizado pelo momento em que a fêmea recusa ser montada, ou seja, não mais aceita a monta.
Este momento é muito importante para ser observado. É a oportunidade ideal para se depositar o sêmen no aparelho genital da vaca - no início do corpo do útero. É justamente agora que se tem a maior chance de fecundar a vaca pelo processo de Inseminação Artificial.
A fêmea apresenta um período relativamente longo de alta fertilidade algumas horas antes e após o término do cio.
Diante das dificuldades de proceder a Inseminação Artificial no horário ideal (final do cio), recomenda-se o esquema abaixo, que é bastante prático e vem sendo utilizado com bons resultados a muito anos (esquema de Trimberger).
As vacas observadas em cio (aceitando monta) pela manhã, deverão ser inseminadas na tarde do mesmo dia.
As vacas observadas em cio à tarde, deverão ser inseminadas na manhã do dia seguinte, bem cedo.
As vacas inseminadas, segundo este esquema, estarão sendo inseminadas próximas ao final do cio, portanto, numa faixa de alta fertilidade, obtendo bons resultados.
É bom lembrar que a maioria das fêmeas entra em cio à noite e de madrugada, sendo observadas em cio pela manhã. Para estas fêmeas deve-se ficar bem atento com o final do cio, já que em Zebuínos esta fase é bem curta.
É comum também, quando em determinada observação, notar poucos sintomas ou nenhum em determinado animal, e, na observação seguinte, notar sinais de que a fêmea esteve em cio.
Após ter certeza de que esta fêmea não mais aceita a monta, para este específico animal recomendo que se proceda a Inseminação Artificial após o rodeio. Ainda em particular, teremos determinados animais com cio bastante longo e que são inseminados ainda em cio.
Quando do rodeio seguinte, após termos adotado a Inseminação, este animal ainda pode apresentar sintomas de cio, o mesmo deve ser novamente inseminado, devido ao longo período de cio.
Como resumo, podemos dizer que devemos proceder o ato da inseminação artificial na vaca, no final do cio ou no início do pós cio. Para tanto, é necessário que se conheça o momento exato do final do cio.
Há situações (principalmente em gado de corte) em que o Veterinário pode optar por um programa diferente, normalmente em áreas muito grandes, onde se efetive um turno único de Inseminação. A grande maioria das fêmeas, principalmente Zebuínas tem ciclos mais curtos, e para facilitar o manejo, as inseminações são feitas pela manhã, logo após os trabalhos de observação de cio - em todas as fêmeas detectadas em cio na tarde anterior e naquela manhã, ou seja:
As vacas observadas em cio (aceitando monta) à tarde, devem ser inseminadas na manhã seguinte;
As vacas observadas em cio (aceitando monta) pela manhã, devem ser imediatamente inseminadas (logo após a observação de cio).
Com isto se obtém a vantagem de ser bastante prático e de fácil execução, indicado em fazendas com pastos muito grandes e com número também grande de animais, evitando ainda o "stresse", causado pelas horas de mangueiro ou simplesmente de apartação do lote (quando se trata de uma apartação diária).
Com esta medida consegue-se obter, também, ótimos resultados de prenhes.
12.2.5 FATORES QUE CAUSAM REPETIÇÃO DE CIO
Problemas reprodutivos,estress calórico, alta produção de leite, podem provocar a repetição do cio, porém, a causa mais comum é a ocorrência de falhas no manejo.
A inseminação artificial a cada dia torna-se mais comum, sobretudo em vacas leiteiras, mas a repetição de cios também tem aumentado consideravelmente. Esse problema, na maioria das vezes, é conseqüência de falhas no manejo, que podem ser facilmente corrigidas, mas que se não forem detectadas rapidamente causam prejuízos significativos ao produtor.
A vaca ou o sêmen são os que levam a culpa normalmente, mas nem sempre trata-se de um problema reprodutivo dos animais, embora essa também possa ser a causa do insucesso em inseminações.
O erro na observação visual do cio pelo Inseminador e o mau manuseio do sêmen é a causa de 70% a 80% dos casos de insucesso na fertilização das matrizes.
Esses erros de manejo (humano) têm origem no treinamento dos Inseminadores. É justamente a parte mais importante do curso de inseminação, saber descongelar e a hora certa de colocar o sêmen no trato genital da vaca. Se o inseminador antecipar muito ou deixar passar o momento, o trabalho todo e a dose de sêmen estarão perdidos.
Pesquisas indicam que quanto mais cedo for feita a inseminação, maior a probabilidade de nascerem fêmeas. Se a vaca tiver ciclos normais, é bem provável que a repetição de cios seja a conseqüência de uma falha humana.
O tempo gasto por dia e o horário de observação são muito importantes na eficiência da detecção de estro. Com o aumento da freqüência de observação do estro, aumenta-se a eficiência da detecção. O horário em que se observa maior número de vacas em cio é o da manhã. Assim, além da necessidade de se aumentar o número de observações por dia, o momento e o tempo da observação também é importante.
O quadro abaixo mostra a eficiência de detecção de cio em função do horário e do número de observações:
Nº de observ. - Momento de Observ. - Taxa de detecção %
2 8:00 e 18:00 69%
2 8:00 e 16:00 54%
2 8:00 e 18:00 58%
2 8:00 e 20:00 65%
3 8:00, 14:00 e 20:00 73%
3 8:00, 14:00 e 22:00 84%
4 8:00, 12:00, 16:00 e 22:00 80%
4 6:00, 12:00, 16:00 e 20:00 86%
4 8:00, 12:00, 16:00 e 20:00 75%
5 6:00, 10:00, 14:00, 18:00 e 22:00 91%
Manifestações de cio são menores devido à doenças, problemas nas pernas e pés ou a outros fatores estressantes. Fatores ambientais (estresse térmico) podem influenciar o número de montas durante o período de cio, e também decrescem a duração e a intensidade do cio. Vacas alojadas em piso de concreto também mostram menor intensidade de cio do que vacas mantidas a pasto. Resumindo, são muitos os fatores que influenciam a rotina da observação de cio, o que a torna muitas vezes falha, levando à baixa taxa de detecção de cio, menor taxa de prenhez e maior intervalo entre partos.
QUANDO O PROBLEMA É DE ORIGEM REPRODUTIVA
Algumas vacas apresentam cio durante um período muito curto, o que o faz passar despercebido pelo Inseminador. O problema pode ser resultante de uma condição corporal inadequada, desequilíbrio mineral, ect..., nesse caso, o rufião é bastante útil para que não se perca a oportunidade de inseminar.
Fêmeas que não emprenham após duas ou mais inseminações já podem ser classificadas como repetidoras de cio. Entre as causas orgânicas mais freqüentes dessa disfunção estão as endometrites, infecções uterinas causadas, normalmente, por retenção de placenta.
É muito comum, o erro de tentar arrancar a placenta retida. A providência mais sensata é chamar o Veterinário, para que o profissional tome as medidas necessárias e assim evite complicações futuras. O atraso na ovulação, que se caracterizar pela ocorrência da mesma após o período considerado normal, é um problema de difícil diagnóstico, mas pode ser constatado após um exame minucioso.
A repetição de cios em espaços irregulares também pode resultar em insucesso das inseminações artificiais. A causa mais freqüente desse problema é a presença de cistos foliculares, que desencadeiam na vaca uma condição de ninfomania. O problema tem tratamento, que deve ser conduzido, preferencialmente, por um Veterinário especializado.
A ocorrência de cistos foliculares, está associada a uma alimentação rica em proteínas e (ou) com alta porcentagem de uréia.
Partos distócicos podem causar lesões na cérvix ou no útero, provocando, até mesmo, a esterilidade da vaca. Muitas vezes, ao ajudar o bezerro a nascer, a parede do órgão pode ser rasgada. A cicatrização do ferimento diminui ou até impede a dilatação do colo do útero, em casos de laceração deformante. Dependendo da gravidade da lesão, pode haver o bloqueio da passagem de espermatozóides quando em monta natural.
É aconselhável que sejam feitas pelo menos duas ou três tentativas de Inseminação Artificial com cada vaca e uma última experiência com um touro apto a fecundar. Se não forem bem-sucedidas, resta o tratamento, de acordo com cada diagnóstico, e, em caso de insucesso, o descarte do animal.
Vacas primíparas também podem apresentar o cio sem que o mesmo seja notado. Não raro, são consideradas “maninhas”, isto é, estéreis. Às vezes, são abatidas prenhes, sem que se perceba a sua condição.

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